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29/10/2012

Leishmaniose Visceral Americana

Animais aguardam novo lar em canil no Centro de Zoonoses (Foto: Marina Fontenele/G1 SE)
A professora do terceiro ano - Paula Swenson Lima Betoni convidou o senhor Arley Coelho Dias - coordenador do setor de zoonoses de Marília - SP, formado em biomedicina para ministrar uma palestra para os alunos da sua turma sobre a Leishmaniose. 
O que é?

Doença transmitida pelo inseto chamado FLEBOTOMÍNEO, também conhecido como mosquito-palha ou birigui que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi. Ver post do dia 07/09/12 intitulada: "Campanha contra Leishmaniose - Proteja seu cachorro e sua família".

Transmissão:
A doença não é contagiosa e a transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado. 
Nos centros urbanos a transmissão se torna potencialmente perigosa por causa do grande número de cachorros, que adquirem a infecção e se transformam em reservatórios. Ver post do dia 20/09/12 intitulada: "Campanha contra Leishmaniose continua...
Tratamento 
Ainda não foi desenvolvida uma vacina contra a leishmaniose visceral para os humanos. Porém, a doença pode ser curada nos homens, mas não há comprovação de cura nos animais. 
O tratamento nos humanos é realizado pelo SUS. 
O tratamento no cães existe, mas é proibido no Brasil pela Portaria Ministerial nº 1426/2008, pelo fato de animais tratados poderem continuar como reservatórios da doença depois de curados. Por esse motivo, o sacrifício (eutanásia) dos animais doentes é indicado por lei.
Veja as fotos:

Polêmica
O sacrifício dos cães é uma ação que vem sendo discutida. A eutanásia é determinada pela Portaria 1426, de 11 de julho de 2008. No entanto, a Associação Nacional de Clínicos Veterinários questiona essa necessidade de matar todos os cães em que o exame para leishmaniose visceral der positivo. Defende-se que os cães que foram tratados apresentam baixa capacidade de disseminação da doença. Além disso, outra dúvida a respeito da eficácia desse método vem do fato de que o sacrifício de cada vez mais cães não trouxe uma diminuição no número de casos da doença. 

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