Licensa

10/12/2013

TRECHO DO FILME "INVICTUS"

"E eu agradeço a Deus, por minha alma inconquistada, sou mestre do meu destino, capitão da minha alma." Mandela, recitando o poema que dá nome ao filme.
Depois de ver o filme, a maioria deve pensar que a escolha do diretor Clint Eastwood para este filme é no mínimo inusitada. Acostumado a contar histórias de vingança, aqui ele conta uma história de superação através do esporte que ajudou a unir uma nação. Mandela, mesmo depois de sair da prisão, não tem esse instinto de vingança. Diferente de muitas pessoas que trabalham para ele.
A história começa logo depois da eleição de Mandela. O país se encontra totalmente dividido entre negros e brancos. Se antes os negros não estavam satisfeitos com a presidência, agora são os brancos que não estão satisfeitos. Um treinador de rúgbi declara a seus atletas, todos brancos, que o país está largado aos cães enquanto do outro lado da rua, num campo de terra batido, a outra parte da população comemora a eleição de "um deles".
Caminhando na rua, Mandela lê no jornal acima de uma foto dele: "Ele pode vencer uma eleição, mas poderá governar um país?". "Uma pergunta pertinente.", ele diz. Mandela deve governar um país cuja uma parte da população não o quer lá. Essa é a sua principal preocupação, não por conta da sua imagem ou de sua popularidade, mas porque aquilo mostra a desunião de seu país. Antes de tudo ele quer uma única nação.
Para isso ele conta com a ajuda do capitão do time, Pienaar, que serve como intermediador entre os desejos de seus comandados e do presidente. Mandela chega a entregar para o capitão, um poema chamado Invictus, que o ajudou a enfrentar todos os anos que passou na prisão. Então a África do Sul passa de um time desacreditado que chegou a final do campeonato mundial para disputar contra um time tido como muito superior.
Claro que no final, o filme fica entregue aos jogos, o que é uma pena. Quer dizer, estamos falando de um personagem praticamente mítico, que é Mandela. Praticamente um santo. Passou 27 anos na prisão e saiu para liderar o país que o aprisionou. O que ele faz? Lidera o país com uma igualdade que chega a assustar. Realmente, Morgan Freeman era o homem certo para esse papel. Ele transmite uma paz e tranquilidade que saem da tela.
Esse é o único porém do filme. Estamos diante de uma situação que podia ser o suicídio político desse homem maravilhoso, e temos que aguentar um jogo desinteressante. Preferia mais Mandela e menos rúgbi, mas ainda assim é um bom filme de assistir. Fonte
O filme Invictus retrata o momento pós-Apartheid na África do Sul. Tudo acontece quando Nelson Mandela (Morgan Freeman) é libertado da prisão onde estava. Após sua saída, Mandela se candidata a presidente. Com sua vitória, muitas pessoas brancas, que trabalhavam para o antigo governo, vêem seus cargos ameaçados pelo fato de o novo presidente ser negro; pensando em uma possível vingança. Logo que Mandela entra e vê que todos estão arrumando suas coisas para deixar seu trabalho, ele dá um discurso, mostrando que em seu governo não iria ter nenhum tipo de diferença racial, e que não perderiam seus cargos.
Mesmo já tendo-se por encerrado o Apartheid, ainda restavam muitas marcas da segregação no país. Muitos brancos estavam revoltados com o fim da separação, e não aceitavam conviver de forma pacífica com os negros. Frente a isto Mandela procura formas de unificar a nação, e encontra essa chance no esporte, o Rúgby.
O time de rúgby da África do sul, era um dos piores do mundo, e todos os negros torciam contra ele, independentemente contra quem ele fosse jogar, principalmente o presidente Mandela quando estava preso. O time já tinha ganhado uma "cara branca", por tal motivo os negros torcia por ele. Um claro exemplo disso ocorre quando uma igreja, doando roupas para crianças carentes, uma delas nega quando recebe uma blusa do time nacional de rúgby, com medo de sofrer represália por estar vestindo o símbolo do Apartheid.
Visando quebrar um dos principais símbolos da segregação, Mandela convoca o capitão do time, e dá a ele motivação e incentivo, e o orienta para que se esforce e sirva como exemplo aos outros jogadores. Visando transformar o antigo símbolo da segregação no símbolo de orgulho nacional, Mandela então começa a pensar na possível vitória do campeonato Mundial de Rúgby, que será realizado na África do Sul. Como parte dessa transformação, ele orienta que o time comece a fazer trabalhos sociais em comunidades carentes do país, carregando à frente do time o slogan "one team, one country" que significa, Um time, Uma nação, querendo trazer ao povo o orgulho pelo time, mesmo que começasse pelas crianças, que até então só adoravam jogador Chester, que também serviu como "nova cara ao time".
Com muito esforço e suor, o time nacional ganha a copa do mundo de Rúgby, e consegue unir brancos e negros, apagando antigas cicatrizes deixadas pelo Apartheid, e transforma o time no orgulho nacional. Fonte

Nenhum comentário:

Postar um comentário