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08/03/2014

PRINCÍPIOS DA INCLUSÃO DA LINGUA DE SINAIS NA EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS SURDAS

A defesa da adoção da Língua Brasileira de Sinais na educação de crianças surdas se baseia nos seguintes princípios:
1. A língua de sinais é uma língua visual-espacial, com regras próprias e não apenas gestos combinados.
2. É reconhecida pela Lei Federal nº 10.436, de 24 de abril de 2002, como língua das comunidades surdas do Brasil.
3. Sua adoção na educação de crianças surdas, desde a Educação Infantil é garantida pelo Decreto Federal nº 5626, de 22 de dezembro de 2005, segundo o qual os alunos surdos têm direito à educação bilíngue, na qual a Língua Brasileira de Sinais e a modalidade escrita da Língua Portuguesa são usadas no desenvolvimento de todo o processo educativo.
3. A Língua Brasileira de Sinais é de vital importância para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores da criança surda, como percepção, atenção, memória e raciocínio (Vygotsky, 1984).
4. A Língua Brasileira de Sinais é adquirida naturalmente pela criança surda na interação com usuários da mesma, preferencialmente surdos.
5. A Língua Brasileira de Sinais permite a melhor interação entre as crianças surdas e sua família ouvinte, e, nas escolas, entre professores e crianças surdas e entre estas e seus colegas. 
6. A Língua Brasileira de Sinais favorece a aquisição de conhecimentos sobre o mundo. Por meio dela, e na interação com surdos adultos, a criança surda ampliará o conhecimento sobre o mundo que a rodeia. Estes conhecimentos servirão como base para as atividades que ocorrerão na escola. 
7. A Língua Brasileira de Sinais contribui para a aquisição da Língua Portuguesa, na medida em que possibilita a ampliação do conhecimento de mundo e de língua, o que constitui o conhecimento prévio, fundamental para a atribuição de sentido na leitura e na escrita. 
8. Uma vez garantido o direito de adquirir a Língua Brasileira de Sinais, a educação das crianças surdas deve seguir os mesmos princípios da educação das crianças ouvintes, quais sejam:
O desenvolvimento da criança é um processo conjunto e recíproco;
  • Educar e cuidar são dimensões indissociáveis de toda ação educacional; 
  • Todos são iguais, apesar de diferentes; 
  • O adulto educador é mediador da criança em sua aprendizagem; 
A parceria com as famílias das crianças é fundamental. Fonte

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