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09/11/2014

Angra dos Reis - Por Eliane Maria Vani Ortega

Um lugar cercado pela natureza exuberante.
Envolvido pelo morro repleto de belezas.
Pelo mar inconstante.
Pessoas felizes comemoram o fim de um ano.
A chegada de outro.
Risos, brindes.
Fogos de artifício.
Chuva.
O morro repleto de belezas ficou extasiado com tantos fogos.
E com tanta chuva.
Desejou brindar também.
Á chegada de um novo ano. Feliz ano novo!
Brindou sem medo, de maneira impetuosa.
Causou dor, lágrimas.
Separou os amantes.
Calou a voz dos que brindavam.
Feriu os corações dos que ficaram.
Sujou a água do mar.
Silenciou os risos das crianças.
Acho que o morro foi acordado pelos fogos.
Ficou impressionado e resolveu participar da festa.
Talvez não soubesse que seu desejo mataria o sonho das pessoas.
O sonho de permanecerem vivas no ano que se iniciava.
O morro pede perdão por não ter controlado seu desejo.

(Em homenagem às vítimas do deslizamento em Angra dos Reis, em janeiro de 2010)
Publicado na Antologia de Poetas Brasileiros - Volume 64 - Maio / 2010

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