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05/12/2013

Helena Kolody

Helena Kolody nasceu em 1912, em Cruz Machado, Paraná, no dia 12 de outubro. Filha de Miguel e Vitória Kolody, passou a infância na cidade catarinense de Três Barras. Em 1926, concluiu o curso de guarda-livro e, no ano seguinte, mudou-se com a família para Curitiba, onde residiu até sua morte. Em 1928, publica seu primeiro poema, "A lágrima". Em 1931, conclui o curso da Escola Normal Secundária. No ano seguinte iniciou uma brilhante carreira no magistério, paixão que só dividiria com a poesia. Em 1941 publicou a primeira obra, "Paisagem interior", que seria seguida por outros treze títulos. Já nesta obra de estréia constavam três haikais, algo raro à época. Estava presente em seu projeto poético esta busca, como disse mais tarde, "da síntese para traduzir o pensamento". Em 2001, foi publicado o livro "Viagem no Espelho e vinte e um poemas inéditos", pela Criar Edições, de Curitiba, Paraná (PR). Essa edição comemorou os 60 anos da publicação de seu primeiro livro.
A poeta morreu em 15 de fevereiro de 2004.
Outras obras da escritora:
Música submersa (1945)
A sombra no rio (1951)
Vida breve (1965)
Tempo (1970)
Infinito presente (1980)
Poesia mínima (1986)
Ontem, Agora (1991)
Reika (1993)
Caixinha de música (1996)
Poemas do amor impossível (antologia - 2002)
Prêmios e homenagens:
1985 - Recebe o "Diploma de Mérito Literário da Prefeitura de Curitiba".
1987 - Recebe o título de "Cidadã Honorária de Curitiba".
1988 - Criação do "Concurso Nacional de Poesia Helena Kolody", realizado anualmente pela Secretaria da Cultura do Paraná, em sua homenagem.
1989 - Gravação e publicação de seu depoimento para o Museu da Imagem e do Som do Paraná.
1991 - Eleita para a Academia Paranaense de Letras.
1992 - O filme "A Babel de Luz", do cineasta Sylvio Back, homenageia os 80 anos da poetisa, tendo recebido o prêmio de melhor curta-metragem e melhor montagem, do 25° Festival de Brasília.
2002 - Exposição em homenagem aos 90 anos da poetisa, na Biblioteca Pública do Paraná.
2003 - Recebe o título de "Doutora Honoris Causa" pela Universidade Federal do Paraná.
Arco-Íris
Arco-íris no céu.
Está sorrindo o menino 
que há pouco chorou
Sonhar
Sonhar é transportar-se em asas de ouro e aço
Aos páramos azuis da luz e da harmonia;
É ambicionar o céu; é dominar o espaço,
Num vôo poderoso e audaz da fantasia.

Fugir ao mundo vil, tão vil que, sem cansaço,
Engana, e menospreza, e zomba, e calunia;
Encastelar-se, enfim, no deslumbrante paço
De um sonho puro e bom, de paz e de alegria.

É ver no lago um mar, nas nuvens um castelo,
Na luz de um pirilampo um sol pequeno e belo;
É alçar, constantemente, o olhar ao céu profundo.

Sonhar é ter um grande ideal na inglória lida:
Tão grande que não cabe inteiro nesta vida,
Tão puro que não vive em plagas deste mundo.
Os poemas acima foram extraídos do livro "Viagem no Espelho e vinte e um poemas inéditos", Criar Edições - Curitiba (PR), 2001, págs. 23 e 209. Agradecemos a colaboração do poeta Gérson Vagner do Espírito Santo. Fonte

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