Licensa

30/07/2013

LEMBRETE ....MÁRIO QUINTANA

E por falar em Mário Quintana ...
Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares.
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares.
Quer no horror dos lupanares.
Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares.
Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares.

Velha História - Mário Quintana

Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro
Mario Quintana nasceu em um 30 de julho. Para lembrá-lo, apresentamos a animação, baseada em sua obra, com a incrível história de amizade entre um pescador e um peixe.

20/07/2013

10 atitudes proibidas no trabalho em equipe

Mãos juntas
Especialistas enumeram os principais equívocos que os profissionais podem cometer e comprometer os resultados de toda a equipe.
“É muito importante porque uma equipe ruim pode destruir uma empresa”, diz a consultora organizacional Meiry Kamia. Aumento de custos, erros constantes são alguns dos prejuízos ocasionados por uma equipe que não trabalha bem junta.
Pensando nisso, EXAME.com consultou especialistas para saber quais são os principais erros que os profissionais cometem e que podem comprometer todo o trabalho de uma equipe. Confira:

1. Ser inflexível e não transparente na comunicação
Um dos principais erros é a pessoa se comunicar da mesma forma com todo mundo”, diz Marcia Rezende, diretora do Instituto de Thalentos. Conforme ela explica, comunicar-se bem não é simplesmente falar bem. “É preciso ter flexibilidade na comunicação e vontade de compreender o outro”, explica.
É algo relacionado à empatia. Se uma pessoa é mais delicada o ideal é ser mais sutil na comunicação, com alguém mais focado em fatos e dados é melhor ser mais objetivo”, diz Meiry.
A transparência também é palavra de ordem no trabalho equipe. “É importante que a equipe saiba quais são as condições e as limitações do seu trabalho”, diz Márcia.

2. Não alinhar o objetivo
Cada participante tem uma meta individual. Um quer ganhar dinheiro, outro está em busca de reconhecimento profissional ou de uma promoção. Mas se essas pessoas não encontram um objetivo em comum que mova a equipe, todo o trabalho pode ser comprometido, segundo Marcia. “Uma equipe desalinhada custa para a organização”, diz.
Isso acontece uma vez que o trabalho em equipe só funciona quando os participantes têm um objetivo em comum. “Em neurolinguística é o que chamamos de metaobjetivo, está acima dos objetivos pessoais”, diz a especialista.
Um participante não comprometido vai prejudicar os resultados atingidos por toda a equipe. “Sem valores e objetivos alinhados, a chance de faltar comprometimento é alta porque o trabalho precisa fazer sentido para o profissional”, diz Marcia.

4. Falta de planejamento e de respeito a prazos
Sem participantes focados e com planejamento nenhuma equipe vai para frente. É importante que as prioridades sejam dadas e que cada um saiba muito bem qual o seu papel dentro da equipe e siga à risca o que foi definido, na opinião de Márcia. “É preciso saber o que é urgente, o que é prioritário e respeitar os prazos”, diz a especialista.

5. Criticar um participante na ausência dele
Descontente com a atitude de um dos colegas de equipe, o profissional reclama dele para as outras pessoas. Pode até parecer inofensivo, mas não é, segundo Meiry. “Gera um mal estar tremendo”, diz a consultora. “Falar diretamente é muito melhor porque reduz a interferência e dá a chance de a pessoa receber um feedback sobre as suas ações”, explica.

6. Desvalorizar o trabalho do outro
Em mercados cada vez mais competitivos, a tendência é valorizar demais o trabalho individual dentro da equipe e ignorar ou desvalorizar o esforço dos outros participantes. “Com a competitividade como pano de fundo, este é um erro comum”, diz Meiry. Lembre-se de que uma postura assim transmite a imagem de arrogância.
Certamente uma pessoa assim já deve ter cruzado o seu caminho. Ótimos em apontar o dedo e denunciar o erro alheio e péssimos na hora de assumir seus próprios equívocos. “Se alguém da equipe erra, o certo seria que o erro fosse encarado como sendo de todos, mas infelizmente a realidade não é essa”, diz Meiry.

8. Ignorar as regras estabelecidas pela equipe
Respeito às diretrizes é essencial, mas nem todo mundo faz isso. “Muitas pessoas acabam ignorando as regras e fazendo as coisas do jeito que elas acham melhor”, diz Meiry.
A resistência geralmente está ligada à adoção de novos processos, procedimentos e sistemas. “As pessoas têm dificuldade em se adequar”, diz Meiry.

9. Desequilíbrio emocional
Tomar feedbacks negativos como perseguição pessoal, melindrar-se diante de críticas construtivas, perder a calma e apelar para gritos e grosserias. Estes sintomas podem indicar que o profissional peca em relação ao equilíbrio emocional, segundo Meiry. Além de ser prejudicial ao andamento do trabalho de toda a equipe, há o risco de essa pessoa acabar isolada.

10. Não aceitar as diferenças
Entender que a heterogeneidade de uma equipe é um aspecto a ser valorizado nem sempre é comum. “Entender e respeitar as diferenças é essencial, mas muita gente quer moldar as pessoas de acordo com seu ponto de vista”, diz Meiry.
É claro que os embates vão acontecer, mas tentar entender os outros é o caminho correto na hora de solucionar conflitos e construir alianças. “Negociação é fundamental”, lembra Márcia.

15/07/2013

Afinal o que é ser pobre?

Eu não sou pobre. Pobres são os que creem que eu sou pobre. Tenho poucas coisas, é certo, as mínimas. Mas só para poder ser rico.
Quero ter tempo para dedicar às coisas que me motivam.
Se tivesse muitas coisas, teria que gastar tempo com elas e não poderia fazer o que realmente gosto.
Essa é a verdadeira liberdade, a austeridade, o consumir pouco. 
A casa pequena para poder dedicar o tempo ao que verdadeiramente desfruto. Senão, teria que ter uma empregada e já teria uma interventora dentro de casa. Se tenho muitas coisas, tenho que me dedicar a cuidar delas para que não as levem de mim. Não, com três peças me basta. Passamos a escova entre a velha e eu, e pronto, se acabou.
Então, se temos tempo para o que realmente nos entusiasma, não somos pobres.
Por José Mujica*
* Presidente da República Oriental do Uruguai
QUEM É JOSÉ MUJICA?
Conhecido como “Pepe” Mujica, o atual Presidente do Uruguai recebe USD$12.500/mês (doze mil e quinhentos dólares mensais) por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares, cerca de R$2.538,00 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro ele distribui entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.
“— Esse dinheiro me basta e tem que bastar, porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente Mujica.
Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando da companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.
Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen, cor celeste, avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky, também doa a maior parte de seus rendimentos.
A poucos quilômetros de Montevidéu, já saindo do asfalto, avista-se um campo de acelgas. Mais à frente, um carro da polícia e dois guardinhas: o único sinal de que alguém importante vive na região. O morador ilustre é José Alberto Mujica Cordano, conhecido como Pepe Mujica, presidente do Uruguai.
Perguntado sobre quem é esse Pepe Mujica, ele responde: “— Um velho lutador social, da década de 50, com muitas derrotas nas costas, que queria consertar o mundo e que, com o passar dos anos, ficou mais humilde, e agora tenta consertar um pouquinho de alguma coisa”.
Ainda jovem, Mujica se envolveu no MLN — Movimento de Libertação Nacional e ajudou a organizar os tupamaros, grupo guerrilheiro que lutou contra a ditadura. Foi preso pela ditadura militar e torturado. “— Primeiro, eu ficava feliz se me davam um colchão. Depois, vivi muito tempo em uma salinha estreita, e aprendi a caminhar por ela de ponta a ponta”, lembra o presidente uruguaio. Dos 13 anos de cadeia, Mujica passou algum tempo em um prédio, no qual o antigo cárcere virou shopping. A área também abriga um hotel cinco estrelas. Ironia para um homem avesso ao consumo e ao luxo.
No bairro Prado, a paisagem é de casarões antigos, da velha aristocracia uruguaia. É onde está a residência Suarez y Reyes, destinada aos presidentes da República. Esse deveria ser o endereço de Pepe Mujica, mas ele nunca passou sequer uma noite no local. O palácio de arquitetura francesa, de 1908, só é usado em reuniões de trabalho.
Mujica tem horror ao cerimonial e aos privilégios do cargo. Acha que presidente não tem que ter mais que os outros. “— A casinha de teto de zinco é suficiente”, diz ele. -“Que tipo de intimidade eu teria em casa, com três ou quatro empregadas que andam por aí o tempo todo? Você acha que isso é vida?”, questiona Mujica.
Gosta de animais, tem vários no sítio. Pepe Mujica conta que a cadela Manoela perdeu uma pata por acompanhá-lo no campo e que ela está com ele há 18 anos.
A vida simples não é mera figuração ou tentativa de construir uma imagem, seguindo orientações de um marqueteiro. Não, ela faz parte da própria formação de Mujica.
No dia 24 de maio de 2012, por ordem de Mujica, uma moradora de rua e seu filho foram instalados na residência presidencial, que ele não ocupa porque mora no sítio. Ela só saiu de lá quando surgiu vaga em uma instituição. Neste início de inverno, a casa e o Palácio Suarez y Reyes, onde só acontecem reuniões de governo, foram disponibilizadas por Mujica para servir de abrigo a quem não tem um teto. Em julho de 2011, decidiu vender a residência de veraneio do governo, em Punta del Este, por 2,7 milhões de dólares. O banco estatal República a comprou e transformará a casa em escritórios e espaço cultural. Quanto ao dinheiro, será inteiramente investido – por ordem de Mujica, claro – na construção de moradias populares, além de financiar uma escola agrária na própria região do balneário.
O Uruguai ocupa o 36ª posição do ranking de EDUCAÇÃO da Unesco, enquanto o Brasil ocupa a 88ª posição. Já no ranking de DESENVOLVIMENTO HUMANO, o Uruguai ocupa o 48º lugar, enquanto o Brasil ocupa o 84º lugar. Enquanto isso no Brasil, políticos reclamam que recebem um salário baixo para o cargo que exerce. QUE VERGONHA!!!
Mujica é um homem raro, nesses tempos de crise de valores morais e ética, dentre os políticos sul-americanos.

El presidente Pepe Mujica

14/07/2013

Ética e amizade

The Life Is Great | My Blog
Baseado na filosofia dos estóicos do que seja amizade e na filosofia de Kant do que seja ética, Reale Jr. nos mostra o que significa a amizade e quais os seu inimigos. O que impede a prevalência da amizade como valor primordial da vida contemporânea? Ser amigo é mais do que conhecer o outro. É compreender o outro. Mas manter a amizade exige ultrapassar desafios e questões éticas delicadas, como o que fazer quando o amigo tem uma atitude desonesta ou quando amigos estão atrás da mesma glória: poder econômico, político, afetos.
Palestrantes: Miguel Reale Júnior

A AJUDA

Álbum sem título | via Facebook
"É indiferente se ajudarmos ou não um homem. Existe alguma coisa no homem que pode fazer com que o objetivo não se realize", disse El Mahdi Abbassi.
Algumas pessoas que escutaram essa teoria não concordaram com El Mahdi. Ele porém disse que em breve aconteceria uma demonstração.
Pouco tempo depois, El Mahdi pediu a um homem para colocar um pote contendo moedas de ouro bem no meio de uma ponte.
Naquele instante vinha se aproximando pelo caminho, um homem que todos conheciam no vilarejo, que além de ser pobre era extremamente endividado e vivia com muita necessidade.
El Mahdi Abbassi e um grupo de pessoas ficaram escondidos do outro lado da ponte para não serem vistos.
O homem se aproximou da ponte, que era bastante estreita, e começou a atravessá-la. Todos viram ele passar pelo pote de ouro sem ter nenhuma reação e sair na outra extremidade da ponte de mãos vazias.
El Mahdi Abbassi foi na sua direção e perguntou:
"O que viu no meio da ponte?"
O homem respondeu: "Nada!".
"Como você não viu alguma coisa?" disse El Mahdi.
"Quando comecei a caminhar pela ponte, tive uma ideia. Fechei os olhos e atravessei. Havia alguma coisa que pudesse ser importante para mim no meio da ponte?" Perguntou o homem endividado. Fonte

A SIMPLICIDADE ZEN

Everything is enery | via Facebook
Ao ver cinco dos seus alunos voltando do mercado de bicicleta, o Mestre Zen decidiu testá-los:
– Por que vocês estão montando as suas bicicletas?
O primeiro estudante respondeu:
– A bicicleta é para levar este saco de batatas. Eu estou contente por não ter precisado carregá-lo em minhas costas!
O professor elogiou o estudante, dizendo:
– Você é um rapaz inteligente. Quando envelhecer, não vai andar curvado, como eu.
O segundo aluno respondeu:
– Adoro ver o campo e as árvores enquanto pedalo no caminho!
O professor elogiou o estudante:
– Significa que seus olhos estão abertos e você vê o mundo.
O terceiro aluno respondeu:
– Eu fico feliz ao montar minha bicicleta, e começo a cantar.
O professor deu louvor ao terceiro aluno, acrescentando:
– Sua mente vai funcionar com a facilidade de uma roda recém-montada.
O quarto estudante respondeu:
– Andando de bicicleta, eu me sinto em harmonia com todos os seres.
O professor ficou satisfeito e disse:
– Você está andando no caminho de ouro do não-prejudicar.
O quinto aluno respondeu:
– Eu ando de bicicleta para andar de bicicleta.
O professor sentou-se aos pés do quinto aluno e disse:
– Eu sou seu discípulo! Fonte

Qual o valor?

Twitter
"A metáfora é uma das mais poderosas formas de comunicação,
pelo seu poder de quebrar resistências,
com histórias que levam as mensagens que você quer comunicar."

Um jovem foi até um mestre e começou a questionar o valor dos ensinamentos que ele ministrava. Disse que ele estava errado em muitos aspectos e que não concordava com grande parte dos ensinamentos.

O mestre, sem se perturbar, retirou do dedo um anel. Em seguida entregou ao jovem dizendo: "Por favor, pegue este anel e leve até o mercado. Veja se pode conseguir uma peça de ouro por ele".

O jovem, sem entender o motivo do pedido do mestre, foi até o mercado. Correu barraca por barraca, mercador por mercador e o máximo que conseguiu foi a oferta de uma peça de prata pelo anel. Ele voltou ao mestre e relatou o acontecido.

O mestre então lhe disse: "Agora vá até um joalheiro e mostre o anel. Então, pergunte quanto ele pagaria".

O jovem assim o fez. O joalheiro olhou o anel e se deteve na pedra incrustada no mesmo. Depois de um certo tempo analisando o que estava vendo, ofereceu mil moedas de ouro, só pela pedra. O jovem ficou completamente surpreso e paralisado diante da oferta.Ele voltou até o mestre e relatou o acontecido.

O mestre então lhe disse: "A sua noção de valor em relação aos conhecimentos que transmito aos discípulos é tão grande quanto a noção de valor dos mascates à respeito de joias. Quem se propõe a avaliar joias, deve primeiro tornar-se um joalheiro".

História Sufi

Inteligência e Autoridade

Untitled
O papel das autoridades, especialmente as religiosas ou doutrinárias, é nos convencer de que sem elas estaremos perdidos...

"Um boneco de corda só é capaz de funcionar pela vontade do seu dono..."

Muitos, talvez a quase totalidade dos educadores, e homens preocupados em aplicar as centenas de teorias instrucionais existentes para mecanizar os estudantes, acreditam que, ensinando-se cada ser humano a ler e a escrever, talvez torná-los cultos, por reflexo, resolverão todos os problemas desse mundo, especialmente aqueles existenciais. 

Mas, por trás de cada grupo que defende o caos, a anarquia social, a feitura de uma mente social que esteja inclinada a lhes seguir os passos, seja por ideologia ou qualquer outro motivo, o que existe, senão uma autoridade culta, repleta de todo conhecimento do homem, um idealista? 

E nos tempos de suposta paz, onde os governos totalitários, ou chamados democráticos, ou socialistas, cujo lema é sempre conduzir seu povo para onde apontam seus interesses pessoais, estes também não são extremamente cultos? E os cientistas sem ética, sem sensibilidade, movidos pela ganância do acumular cada vez mais méritos, mais reconhecimento público, mais dinheiro e poder, criadores das mais letais armas de destruição em massa, também estes, não são dotados da mais elevada e qualificada cultura, ou conhecimentos?

Os Dois Viajantes e o Urso

Os Dois Viajantes e o Urso
Dois homens viajavam juntos através de uma densa floresta, quando, de repente, sem que nenhum deles esperasse, à frente deles, um enorme urso surgiu do meio da vegetação.

Um dos viajantes, de olho em sua própria segurança, não pensou duas vezes, correu e subiu numa árvore.

Ao outro, incapaz de enfrentar aquela enorme fera sozinho, restou deitar-se no chão e permanecer imóvel, fingindo-se de morto. Ele já escutara que um Urso, e outros animais, não tocam em corpos de mortos.

Isso pareceu ser verdadeiro, pois o Urso se aproximou dele, cheirou sua cabeça de cima para baixo, e então, aparentemente satisfeito e convencido que ele estava de fato morto, foi embora tranquilamente.

O homem que estava em cima árvore então desceu. Curioso com a cena que viu lá de cima, ele perguntou:

"Me pareceu que o Urso estava sussurrando alguma coisa em seu ouvido. Ele lhe disse algo?"

"De fato, Ele disse sim!" respondeu o outro, "Disse que não é nada sábio e sensato de minha parte, andar na companhia de um amigo, que no primeiro momento de aflição, me deixa na mão!".

Moral da História:
A crise é o melhor momento para revelar quem são os verdadeiros amigos.

Moral da História 2:
Uma verdadeira boa ação não ocorre em momentos de fartura, mas de crise.

Notas sobre O Autor:
[1] Esopo, o mais conhecido dentre os fabulistas, foi sem dúvida um grande sábio que viveu na antiguidade. Sua origem é um mistério cercado de muitas lendas. Mas, pode ter ocorrido por volta do ano 620 A.C. 

Várias cidades se colocam como seu local de nascimento, e é comum que o tratem como originário de uma cidade chamada Cotiaeum na província da antiga Frígia, Grécia. 

Acredita-se que já nasceu escravo, e pertenceu a dois senhores. O Segundo, viria a torná-lo livre ao reconhecer sua grande e natural sabedoria. Conta-se que mais tarde ele se tornaria embaixador. 

Em suas fábulas ou parábolas, ricas em ensinamentos, ele retrata o drama existencial do homem, substituindo os personagens humanos por animais, objetos, ou coisas do reino vegetal e mineral. Fonte

11/07/2013

DESPEDIDAS - Affonso Romano de Sant'Anna

red bird
Começo a olhar as coisas
como quem, se despedindo, se surpreende
com a singularidade
que cada coisa tem
de ser e estar.

Um beija-flor no entardecer desta montanha
a meio metro de mim, tão íntimo,
essas flores às quatro horas da tarde, tão cúmplices,
a umidade da grama na sola dos pés, as estrelas
daqui a pouco, que intimidade tenho com as estrelas
quanto mais habito a noite!

Nada mais é gratuito, tudo é ritual
Começo a amar as coisas
com o desprendimento que só têm
os que amando tudo o que perderam
já não mentem.

COMPASSO DE CALMARIA

Me faz feliz..simplicidade!
Já não falo de amor aos céus de pedra
nem firo as águas com os remos sujos.
Aprendi a viver.

O pulso de meus dias canta em mim
e a poesia é o espelho do espírito.
Contemplei-me, afinal.

Das altas persianas vejo o sol
ao compasso dos bosques inativos.
Paisagens são relâmpagos.

Agora, até os anjos compreendem
minha necessidade de estar só.
Sou incomunicável.

Porém esta conquista não é dádiva.
Lutei, buscando a ilha onde pudesse
enterrar meu tesouro.

Assim estou, mais pobre do que nunca.
Tudo o que fulgurava está oculto
e jamais volverá.

Vertigem de não ser meu próprio hóspede
nem ter memória em seu firmamento,
aqui estou, sozinho.

Nem pecados, nem gestos, nem trombetas
exploram minha lenda. Estou à espera
deste reino que é a morte.

© LÊDO IVO 
In O Sinal Semafórico, 1974

Quem sou EU? – Crônica de Luis Fernando Veríssimo

Bruno Granato
Quem sou EU?

NESTA ALTURA DA VIDA JÁ NÃO SEI MAIS QUEM SOU…
VEJAM SÓ QUE DILEMA!!!

Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.

Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA , em viagens TURISTA , na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR.

Se sou corintiano, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR ) e, quando morrer… uns dirão… FINADO, outros… DEFUNTO, para outros… EXTINTO , para o povão… PRESUNTO… Em certos círculos espiritualistas serei… DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui… ARREBATADO

E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! E pensar que um dia já fui mais EU.

09/07/2013

O impacto do final surpresa. O Gato Preto - Edgar Allan Poe

black kitty
A ficção coleciona textos que, no finalzinho, provocam uma reviravolta naquilo que vinha sendo contado até então. 
Escrito por Edgar Allan Poe, O Gato Preto é um dos contos mais fascinantes e conhecidos do autor, presente no livro Histórias Extraordinárias – uma coletânea das estórias criadas pelo contista –, publicado no Brasil, em 2002, pela Editora Nova Cultural.
Para conhecer o conto: clique aqui
Além de escrever contos, Poe também era poeta e crítico literário. Os textos do autor trazem sua visão sobre o lado obscuro dos seres humanos. Diferente do terror sobrenatural, as estórias de Poe abordam o terror psicológico, e talvez por isto as pessoas se identifiquem, pela possibilidade real de acontecer.

No conto 'O Gato Preto' fica evidente o estilo de escrita de Edgar Allan Poe. Por exemplo, o escritor acreditava que os contos deveriam ser lidos em uma sentada, fazendo menção ao tamanho, estrutura e a capacidade que o texto deveria ter de prender o leitor.

Para Allan Poe, o conto deveria ir direto ao ponto – diferente do que observamos no romance –, além do gênero literário possibilitar uma boa história com apenas um núcleo de conflitos e ênfase.

Outra característica presente no conto O Gato Preto é a narração em 1ª pessoa e a omissão dos nomes dos personagens, exceto pelo gato chamado Plutão, deixando o leitor mais à vontade com a história e viajando para dentro das páginas com mais facilidade.

Ao ler a história, às vezes, o leitor é invadido pela sensação de dúvida sobre o que teria sido real, imaginação ou alucinação. O Gato Preto é só mais uma prova da loucura e perturbação humana, tema debatido ao longo dos anos, e mesmo tendo sido escrito em 1843, o conto continua factual. Fonte

Comédias para se ler na escola, de Luís Fernando Veríssimo

Tumblr
Uma boa crônica – ao flagrar acontecimentos pitorescos do cotidiano – é capaz de surpreender, emocionar, divertir quem a lê. Mas, por trás da linguagem leve e coloquial, bem ao encontro da rapidez dos tempos pós-modernos, há um trabalho minucioso e consistente do escritor. São múltiplas escritas, leituras e reescritas antes que o texto chegue às mãos do leitor.

Sabemos que cabe à escola – por meio da intervenção do professor – criar condições para que o aluno possa aprender a se deslocar para o lugar de leitor do próprio texto e, assim, identificar o que não está claro, o que falta, o que precisa ser modificado, para que a escrita ganhe qualidade.
Luis Fernando Veríssimo dá uma chinelada em José Serra - Pragmatismo Político
Comédias para se Ler na Escola é uma antologia de crônicas de Luís Fernando Veríssimo organizada por Ana Maria Machado, leitora de carteirinha do autor. Ela releu durante meses textos do autor, e preparou uma seleção de crônicas capaz de despertar nos estudantes o prazer e a paixão pela leitura. O resultado pode ser conferido em Comédias para se ler na escola, uma rara e feliz combinação de talentos.

O título do livro resulta da teoria do autor de que até pessoas que não são habituadas a ler obras literárias são capazes de se deliciar com elas. A obra, porém, é ideal para ser lida não só na escola, mas onde quer que se esteja, e para aqueles momentos em que se deseja ter um pouco de descontração.

Em seu sensível texto de abertura, Ana Maria Machado observa: "Depois de ler este livro, duvido que algum jovem ainda seja capaz de dizer, sinceramente, que não curte ler. E, para não ficar achando que só gosta deste livro, que leia os outros do autor. Aposto que, em sua maioria, os novos leitores vão se viciar em livro e sair procurando outros textos, de outros autores. Com vontade de, um dia, chegar a escrever assim. Quem sabe? O Veríssimo nunca pensou que ia ser escritor quando crescesse. Seu negócio era mesmo um bom solo de saxofone, instrumento em que ainda arrasa, escondido. Mas com essa história de ser músico, desenvolveu tanto o ouvido que acabou assim: hoje ele ouve (e conta pra nós) até o que pensamos, sentimos e sonhamos em silêncio. Em qualquer idade."

A coletânea de crônicas reúne 35 narrativas curtas trazendo o universo das histórias e personagens de Veríssimo. Dessa vez, o autor aparece sentado num banco escolar, arremessando um aviãozinho de papel.

No livro Comédias para se ler na escola, podemos encontrar alguns exemplos de um trabalho que ora se debruça sobre a gramática da língua ora se esgueira pelos labirintos do discurso. Através de jogos lingüísticos e da ironia do autor, a vida surge esplendorosa diante de um leitor que se identifica com as idéias do escritor e que aguarda ansioso a oportunidade de ler novas crônicas.

A seleção de Ana Maria Machado em Comédias para se ler na escola permite ao leitor mergulhar no universo das histórias e personagens de Veríssimo prestando atenção nos múltiplos recursos deste artesão das letras. A habilidade para os exercícios de linguagem ou de estilo pode ser conferida em crônicas como "Palavreado", "Jargão", "O ator" e "Siglas". A competência para desenvolver as comédias de erro está presente em "O Homem Trocado", "Suflê de Chuchu" e "Sozinhos". A mestria para criar pequenas fábulas, com moral não explícita, aparece em "A Novata", "Hábito Nacional" e "Pode Acontecer". A aptidão para resgatar memórias é a marca de "Adolescência", "A Bola" e "História Estranha". E, por fim, o dom para abordagens originais de temas recorrentes revela-se em "Da Timidez", "Fobias" e "ABC".

Carmina Burana – Carl Orff


Essa cantata muito conhecida pelo público por conta de sua grande utilização em filmes ou em comerciais na TV, tem uma história curiosa. Carmina na realidade é o plural de Carmem, que em latim vulgar significa canções, já Burana vem por conta de onde as letras dessa obra-prima foram encontradas, num velho mosteiro chamado Benediktbeuren na Alemanha. Tais poemas eram do século XIII, ou seja, o alemão e várias línguas ainda não tinham se solidificado, sendo assim, os poemas estavam escrito numa espécie de mistura entre um alemão arcaico, francês, grego e latim.
Na época em que foram escritos a influência da música religiosa – principalmente o canto gregoriano – no Ocidente era muito forte. O que caracteriza esses poemas utilizados por Carl Orff nessa obra, é a fuga dos temas religiosos, são temas do cotidiano onde a parábola presente é a da roda da fortuna, onde o azar e a sorte estão presentes para o ser humano em todos os momentos de sua vida.

O coro forte e a marcação pulsante da percussão são características únicas dessa obra, que foi “feita” em 1937 por Carl Orff (1895-1982) e ainda teve mais duas cantatas inspiradas nos poemas considerados profanos: Catuli Carmina (1943) e Trionfi Dell’Afrodite (1952), que não alcançaram o mesmo sucesso que a primeira composição.

Carmina Burana é divida em “movimentos”, temos vinte e cinco deles, sendo que alguns desses conjuntos tem sub-títulos.

No vídeo a seguir podemos ver os movimentos vinte quatro e vinte e cinco, Ave Formosíssima e O Fortuna respectivamente, esse último com tema igual ao do primeiro movimento. Fonte

Todas as letras dessa obra assim como um pouco mais de sua história podem ser encontradas aqui:

Beethoven

Beethoven in WPAP by ~Yusrielo on deviantART
"Beethoven vivia um desses dias tristes, sem brilho e sem luz. Estava muito abatido pelo falecimento de um príncipe da Alemanha, que era como um pai para ele...

O jovem compositor sofria de grande carência afetiva. O pai era um alcoólatra contumaz e o agredia fisicamente. Faleceu na rua, por causa do alcoolismo... Sua mãe morreu muito jovem. Seus irmãos biológicos nunca o ajudaram em nada, e, some-se a tudo isto, o fato de sua doença agravar-se. Sintomas de surdez, começavam a perturbá-lo, ao ponto de deixá-lo nervoso e irritado...

Beethoven somente podia escutar usando uma espécie de trombone acústico no ouvido. Ele carregava sempre consigo uma tábua ou um caderno, para que as pessoas escrevessem suas ideias e pudessem se comunicar, mas elas não tinham paciência para isto, nem para ler seus lábios...

Notando que ninguém o entendia, nem o queriam ajudar, Bethoven se retraiu e se isolou. Por isso conquistou a fama de misantropo. Foi por todas essas razões, que o compositor caiu em profunda depressão. Chegou a redigir um testamento, dizendo que iria se suicidar...

Mas como nenhum filho de Deus está esquecido, vem a ajuda espiritual, através de uma moça cega, que morava na mesma pensão pobre, para onde Beethoven havia se mudado e lhe fala quase gritando: "Eu daria tudo para enxergar uma Noite de Luar" Ao ouvi-la, Beethoven se emociona até as lágrimas. Afinal, ele podia ver! Ele podia escrever sua arte nas pautas...

A vontade de viver volta-lhe renovada e ele compõe uma das músicas mais belas da humanidade: "Sonata ao Luar" No seu tema, a melodia imita os passos vagarosos de algumas pessoas, possivelmente, os dele e os dos outros, que levavam o caixão mortuário do príncipe, seu protetor...

Olhando para o céu prateado de luar, e lembrando da moça cega, como a perguntar o porquê da morte daquele mecenas tão querido, ele se deixa mergulhar num momento de profunda meditação transcendental...

Alguns estudiosos de música dizem que as três notas que se repetem, insistentemente, no tema principal do 1º movimento da Sonata, são as três sílabas da palavra "why"? ou outra palavra sinônima, em alemão...

Anos depois de ter superado o sofrimento, viria o incomparável Hino à Alegria, da 9ª sinfonia, que coroa a missão desse notável compositor, já totalmente surdo. Hino à Alegria expressa a sua gratidão à vida e a Deus, por não haver se suicidado...

Tudo graças àquela moça cega, que lhe inspirou o desejo de traduzir, em notas musicais, uma noite de luar...

Usando sua sensibilidade, Beethoven retratou, através da melodia, a beleza de uma noite banhada pelas claridades da lua, para alguém que não podia ver com os olhos físicos".

Desafios ....

Enquanto não há compromisso, há hesitação. A chance de recuar, uma incompetência qualquer. Todos os atos de iniciativa e criação têm uma verdade elementar, e ignorá-la mata incontáveis ideias e incontáveis planos: no momento em que a pessoa realmente assume um compromisso, a providência também se põe em movimento. Todos os tipos de coisas acontecem para ajudar a pessoa, coisas que nunca teriam acontecido de outra forma. Toda uma corrente de eventos resulta da decisão, gerando em seu favor todos os tipos de encontros e incidentes imprevistos, e ajuda material, que ninguém sonharia que pudesse estar em seu caminho. Seja o que for que você faça ou sonha em fazer, comece. A audácia tem força, poder e magia. Comece agora.
Goethe (28/08/1749 - 22/03/1832)