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01/12/2012

AOS QUE FICAM - Celito Medeiros

Ontem pela manhã tive oportunidade de conversar com uma mãe de aluno (a). Percebo que em nossa profissão, os encontros e vínculos vão além da questão estritamente pedagógica, profissional e escolar. Dividimos, dores, sonhos, expectativas, mágoas, preocupações, inseguranças, lembranças, histórias de vida, (...) Rimos e choramos (...) Alguns pais me conhecem há mais de 12 anos, já tiveram um ou dois filhos que estudaram em nossa escola. Isso quer dizer que faço parte da história deles e eles da minha. Essa mãe, sofria pela perda de um pai querido e amado (assim como eu). A ela e a todos aqueles que estejam precisando de um conforto, alento, carinho dedico esse poema:
Triste é a perda, a partida...
Que sabemos não ter volta
Da pessoa muito querida
Que do corpo se solta.
Se o fim também é começo
De fato podemos entender
Na vida do corpo o tropeço
Ao espírito resta o alvorecer.
Sofre quem parte
Sofre quem fica
A morte limita.
Nova vida é o estandarte
Sem limites demarcados
Para todos estes amados.

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