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09/07/2013

Carmina Burana – Carl Orff


Essa cantata muito conhecida pelo público por conta de sua grande utilização em filmes ou em comerciais na TV, tem uma história curiosa. Carmina na realidade é o plural de Carmem, que em latim vulgar significa canções, já Burana vem por conta de onde as letras dessa obra-prima foram encontradas, num velho mosteiro chamado Benediktbeuren na Alemanha. Tais poemas eram do século XIII, ou seja, o alemão e várias línguas ainda não tinham se solidificado, sendo assim, os poemas estavam escrito numa espécie de mistura entre um alemão arcaico, francês, grego e latim.
Na época em que foram escritos a influência da música religiosa – principalmente o canto gregoriano – no Ocidente era muito forte. O que caracteriza esses poemas utilizados por Carl Orff nessa obra, é a fuga dos temas religiosos, são temas do cotidiano onde a parábola presente é a da roda da fortuna, onde o azar e a sorte estão presentes para o ser humano em todos os momentos de sua vida.

O coro forte e a marcação pulsante da percussão são características únicas dessa obra, que foi “feita” em 1937 por Carl Orff (1895-1982) e ainda teve mais duas cantatas inspiradas nos poemas considerados profanos: Catuli Carmina (1943) e Trionfi Dell’Afrodite (1952), que não alcançaram o mesmo sucesso que a primeira composição.

Carmina Burana é divida em “movimentos”, temos vinte e cinco deles, sendo que alguns desses conjuntos tem sub-títulos.

No vídeo a seguir podemos ver os movimentos vinte quatro e vinte e cinco, Ave Formosíssima e O Fortuna respectivamente, esse último com tema igual ao do primeiro movimento. Fonte

Todas as letras dessa obra assim como um pouco mais de sua história podem ser encontradas aqui:

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