21/12/12

Projeto Trilhas: "O grande rabanete"

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RESENHA
Vovô plantou um rabanete na horta. Mas o rabanete cresceu tanto, que ele não conseguia arrancá-lo da terra. Chamou então a vovó, mas ainda assim não tiveram sucesso. E veio a neta, o Totó, o gato... e nada! O rabanete era grande mesmo! Até que chamaram o rato e... plop! — o rabanete saiu da terra. O ratinho ficou muito convencido, achando que a façanha era dele.
COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA
A história, de enredo simples, tem como atrativo principal a forma: é narrada como um conto cumulativo — forma que encanta e diverte a garotada, além de representar um excelente treino de memória. As frases — simples — , são bastante adequadas aos que se iniciam na leitura, o que não quer dizer que sejam pobres; servem-se de recursos originais, como a repetição: “o rabanete cresceu-cresceu e ficou grande-grande”. Além do aspecto linguístico, é possível explorar, por meio da narrativa, o lado humano: a questão da solidariedade, da cooperação, da divisão de bens e até da auto-estima exacerbada, aspecto representado pelo ratinho, no bem-humorado e imprevisto final.
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PROPOSTAS DE ATIVIDADES

Antes da leitura:
1. Apresente a seus alunos diferentes histórias ou cantigas do tipo cumulativo, também chamadas de encadear. Não podem faltar as tradicionais “A velha a fiar”; “Estória da Coca”, narradas por Elba Ramalho no CD Brincadeiras de roda, estórias e canções de ninar, do selo Eldorado e outras coletadas por Câmara Cascudo. Ver post do dia 15/12/12 intitulado: "Histórias acumulativas: Projeto Trilhas" para maiores informações a respeito.
2. Leia o título da história, O grande rabanete, e verifique se seus alunos sabem o que é um rabanete. Quem já comeu? Quem gosta de rabanete? O que se come, geralmente, de hortaliças na casa de cada um?
3. Leia, em seguida, a dedicatória do livro: Para meus queridos leitores. Mostre a imagem sobreposta à dedicatória.
Se substituírem a imagem pela palavra que a designa e a incluírem na dedicatória, como ficará? “Um rabanete para meus queridos leitores”. Certamente, seus alunos acharão muito engraçado.
4. Agora é a vez da cartinha que Tatiana escreveu para cada um de seus leitores. Mostre a imagem que aparece no final da carta.
Veja se seus alunos percebem que não foi só a autora que resolveu trocar nabo por rabanete. Claudius, o ilustrador, também promove suas trocas: substituiu o avô pela avó. Mostre também a foto de Tatiana Belinky que aparece na seção Recado da Autora. É provável que Claudius tenha desejado homenagear Tatiana, que é como uma avó que conta histórias divertidas, para ele e todos nós.
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Durante a leitura:
1. Diga a seus alunos que "O grande rabanete" é uma história de tipo cumulativo ou de encadear.
2. Antecipe que a maneira como o texto está distribuído na página os obrigará a ler de um modo diferente. Será que eles vão descobrir que modo é esse?
Em geral, só quando a leitura de uma página se completa é que se procede à leitura da outra. Neste livro, não. É preciso encadear uma linha de uma página com a linha da outra.
3. Sugira que durante a leitura se divirtam com as engraçadas ilustrações.
E-books Editora Moderna - Livro animado - O Grande Rabanete

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Depois da leitura:
1. Será que o vovô esperava que o rabanete fosse tão grande?
Aqui há uma boa oportunidade para mostrar que na leitura se pode compreender mesmo o que não está escrito, seja por informações anteriores ao texto (o fato de que rabanetes, normalmente, são pequenos), seja por deduções que se extraem do texto (se ele soubesse que o rabanete era tão grande, nem teria tentado arrancá-lo sozinho).
2. Releia a pergunta que fecha o texto: “E você acha que o rato era mesmo o mais forte?”. Pergunte aos alunos se acham que foi mesmo o rato quem arrancou o rabanete.
Essa situação lembra a fábula "O automóvel e a mosca", que integra o livro Fábulas, de Monteiro Lobato, editado pela Brasiliense: a mosquinha só perturbou a todos que, com seu suado trabalho, tentavam desatolar o automóvel, e depois julgou-se responsável pelo sucesso da empreitada. Não deixe de ler a fábula para a classe.
3. “O rabanete cresceu-cresceu e ficou grandão-grandão.”
Peça para observarem como as repetições tornaram a frase divertida. Proponha que escrevam agora uma frase nesse estilo, dizendo o que fez a minhoca e como ela ficou.
Sugestão: “A minhoca comeu-comeu e ficou gordona-gordona”.
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Transformando a história em cantiga
Organize a turma em grupos. Proponha que transformem a história em uma cantiga de encadear que depois será apresentada para a classe.
Uma sugestão é partir das já conhecidas. Por exemplo:
Estava a velha no seu lugar
Veio a mosca lhe fazer mal
A mosca na velha
A velha a fiar
Estava a mosca no seu lugar
Veio a aranha lhe fazer mal
A aranha na mosca
A mosca na velha
A velha a fiar...
A partir dela podem criar, por exemplo:
Estava o vovô no seu lugar
Veio a vovó para ajudar...
Recurso utilizado: Quadro de pregas
O quadro de pregas é confeccionado em papel grosso ou cartolina. Suas pregas deverão ter aproximadamente 5 a 7 centímetros; as gravuras poderão ser as mesmas feitas para o flanelógrafo, apenas acrescentando na base 5 a 7 centímetros de cartolina, para que se encaixe nas pregas do quadro.

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