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10/12/2013

O TEMPO E O VENTO, RESENHA E TRAILER DO FILME

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A construção do estado do Rio Grande do Sul a partir do enclave político, conhecido como a Guerra dos Farrapos, documentada pela saga literária de Érico Veríssimo, é revista pelo épico cinematográfico, O Tempo e O Vento, de Jayme Monjardim.
Com o contorno romântico do relacionamento entre a personagem Bibiana Terra (Marjorie Estiano e Fernanda Montenegro) e Rodrigo Cambará (Thiago Lacerda), 150 anos do inicio da história gaúcha são narrados no embate de republicanos da família Terra Cambará contra os federados da família Amaral.
“O Tempo e o Vento“: técnica e atuações impecáveis em uma narrativa resumida
Monjardim explora a região de Santa Fé entretecendo-a com grandes planos gerais vistos pelas belas lentes fotográficas de Afonso Beato (com quem já trabalhou com Almodóvar, Stephen Frears e o próprio Jayme Monjardim), e preenchidas com músicas magnificentes, em uma trama bastante resumida e contada de maneira mais simplória possível. É neste contexto de singela grandiosidade – entre o agrado popular e erudito – que O Tempo e O Vento se estabelece.
A transposição da literatura em imagem é personificada pelo excelente elenco, notadamente a atriz Fernanda Montenegro, em mais uma grande atuação, além de Cléo Pires, no papel de Ana Terra, embora apareça brevemente. Com a narrativa sintetizada, justamente este e outros tantos personagens interessantes acabam por sucumbir, quando se começa a se apegar a eles, a trama se segue, perdendo a identificação junto ao público.
Contudo, o compêndio não deixa escapulir os quatro símbolos cruciais da trama, bem explícitos em tela; a cruz simbolizando a defesa, o punhal o ataque, a tesoura o nascimento e a roca a passagem do tempo. Tal travessia, somada ao vento, vem e passa. Exato como no texto e filme: “Uma geração vai, e outra geração vem; porém a terra para sempre permanece”.
O Tempo e O Vento - Antonio Carlos Jobim


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