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23/11/2014

Avaliar: respeitar primeiro, educar depois - Por Jussara Hoffmann

Diz Marques (2001, p.12), que “na fala, a palavra que digo ou me escapa está dita. Não há como fugir ao fato. Mas na escrita posso apagá-la, suprimi-la ou substituí-la. No ato de escrever sinto-me dono de meu próprio texto. Posso mudá-lo a qualquer momento, destruí-lo até. Quando porém ele ganha mundo, quando passa ao domínio público, sinto que me fugiu, emancipou-se, escapou de meu alcance”. Como diz o autor, quando se publica um texto, não se sabe o destino que ele terá, que indiscrições sofrerá, ou se será útil ou não a alguém. Diz, entretanto, Benincá (2002), que é tarefa essencial de educadores a de constituir memórias de sua trajetória profissional. O registro reflexivo é um “olhar para dentro”, de onde emergem as intenções das ações, o contexto ressignificado pelos sujeitos que viveram essas ações.
Dando continuidade aos meus estudos e pesquisas e após uma série de programas de formação de professores, escrevi mais dois livros que narram toda essa trajetória: "O jogo do contrário em avaliação" (2005), atualmente na 8ª ed./2013 e "Avaliar: respeitar primeiro, educar depois" (2008), já na 5ª ed./2013. Também fiz parte, como co-autora de outras quatro publicações no Brasil, na Espanha e em Portugal.
(...)
Esta é uma parte das minhas memórias... até aqui. Depois de uma longa experiência como educadora e de ouvir que “não dá para mudar” porque os “outros” não deixam, venho convidando toda gente, nos últimos tempos, a me acompanhar no jogo do contrário em avaliação, o que venho alcançando com surpreendente sucesso, com muitos adeptos entre os professores que têm coragem de ousar, de inventar, de transformar a educação em nosso país. Fonte

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