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19/03/2014

Desafios para a formação dos leitores que já sabem ler

No século passado, a natureza das questões que se colocavam para o campo de estudos da formação de leitores diferia da que se mostra neste início de século. As condições de acesso foram pouco a pouco cedendo espaço a outras questões, à medida que políticas de distribuição de livros e de composição de acervos de bibliotecas escolares ganhavam regularidade. Na primeira década deste novo século passou a ganhar ênfase a discussão sobre a adequação dos espaços e tempos escolares de formação, bem como das metodologias, dadas as mudanças tecnológicas que vêm impactando os modos de ler de crianças e jovens.
Constata-se hoje que a escola – ainda a principal agência de formação de leitores – precisa enfrentar mudanças para que acompanhe de perto os modos de ler na atualidade e assim fazer valer a ação educativa de formar leitores, lembrada pela epígrafe. Uma das tarefas mais urgentes seria mostrar que os vários suportes da leitura cumprem finalidades distintas no âmbito da formação. Dessa forma, livros, telas e outros suportes, cada um a seu modo insubstituível, contariam para o fortalecimento da capacidade de ler de crianças, jovens e adultos, no processo de formação que não se esgota. Outro grande desafio é o de qualificar os procedimentos seletivos necessários à quantidade de informação, muitas vezes apreendida sem critérios e sem tempo para refletir. Tempos e espaços para inteirar-se, confrontar e transformar podem ser garantidos – por que não? – em práticas escolares de leitura. Fonte

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