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04/09/2013

Arte, só na aula de arte? Por Mirian Celeste Ferreira Dias Martins

Street Art
RESUMO – A pergunta que dá título ao artigo é o mote da conversa que o texto deseja compartilhar. O convite é para percorrer trajetos em encontros com a arte, com a palavra “estética”, com a potencialidade da arte contemporânea, com o “olhar de missão francesa” que teima em considerar a arte como expressão da beleza. No percurso, a proposição da leitura de uma imagem incompleta, tenta provocar idas e voltas conceituais na percepção do próprio ato de leitura oferecida como curadoria educativa na processualidade da mediação cultural. Deslanchar  tirar a tranca. Não será esta a tarefa maior da mediação cultural: abrir o que estava travado, libertar o olhar amarrado ao já conhecido para ver além? Não será este o sentido da educação estética? Os territórios de arte de arte & cultura, instigando o pensamento rizomático, não seriam nutrição estética para ir além das obras de arte conhecidas e das biografias dos artistas? Na ampliação de horizontes, cabe ao leitor a resposta: Afinal, arte, só na aula de arte?
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"Nessa tarefa de leitura, as sandálias de professor pesquisador imantam imagens para compor uma seleção, uma combinação de imagens. Seleção é dizer sim e não, sempre é ênfase e exclusão. Combinação é recorte. Todo recorte é comprometido com um ponto de vista que se elege, exercendo a força de uma ideia, de um conteúdo que é desejo explorar ou de uma temática possível de desencadear um trabalho junto aos alunos. Selecionar e combinar são, então, uma interpretação do professor-pesquisador. Não uma interpretação que cria a armadilha de responder questões, mas a interpretação que vai propor aos alunos um processo instigante de novas e futuras escavações de sentido. Interpretação entendida como um encontro “entre um dos infinitos aspectos da forma e um dos infinitos pontos de vista da pessoa” como diz Pareyson (1989, p. 167). Pontos de vista que, se socializados num grupo, proliferam em múltiplos sentidos".

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