Licensa

26/11/2012

Crianças brasileiras são as que entram mais cedo nas redes sociais

10iconos_large
Não tem sido com pouca frequência que a escola está se vendo envolvida por problemas ocorridos fora do ambiente escolar, mais precisamente nas redes sociais. Pais e crianças, se queixam que os jovens estão fazendo uso deste recurso para praticar bullying contra os amigos, criar confusões, fofocas, intrigas, calúnias, difamação, atitudes vivenciadas até bem pouco tempo atrás entre os adultos e fora deste ambiente. Devido a isso, consideramos importante pensar um pouco sobre a questão.
A empresa de segurança Trend Micro realizou um estudo chamado “Internet Safety for Kids & Families” ou, em português, "Segurança de Internet para Crianças & Famílias". A pesquisa foi feita em sete países e tinha como objetivo descobrir com que idade as crianças começavam a acessar as redes sociais.
O estudo descobriu que as crianças brasileiras são as que entram mais cedo nas redes sociais com, em média, 9 anos de idade. Seis entre dez pais permitem que os seus filhos tenham perfis nesses sites de relacionamento, representando 63% do total.
Porcentagem de pais que permitem que os seus filhos tenham perfil nas redes sociais (Fonte Imagem: UOL)
Foram entrevistados 1.419 pais pertencentes a sete países: Brasil, Austrália, Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido e Índia.
Idade média das crianças nas redes sociais por país. (Fonte Imagem: UOL)
Cinco entre os sete países empataram. Suas crianças entram, em média, com 12 anos nas redes sociais. Mesmo o Brasil estando 3 anos abaixo dessa média, os pais brasileiros são os mais preocupados com a privacidade de seus filhos, 50% deles revelaram se preocupar com a privacidade dos seus filhos e 33% deles se preocupam com o assunto sempre, maiores porcentagens entre os pesquisados.
Além disso, 90% dos pais brasileiros estão entre os contatos de seus filhos nas redes sociais, o que os mantem informados sobre o comportamento de seus filhos.
Destes, 38% monitoram diariamente o perfil dos seus filhos, seguido pela Austrália (32%), Estados Unidos (31%), Reino Unido (28%), França (24%), Índia (17%) e Japão (9%).
A pesquisa também conferiu a confiabilidade dos pais em relação aos controles de privacidade das redes sociais. 34% dos pais brasileiros afirmam confiar nessas ferramentas enquanto os pais japoneses são totalmente descrentes de que eles são adequados para a segurança dos filhos.
Brasil tem maior índice de pais que compraram smartphones para seus filhos (Fonte Imagem: Veja)
Além dos hábitos relacionados às redes sociais pelas crianças, a pesquisa também levantou dados sobre o uso de smartphones pelas crianças. A maioria dos pais não compram esse tipo de aparelho para seus filhos, o maior índice da pesquisa é o brasileiro (27%) seguido pelo Reino Unido (21%) e Estados Unidos (19%).
Os filhos brasileiros costumam a ganhar um smartphone, em média, com 12 anos, enquanto a idade média dos japoneses é 18 anos. Além disso, 9 em cada 10 pais, no Brasil, afirmaram ter orientado o filho sobre o uso seguro e responsável do smartphone.
Segundo uma matéria da Revista Veja, as crianças utilizam celulares cada vez mais cedo por questões sociais e de segurança, um quarto das crianças brasileiras ganham seu primeiro aparelho aos 9 anos.
Porém, os pais começam a se mostrar preocupados com o uso de smartphones por seus filhos e o conteúdo que eles acessam sem passar pelo crivo de um adulto. Segundo a matéria, ”uma pesquisa britânica revela que o uso de smartphones já se tornou uma dor de cabeça para alguns pais, que temem o contato dos filhos com material pornográfico e publicidade inapropriada.
A pesquisa realizada pela “Mothers’ Union for Sarah Teather”, descobriu que o que mais preocupa os pais são as propagandas que chegam às crianças através do celular.
Aproximadamente 35% desses pais disseram que sentem seus filhos vulneráveis aos anúncios dessas publicidades e consideram a prática errada. Outra fonte de preocupação dos pais são os convites para rede sociais e para páginas de conteúdo inapropriado.
A pesquisa apresentada pela Veja ainda mostrou que 9 em cada 10 pais afirmaram que “seus filhos estão crescendo mais rápido devido ao aumento da pressão comercial e sexual, causada principalmente por influência da internet e da televisão”.
“Para Reg Beiley, coordenador do estudo, os pais precisam estar mais atentos às novas tecnologias e ao relacionamento que mantêm com os filhos.”
Referências:
Tumblr_lob7emkbl61qatqsjo1_500_large
Ver post do dia 22/09/12 intitulado: "Desconecte-se e conecte-se" também sobre o assunto.
Ver post do dia 26/11/12 intitulado: "70% das crianças tem perfil nas redes sociais"

Nenhum comentário:

Postar um comentário