Licensa

23/01/2013

Experimente e nos conte depois

A criança, desde que nasce, ainda bebê, demonstra sua alegria e satisfação quando o adulto lhe dedica atenção e afeto.
Um simples toque das mãos, um rápido olhar, a voz de alguém se aproximando são, sempre, motivos para perninhas e braços se movimentarem em uma ação, ainda descoordenada, da vontade de o bebê se comunicar com o mundo ao qual acaba de chegar e quer muito se integrar e conhecer.
Quanto mais frequente for a proximidade do adulto com o bebê, proporcionando-lhe carinho e amor, mais aumentarão as chances para a sua segurança emocional e a disponibilidade positiva de se relacionar com o mundo.
As descobertas, relativamente recentes, sobre essa fase da vida humana falam de sua enorme capacidade de recepção sobre experiências afetivas, sensoriais e motoras, nos ensinando que, além de alimentar, vestir e cuidar da saúde e da segurança desses pequeninos, indefesos e curiosos seres, eles querem muito mais de nós, adultos, nos alertando para o fato de que o tempo que pudermos dedicar a eles será pouco diante do que precisam, merecem e têm direito.
Nesse contexto, a troca de afetos com os pequerruchos ganhou um novo mediador, que, finalmente, vem chamando a atenção dos educadores brasileiros: os livros!
Partilhar a leitura de livros de qualidade, com imagens grandes, que podem ser fotos ou ilustrações de pessoas, bichos, objetos e coisas que fazem parte do entorno diário, em cores ou preto & branco, é diversão na certa para o bebê – e também para o adulto, que, valorizando o momento e deixando-se levar pelas manifestações do bebê, recebe em troca a beleza da vida desabrochando e vibrando ao seu lado. Observar as reações diante da nossa voz narrando uma história (que é diferente da fala coloquial), as mãozinhas batendo nas páginas que vão sendo viradas e o girar da cabecinha nos entregando um olhar que nos diz “Como é bom estar aqui com você” é pura alegria e prazer!
E, para quem acredita na importância dos livros para a vida e na necessidade de, desde cedo, desenvolver a cultura escrita por meio deles, partilhar a leitura com bebês significa criar momentos inesquecíveis no relacionamento humano, cujas marcas nos deixam mais esperançosos e confiantes na espécie humana.
Por isso tudo – e muito mais que você vai descobrir –, recomendamos a leitura com bebês.
Experimente e nos conte depois!
Elizabeth D'Angelo Serra

Elizabeth D’Angelo Serra nasceu no Rio de Janeiro, tem 64 anos e é formada em Pedagogia. Desde 1987 trabalha na Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ, seção brasileira do International Board on Books for Young People/IBBY. Atualmente, coordena as atividades da instituição em âmbito nacional e internacional. Do Programa Nacional de Incentivo à Leitura / PROLER, foi coordenadora executiva de 1996 a 2002 e, em 2006, membro de seu Conselho Consultivo. Desde 2009 é presidente do Conselho Deliberativo do mesmo programa. Recebeu, em 2000, a Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura por serviços relevantes prestados ao país na área de promoção da leitura e,em 2002, a Ordem Nacional do Mérito Educativo, do Ministério da Educação.

2 comentários:

  1. Anônimo4.2.14

    adorei esta leitura deleite

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    Respostas
    1. Obrigado pela visita!
      Volte sempre!
      Rose

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