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31/01/2013

O que a comunidade quer saber sobre educação inclusiva?

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1) Aspectos legais da inclusão: 
a) direitos do portador de deficiência; 
b) direitos e deveres do professor e da escola; 
2) papel da inclusão, 
3) formação, capacitação e orientação ao professor, 
4) presença de auxiliares na sala de aula, 
5) informações sobre características da população com deficiência, 
6) inadequação das escolas, 
7) preconceito e estigma 
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A criança, independente de ter alguma deficiência, é um ser passível de aprender coisas. É difícil estabelecer quanto e o que alguém é capaz de aprender, mas todos aprendem (BARROS, 2001). Uma questão importante é com quem se aprende. O professor, sem dúvida alguma, na situação de sala de aula, é a pessoa habilitada a ensinar. Seu papel principal é ensinar as chamadas habilidades acadêmicas. 
Todavia, numa sala de aula, há um contexto de relações humanas onde há a possibilidade de todos aprenderem algo com todos. As pessoas, neste contexto, estão sempre se comportando e, enquanto o comportamento de um reforça o comportamento de outro, o comportamento de um também pode ser modelo para o outro. A sala de aula é um espaço rico de aprendizagem: são muitas pessoas envolvidas com conhecimentos diferentes, histórias de vida diferentes e, com certeza, com muito ainda para aprender. Dessa forma, não é somente o aluno com deficiência que se beneficia, mas todos os alunos, uma vez que em grupo aprendem a trabalhar suas diferenças, conhecendo cada qual as suas limitações e potencialidades (STAINBACK & STAINBACK, 1999).
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Os preconceitos em relação à inclusão poderão ser eliminados ou, pelo menos, reduzidos por meio das ações de sensibilização da sociedade e, em seguida mediante a convivência na diversidade humana dentro das escolas inclusivas, das empresas inclusivas, dos programas de lazer inclusivo. Resultados já existem que comprovem a eficácia da educação inclusiva em melhorar os seguintes aspectos: comportamento da escola, no lar e na comunidade; resultados educacionais senso de cidadania, respeito mútuo, valorização das diferenças individuais e aceitação das contribuições pequenas e grandes de todas as pessoas envolvidas no processo de ensino-aprendizagem, dentro e fora das escolas inclusivas (MANTOAN, 1997; STAINBACK & STAINBACK, 1999; OLIVEIRA e POKER, 2002).
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A questão sobre a punição da escola e ou do professor é tratada claramente na Constituição, no Art. 8º: 
"Constitui crime punível com reclusão de um a quatro anos e multa: Recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, por motivos da deficiência que porta".
Referências bibliográficas:
STAINBACK, S.; STAINBACK, W. Inclusão: um guia para educadores. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. 1999. 
MANTOAN, M.T.E. A integração de pessoas com deficiência: contribuições para a reflexão sobre o tema. São Paulo: Memnon: 1997. 
OLIVEIRA, A. A. S.; POKER, R. B. Educação inclusiva e municipalização: a experiência em educação especial de Paraguaçu Paulista. Revista Brasileira de Educação Especial. Marília, v. 8, n. 2, p. 233-244, 2002.

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