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18/12/2012

Projeto Trilhas: "Bruxa, Bruxa, Venha à Minha Festa"

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Bruxa, Bruxa, Venha à Minha Festa
Uma garota pede que toda sorte de seres assustadores compareça a sua festa. E lá vão: bruxa, gato, espantalho, coruja, árvore, duende, dragão, pirata, tubarão, cobra, unicórnio, fantasma, babuíno, lobo e, epa!, Chapeuzinho Vermelho? Uma história diferente que mostra como a imaginação das crianças as faz capazes de se deliciar com a ideia do medo.
Autor: Arden Druce
Ilustrador: Pat Ludlow

BRUXA, BRUXA VENHA A MINHA FESTA
Arden Druce
_ Bruxa, Bruxa, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar o Gato.
_ Gato, Gato, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Espantalho.
_ Espantalho, Espantalho, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar a Coruja.
_ Coruja, Coruja, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar a Árvore.
_ Árvore, Árvore, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar o Duende.
_ Duende, Duende, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Dragão.
_ Dragão, Dragão, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Pirata.
_ Pirata, Pirata, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Tubarão.
_ Tubarão, Tubarão, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar a Cobra.
_ Cobra, Cobra, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar o Unicórnio.
_ Unicórnio, Unicórnio, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Fantasma.
_ Fantasma, Fantasma, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Babuíno.
_ Babuíno, Babuíno, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Lobo.
_ Lobo, Lobo, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar a Chapeuzinho Vermelho.
_ Chapeuzinho Vermelho, Chapeuzinho Vermelho, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar as Crianças.
_ Crianças, Crianças, por favor, venham a minha festa.
_ Obrigado, iremos sim, se você convidar a Bruxa.
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Professoras: Graciela e Mônica - segundo ano tarde
(...) A contação de histórias é um dos meios mais antigos de interação humana usada por meio da linguagem para transmitir conhecimentos, estimular a imaginação, a fantasia, empregada também para trazer valores morais, disciplinar e desenvolver o interesse pela leitura. Para Coelho (1997), a história aquieta, serena, prende a atenção, informa, socializa, educa.
[...] a história é importante alimento da imaginação. Permite a auto-identificação, favorecendo a aceitação de situações desagradáveis, ajuda a resolver conflitos, acenando com a esperança. Agrada a todos, de modo geral, sem distinção de idade, de classe social, de circunstância de vida. Descobrir isso e praticá-lo é uma forma de incorporar a arte à vida [...] (COELHO, 1997, p. 12)
(...) O educador ao contar histórias, pode também variar na escolha de recursos e, mesmo que não seja um exímio contador de histórias, o uso desses recursos poderá facilitar e transformá-lo em um artista de dotes especiais e um mestre capaz de transmitir com segurança e entusiasmo o texto às crianças.
Acredita-se que o professor ao contar histórias, além de planejar, ler, gostar da história e fazer opção pela melhor história para a faixa etária de seus ouvintes, possa usar diferentes recursos para contar com mais entusiasmo e despertar em seus alunos o gosto pela leitura
Deste modo, apoiados em Oliveira (2009) e Coelho (1991), far-se-á algumas sugestões de recursos como fator enriquecedor do ato de contar histórias.
Simples Narrativa
É uma das mais fascinantes de todas as formas de contar histórias, antiga, tradicional e uma autêntica expressão do contador de histórias. Processa-se apenas por meio da voz do contador e de sua postura, não requerendo acessórios, pois, com as mãos livres, sua força se concentra na expressão corporal. “É a maneira ideal para contar uma história e a que mais contribui para estimular a criatividade”  (COELHO,  1991, p.32). Segundo essa autora, a utilização de ilustrações em determinadas histórias podem desviar a atenção dos ouvintes, que deve fixar-se no narrador, para não perder o encantamento da história.
O próprio livro
O professor poderá fazer uso do livro para mostrar imagens, chamar a atenção de algum detalhe da história, ler uma frase, até mesmo levantar hipóteses sobre o que irá acontecer. De acordo com Coelho (1991), existem textos que indispensavelmente requerem a apresentação do livro, pois a ilustração o complementa, mostrando-se tão rica quanto o texto.
Porém, convém lembrar que se for um livro de pouco texto e de ilustrações abundantes, o professor deve narrar quase textualmente, com certas alterações na linguagem, indo desde variações de entonação até impostações típicas de determinados personagens, com o intuito de melhor caracterizá-los e, assim, envolver as crianças. É importante, também, promover o diálogo, conversando com os alunos no decorrer da história, promovendo a interação, pois segundo a autora, é este o momento ideal para atribuir às palavras um significado concreto, real, extinguir preconceitos, e ideias falsas, aproveitando todas as oportunidades para ajudar as crianças a crescer e pensar.
Com gravuras
Alguns livros de formato pequeno, de ilustrações que antecipam acontecimentos ou não se correspondem com o texto, histórias em revistas ao lado de outras matérias e anúncios diversos inviabilizam a utilização do livro como recurso ilustrativo. Dessa forma aconselha-se que as gravuras sejam reproduzidas e ampliadas em papel resistente, visíveis para o grupo de ouvintes e, no caso de revistas, as cenas poderão ser recortadas e montadas em quadrados ou retângulos de cartolina, duplo, complementando-se se necessário para obter um visual mais bonito, considerando sempre os elementos essenciais da história.
Coelho (1991) lembra que as gravuras favorecem sobretudo, as crianças pequenas, e permitem que observem detalhes e contribuem para a organização do seu pensamento, facilitando, mais tarde a identificação da ideia central, dos fatos principais ou secundários.
As professoras confeccionaram máscaras (ou adereços) para representar os personagens: gato, espantalho, coruja, árvore, Duende, dragão, pirata, tubarão, cobra, Unicórnio, fantasma, Babuíno, lobo, Chapeuzinho Vermelho e Bruxa. 
Máscaras
São fáceis de fazer, baratas e substituem, tranquilamente, figurinos; um excelente recurso, que pode ser confeccionado com papel, sacos de papel ou tecido.
Referências:
OLIVEIRA, Maria Alexandre de. Dinâmicas em Literatura Infantil. São Paulo: Paulinas, 2009.
COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil: teoria – análise – didática. São Paulo: Moderna, 2009.

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