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21/03/2014

"Cordas" - O melhor filme de animação

Cordas, ganhou o Prémio Goya 2014, na categoria de Melhor Curta Metragem de Animação espanhol.
O filme conta a história de uma menina doce que vive num orfanato, e que criou uma ligação muito especial com um novo colega de classe que sofre de paralisia cerebral. É também uma obra que fala de valores e sonhos, cativando o espectador desde o primeiro ao último minuto.

20/03/2014

Aprender a escrever ...

Para que uma criança possa aprender a escrever são necessários, ainda que não suficientes, os seguintes aspectos:
a) Significação, a partir do professor, de um aluno que possa ser diferente dele;
b) Significação, a partir do professor, de um aluno que possa pensar e enunciar uma opinião, um argumento que o torne original e questione a palavra do professor;
c) Uma escuta docente que outorgue sentido à expressão escrita e entenda o erro, não como falta, mas como etapa construtiva e necessária;
d) Uma leitura docente que espere e desfrute com a descoberta da diferença entre o enunciado do aluno e o que o professor esperava e desejava ler;
e) A criança poder escrever pelo prazer que encontra ao descobrir sua autoria;
f) A criança poder escrever pelo prazer que encontra ao poder estar presente em sua ausência. Por algum motivo Freud chamou a escrita "a linguagem do ausente."

Fernández A. Autonomia de pensamento: possibilidade de expressão. In: Grossi EP, Bordin J, organizadoras. Paixão de Aprender. 12ª ed. Petrópolis:Vozes;2001. p.97.

Escrever...

Antônio Parreiras, Leitura Matinal, 1916, óleo sobre tela, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria do Estado de Cultura, FUNARJ/Museu Antônio Parreiras. O tema da pintura de gênero da mulher leitora é recorrente desde o século XVIII, mas é amplificado no século XIX e XX, o que reflete uma mudança significativa nos hábitos com os livros e maior difusão da imprensa e da cultura livresca



Inscrever-se 
na história. 
Escrever - 
possibilidade 
de comunhão 
Escrever o recôndito 
d'lma 
Expressão dos sonhos... 
Escrever a marca 
dum momento 
duma eternidade 
Escrever a vida... 
Senti-la 
entre os dedos, 
entre os olhos... 
Escrever o doce 
desejo, o vazio azul 
do silêncio 
barulhento 
Escrever 
botar fora 
Socializar os eus 
Escrever o não sentido 
Escrever o não revelado 
Escrever - tecer o fio 
da existência 
Escrever os gestos, 
os sons, 
os pensamentos... 
Escrever a 
Vida...

Angelini, Rossana (2009)

19/03/2014

Desafios para a formação dos leitores que já sabem ler

No século passado, a natureza das questões que se colocavam para o campo de estudos da formação de leitores diferia da que se mostra neste início de século. As condições de acesso foram pouco a pouco cedendo espaço a outras questões, à medida que políticas de distribuição de livros e de composição de acervos de bibliotecas escolares ganhavam regularidade. Na primeira década deste novo século passou a ganhar ênfase a discussão sobre a adequação dos espaços e tempos escolares de formação, bem como das metodologias, dadas as mudanças tecnológicas que vêm impactando os modos de ler de crianças e jovens.
Constata-se hoje que a escola – ainda a principal agência de formação de leitores – precisa enfrentar mudanças para que acompanhe de perto os modos de ler na atualidade e assim fazer valer a ação educativa de formar leitores, lembrada pela epígrafe. Uma das tarefas mais urgentes seria mostrar que os vários suportes da leitura cumprem finalidades distintas no âmbito da formação. Dessa forma, livros, telas e outros suportes, cada um a seu modo insubstituível, contariam para o fortalecimento da capacidade de ler de crianças, jovens e adultos, no processo de formação que não se esgota. Outro grande desafio é o de qualificar os procedimentos seletivos necessários à quantidade de informação, muitas vezes apreendida sem critérios e sem tempo para refletir. Tempos e espaços para inteirar-se, confrontar e transformar podem ser garantidos – por que não? – em práticas escolares de leitura. Fonte

Aprender a ler: etapa decisiva da formação de leitores

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental espera-se que a alfabetização, que inclui o aprendizado da leitura e constitui ação decisiva para a continuidade do processo de formação, seja consolidada. A apropriação da escrita supõe trabalho organizado de conhecimentos sobre a língua, segundo um planejamento sistematizado em níveis de complexidade que ajude a criança no difícil trabalho de decifração, sem a qual não se alcança o sentido dos textos. Quando está sendo alfabetizada, a criança passa a compreender que falar e escrever, apesar de ambas as modalidades servirem para comunicar, contam com habilidades muito diferentes. Nessa fase de descobertas sobre a língua, as comparações entre a escrita e a oralidade se intensificam, no estabelecimento de relações entre os sons e os sinais gráficos. As contribuições para o êxito dessa etapa se concretizam sob a forma de diferentes estímulos que ocorrem concomitantemente a atividades voltadas à alfabetização. A leitura compartilhada de bons textos – literários, jornalísticos, publicitários etc. –, que encorajem o processo e o tornem mais prazeroso, pode ser um bom caminho. A escolha dos textos, das frases, das palavras, em suportes – impressos e em tela –, que se reconhecem no mundo social, quando bem feita, influi positivamente para esse aprendizado, tornando-o mais interessante para as crianças. Na formação de leitores, aprender a ler é uma etapa – com tempo de começar e com tempo de terminar – que corresponde a uma parte, a mais importante delas, desse processo. Mas esse aprendizado não para por aí. Fonte

Algumas reflexões sobre formação de leitores

 

Ler é inteirar-se de outras proposições,
é confrontar-se com outros destinos,
é transformar-se a partir da experiência
vivenciada pelo outro e referendada
pelo fruidor. Existe, pois, ação educativa
maior do que esta de formar leitores?
Bartolomeu Campos de Queirós

A leitura para quem ainda não “aprendeu a ler”
Quando ainda não sabem ler, as crianças já conhecem muita coisa sobre a leitura. Sabem que os familiares interagem com os sinais escritos para alcançar objetivos os mais diversos, que para elas se apresentam em materialidades que nós, os adultos, denominamos suportes. Os objetos requerem dos leitores uma atenção especial que a criança ainda não capta plenamente, embora já assimile algumas de suas funções. Sabe, por exemplo, que alguns daqueles objetos orientam o ir e vir nas ruas; outros conduzem tarefas que fazem parte da rotina diária dos adultos; mostram textos e imagens e ainda permitem que o adulto escreva. As crianças participam desses eventos de letramento e acabam por assimilar muitos comportamentos relacionados à leitura, sem, no entanto, serem capazes de decifrar o que os sinais, que se confundem com desenhos, significam. Tudo isso indica que, muito antes de iniciado o processo de alfabetização, a criança já vem desenvolvendo conhecimentos a respeito da cultura escrita, fase importante que deve ser considerada no processo que chamamos “formação de leitores”. Convém ressaltar que esse processo pode ser menos ou mais intenso na vida das crianças, segundo os espaços e ambientes de convivência e do que neles ocorre em termos de contato com a escrita, o que torna essa fase pré-escolar ainda mais relevante para quem participa como agente dessa formação.
No processo de socialização com professores e colegas em ambiente escolar, as experiências com a escrita, pouco a pouco ampliadas, podem ser redimensionadas, alterando a percepção que as crianças construíram sobre a leitura e suas funções. Na Educação Infantil, primeira fase de socialização escolar, textos escritos já circulam, mesmo que não haja a intenção de se ensinar a ler. Descartar o contato com a linguagem escrita, nessa fase, seria falsear a presença que ela já tem na vida dessas crianças. Fonte

16/03/2014

Para os líderes


Líder, leia Tiago 3:10. Deus nos criou com o livre arbítrio para escolhermos entre aquilo que é bom e aquilo que é mau. Nossa vida hoje é resultado das escolhas que fizemos até aqui. Nosso futuro dependerá das escolhas que fizermos a partir de hoje. A  maneira como decidimos usar a nossa boca pode afetar todas as áreas de nossa vida (Pv 18:21). Hoje vamos aprender sobre o poder sobrenatural das palavras.

1 - O que Deus usou para criar o Universo e tudo que nele existe? (Hb. 11:3). As palavras que falamos criam o ambiente ao nosso redor. Temos gerado um ambiente de amor, fé e santidade ou um ambiente carregado de ira, incredulidade e pecado?
2 - Qual foi a arma que Satanás usou para enganar o primeiro casal? (Gn 3:1); Como Satanás tentou a Jesus no deserto? (dica: Jesus viu ou ouviu Satanás? (Mt 4:3, 6 e 9). Satanás ainda ataca falando na mente das pessoas. Que tipo de palavras o diabo fala em nossas mentes? Como podemos enfrentá-lo? (Mt 4:4, 7 e 10).
3 - Ao criar o homem, Deus o abençoou com a capacidade de falar. A linguagem não é apenas um dom de comunicação, mas uma fonte de poder em nossas vidas (Pv. 18:21). Palavras são sementes que, uma vez proferidas, uma vez lançadas, ganham vida própria e tornam-se realidade. Há salvação e milagres em nossa boca, assim como há condenação e morte. O que temos liberado sobre nossas vidas?

Líder, leia Tiago 3:2-5. A língua  é uma força poderosa que tanto pode  ser usada para o bem, quanto para o mal. Para dominá-la, precisamos compreender a extensão e o alcance do seu poder:

1 - A língua tenta (Tg. 3:2): De todas as tentações que enfrentamos, a mais persistente é a tentação de dizer algo que não deveríamos. Mentira, fofoca, dúvida, ira, rebeldia, e desânimo são apenas alguns dos tropeços que teimam em se expressar por meio de nossa língua. Como podemos enfrentar isso? (Tg 1:19).
2 - A língua domina (Tg. 3:3): Assim como o freio leva o cavalo mesmo aonde ele não quer ir, assim a língua conduz a nossa vida. Para onde nossas palavras tem nos levado? Como as palavras podem afetar o casamento? Como a língua pode influenciar a vida profissional? Como ela determina nosso nível de comunhão?
3 - A língua direciona (Tg. 4 e 5): Porque a língua é comparada ao leme de um navio? Promoção ou demissão, casamento ou divórcio, sucesso ou fracasso, salvação ou condenação, tudo é determinado pela nossa língua! Se a língua controla a nossa vida, quem é que tem controlado a nossa língua? A carne ou o Espírito? 
No dia 30 de Outubro de 1938 o radialista Orson Welles transmitiu pela rádio CBS a notícia de que os marcianos estavam invadindo os Estados Unidos. Na ocasião milhões de ouvintes entraram em desespero e o caos reinou até que a notícia fosse desmentida. Líder, leia Tiago 3:5 a 8. Hoje continuaremos aprendendo sobre o alcance do poder da língua e a necessidade de dominá-lo:

1 - A língua propaga (Tg. 3:5 e 6): Porque a língua é comparada a um incêndio? 10 espias incrédulos fizeram arder a dúvida e o medo em uma nação inteira (Js. 14:8; Nm 13:31-33). Empresas, famílias e igrejas têm sido destruídas pelo poder da língua. Através da língua podemos propagar fé ou medo, amor ou ira, alegria ou desânimo. O que temos propagado nesses últimos dias?
2 - A língua contamina (Tg. 3:6): A palavra “contaminar” tem o sentido de “adoecer”. Certas conversas são comparadas à gangrena, que se espalha levando destruição e morte para quem as ouve (II Tm 2:17). Porém a língua também pode trazer saúde(Pv. 12:18).
3- A língua é indomável (Tg 3:7 e 8): Quando um animal é domado ele permanece domesticado até o final da vida. Mas a língua não. Ela precisará ser dominada todos os dias (I Pe 3:10). O que fazer se a própria Palavra diz que não podemos domar a língua?(Mt.19:26).

Líder, leia Tiago 3:8-12. A carta de Tiago foi dirigida aos crentes e essa passagem fala daqueles que, por não controlar sua língua, vivem uma vida de contradição. Num minuto estão orando a Deus e no instante seguinte estão murmurando. Amaldiçoam e fofocam com a mesma facilidade que bendizem. Alguns pensam que o que dizemos não tem tanta importância assim, ao contrário disso, a Palavra de Deus garante que esse é um dos assuntos mais sérios de nossa vida: 

1 – A conexão entre a língua e a nossa vida espiritual: O que falamos pode invalidar toda nossa vida espiritual (Tg. 1:26).Uma vida de consagração, evangelismo e ousadia pode ser completamente anulada por causa das nossas palavras. Por outro lado, nossas palavras podem atrair os anjos de Deus! (Dn 10:12); liberar fé viva (Mc 11:23) e alcançar aquilo que necessitamos (Mc 7:29). O que dizemos é o verdadeiro retrato da nossa vida espiritual.
2 – A conexão entre a língua e o nosso coração: O que falamos denuncia o que temos dentro do nosso coração (Mt 12: 34 e 35). O que dizemos é o verdadeiro retrato do nosso coração.
3 – A conexão entre a língua e o nosso destino eterno: No dia do juízo daremos conta de cada uma das nossas palavras (Mt 12:36). As palavras podem nos condenar ou nos justificar diante de Deus (Mt 12:37). O que dizemos é o verdadeiro retrato do nosso futuro.
 Fonte

15/03/2014

Passo a passo - Joaquim Pessoa

Quando ela foi diagnosticada com câncer, os amigos decidiram fazer uma surpresa
Não há muito o que falar deste vídeo, a não ser assistir e presenciar empaticamente a força e a importância de termos verdadeiros amigos na hora que necessitamos. Acontece que em fevereiro de 2014, uma das amigas de Gerdi McKenna escreveu um e-mail solicitando uma sessão de fotos para todos os seus amigos. A sul-africana havia sido diagnosticada com câncer de mama alguns meses antes e estava passando pelo desgaste da quimioterapia. 

Como dizem as amigas de Gerdi no vídeo:
- "... isso é o mínimo que eu posso fazer. Se isso for deixar sua vida um pouquinho melhor, eu farei com prazer!", diz uma.
- "Se eu parar para pensar no que a Gerdi está vivendo, isso não é nada", ressalta a outra.
- "Estou nervosa, mas sei que é a coisa certa a fazer. Estou abrindo mão do meu orgulho por uma amiga que está passando por algo muito pior", explica outra amiga.
Muitas vezes não queremos abrir mão de coisas pequenas, que, no entanto, podem representar tudo para outra pessoa. Reclamamos do correria do cotidiano, do estresse, ficamos depressivos olhando para o nosso próprio umbigo, quando temos saúde e tempo de sobra para darmos uma abraço gostoso em um amigo.
Passo a passo - Joaquim Pessoa
A par e passo, passo neste espaço
abrindo a largos golpes largos espaços
e passas, nos meus passos, passo a passo
repassas em abraços os meus braços.
A peso, peso os passos quando piso
os traços com que traço e já trespasso
o passeio nos lenços que desfaço
em lassos laços quando passas
como um punhal perdido em plena praça.

in O Pássaro no Espelho

Verdade, Mentira, Certeza, Incerteza - Por Alberto Caeiro

Verdade, mentira, certeza, incerteza... 
Aquele cego ali na estrada também conhece estas palavras. 
Estou sentado num degrau alto e tenho as mãos apertadas 
Sobre o mais alto dos joelhos cruzados. 
Bem: verdade, mentira, certeza, incerteza o que são? 
O cego pára na estrada, 
Desliguei as mãos de cima do joelho 
Verdade mentira, certeza, incerteza são as mesmas? 
Qualquer cousa mudou numa parte da realidade — os meus joelhos 
e as minhas mãos. 

Qual é a ciência que tem conhecimento para isto? 
O cego continua o seu caminho e eu não faço mais gestos. 
Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual. 
Ser real é isto. 

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos" 
Heterónimo de Fernando Pessoa

14/03/2014

Ver Vendo - Por Otto Lara Rezende

De tanto ver, a gente banaliza o olhar – ver... não vendo.
Experimente ver, pela primeira vez, o que você vê todo dia, sem ver.
Parece fácil, mas não é: o que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade.
O campo visual da nossa retina é como o vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta.
Se alguém lhe pergunta o que você vê pelo caminho, você não sabe.
De tanto vê, você banaliza o olhar.
Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório.
Lá estava sempre, pontualíssimo, o porteiro.
Dava-lhe bom dia, às vezes, lhe passava um recado ou uma correspondência.
Um dia o porteiro faleceu.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia.
Em 32 anos nunca consegui vê-lo.
Para ser notado o porteiro teve que morrer.
Se, um dia, em seu lugar tivesse uma girafa cumprindo o rito, pode ser, também, que ninguém desse por sua ausência.
O hábito suja os olhos e baixa a vontade. Mas a sempre o que ver; gente; coisa; bichos.
E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê aquilo que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpo para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez, o que, de tão visto, ninguém vê. O pai que raramente vê o próprio filho. O marido que nunca viu a própria mulher.
Os nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos.
...e por ai que se instala no coração o monstro da indiferença.

08/03/2014

Todos iguais, apesar de diferentes

O desafio colocado ao professor é perceber como se dá o desenvolvimento de cada uma das crianças para que ele possa apoiá-las em suas especificidades, promovendo situações de envolvimento e interação com as outras crianças, que favoreçam a transformação e ampliação do seu repertório cultural, maximizando o suas aprendizagens. Seu planejamento deverá possibilitar o envolvimento de todas as crianças. Em se tratando de crianças surdas, é fundamental que o professor use a Língua Brasileira de Sinais e privilegie o uso de recursos visuais.
Assim como para qualquer criança, o professor de crianças surdas necessita: 
  • acreditar que elas podem aprender e que sua vivência na Educação Infantil lhes será benéfica; 
  • preparar cuidadosamente as atividades que propõe. As crianças surdas serão significativamente ajudadas se as atividades forem visuais;
  • organizar atividades diversificadas em sequências que possibilitem a retomada dos passos já dados;
  • estabelecer rotinas diárias e regras claras para melhor orientar as crianças; 
  • estimular sua participação em atividades que envolvam diferentes linguagens e habilidades, como linguagem corporal, trabalhos manuais, desenho etc., e promover-lhe variadas formas de contato com o meio externo; 
  • dar-lhes oportunidade de ter condições instrucionais diversificadas: trabalhar em grupo, aprendizado cooperativo, uso de tecnologias, diferentes metodologias e diferentes estilos de aprendizagem. O uso de recursos visuais, como apoio às produções escritas, pode ajudar as crianças surdas, principalmente no início da aprendizagem da Língua Portuguesa escrita;
  • garantir o tempo que as crianças surdas necessitam para realizar cada atividade, recorrendo a metodologias de ensino flexíveis e individualizadas;
  • realizar uma avaliação processual que acompanhe a aprendizagem das crianças surdas com base em suas capacidades e habilidades, e não em suas limitações;
  • estabelecer contato frequente com as famílias para melhor coordenar as condutas, para troca de experiências e de informações. Fonte

PRINCÍPIOS DA INCLUSÃO DA LINGUA DE SINAIS NA EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS SURDAS

A defesa da adoção da Língua Brasileira de Sinais na educação de crianças surdas se baseia nos seguintes princípios:
1. A língua de sinais é uma língua visual-espacial, com regras próprias e não apenas gestos combinados.
2. É reconhecida pela Lei Federal nº 10.436, de 24 de abril de 2002, como língua das comunidades surdas do Brasil.
3. Sua adoção na educação de crianças surdas, desde a Educação Infantil é garantida pelo Decreto Federal nº 5626, de 22 de dezembro de 2005, segundo o qual os alunos surdos têm direito à educação bilíngue, na qual a Língua Brasileira de Sinais e a modalidade escrita da Língua Portuguesa são usadas no desenvolvimento de todo o processo educativo.
3. A Língua Brasileira de Sinais é de vital importância para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores da criança surda, como percepção, atenção, memória e raciocínio (Vygotsky, 1984).
4. A Língua Brasileira de Sinais é adquirida naturalmente pela criança surda na interação com usuários da mesma, preferencialmente surdos.
5. A Língua Brasileira de Sinais permite a melhor interação entre as crianças surdas e sua família ouvinte, e, nas escolas, entre professores e crianças surdas e entre estas e seus colegas. 
6. A Língua Brasileira de Sinais favorece a aquisição de conhecimentos sobre o mundo. Por meio dela, e na interação com surdos adultos, a criança surda ampliará o conhecimento sobre o mundo que a rodeia. Estes conhecimentos servirão como base para as atividades que ocorrerão na escola. 
7. A Língua Brasileira de Sinais contribui para a aquisição da Língua Portuguesa, na medida em que possibilita a ampliação do conhecimento de mundo e de língua, o que constitui o conhecimento prévio, fundamental para a atribuição de sentido na leitura e na escrita. 
8. Uma vez garantido o direito de adquirir a Língua Brasileira de Sinais, a educação das crianças surdas deve seguir os mesmos princípios da educação das crianças ouvintes, quais sejam:
O desenvolvimento da criança é um processo conjunto e recíproco;
  • Educar e cuidar são dimensões indissociáveis de toda ação educacional; 
  • Todos são iguais, apesar de diferentes; 
  • O adulto educador é mediador da criança em sua aprendizagem; 
A parceria com as famílias das crianças é fundamental. Fonte

05/03/2014

O amor pode durar - Por Clarissa Corrêa

Acho tão bonito casais que duram. Não importa o tempo, o que vale é a intensidade. Querer estar junto vale muito mais do que estar junto há 20 e tantos anos só por comodidade. Sei que estou falando obviedades, mas hoje vi um casal de velhinhos na rua.
Me doeu de uma forma linda. Acho que o amor, quando é amor, tem lá suas dores bonitas. A gente vê uma cena e o coração fica emocionado. Nos dias de hoje, com tanta tecnologia, com tanta correria, com tanta falta de tempo, com tanto olho no próprio umbigo e nos próprios problemas, com tanta disputa pelo poder, pelo dinheiro, por ter mais e mais, sei lá, acho bonito ver um casal de velhinhos na rua.
A mão, enrugadinha, segura a outra mão. A outra mão, por sua vez, segura uma bengala. Falta equilíbrio, sobra experiência. Falta a juventudade, sobra história para contar. Falta uma pele lisa, sobram marcas de expressão que contam segredos. Envelhecer não é feio. Em tempos de botox, a gente devia olhar um pouco para dentro. De si. Do outro. Do amor.
As pessoas não têm paciência para relacionamentos. Se está ruim elas simplesmente trocam. Não tentam, não se empenham, não lutam para dar certo. Não acho que a gente tem que aceitar tudo que o outro nos dá. Não acho que temos que cruzar os braços para o que está errado. Mas o amor exige uma dose de sacrifício. O amor não é descartável. O amor não pode ser jogado fora. Não dá pra fazer uma lipo no amor. A gente tem é que lutar por ele. Diariamente.
Os casais antigos são mais pacientes com os erros e os defeitos do outro. Não acho que mulher tem que ser dona de casa e aceitar um par de chifres. Mas acho que a mulher tem que entender que o homem é diferente. E vice-versa. A mulher quando quer ajuda quer agora e não daqui a cinco minutos. Diferenças de gênio, diferenças de gênero. E que bom que elas existem. E que bom que existem casais com cabelos bem branquinhos e olhares meigos para nos lembrar que o amor pode durar, sim.