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30/10/2012

Estágio supervisionado em Psicologia Escolar: desmistificando o modelo clínico

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(...) "Sabemos que há conflitos e tensões na aproximação entre a Psicologia e a educação, mas isso não implica negação da participação e da contribuição da ciência psicológica para a educação. Segundo Urt, “a contribuição da Psicologia para a educação infantil deve centrar-se em uma base primordial: é preciso conhecer quem aprende e como se desenvolve"” (p. 13).
Urt, S. da C. (2000). Psicologia e práticas educacionais. Campo Grande, MS: Editora UFMS.
(...) "De acordo com Facci (2008), só faz sentido o trabalho do psicólogo na escola se ele tiver consciência de que vai colaborar na função da escola, que é levar o aluno a se apropriar do conhecimento científico produzido na humanidade. Assim, a função do psicólogo é, muitas vezes, lidar com o sofrimento daquele que não consegue aprender, assim como mostrar ao professor/a como se dá a aprendizagem do/a aluno/a, ou seja, qual a relação entre o desenvolvimento e a aprendizagem. Enfim, deve procurar entender como o professor/a está ensinando e como o aluno/a está aprendendo".
Facci, M. G. D. (2008). Notas sobre o I Encontro Regional de Psicologia Escolar e Educacional. Campo Grande: CRP/14ª Região, MS/MT.
A estagiária Márcia Regina Salviano Moreira, aluna da Associação Cultural e Educacional de Garça - ACEG iniciou seu estágio em nossa escola a partir de 01/08/12 com previsão de término em 08/12/12. Em conjunto com a direção estabelecemos o foco do trabalho: a inclusão.
Objetivo geral:
1. Aplicar na prática os ensinamentos adquiridos no curso e assim obter experiência no âmbito escolar. 
2. Estimular a reflexão do que são regras e a importância delas na sociedade com o objetivo de um melhor comprometimento a nível de comportamento dos alunos.
3. Trabalhar com o Bullying com o intuito de prevenção e conscientização desse mal que assola não só o campo educacional, mas outros setores da sociedade.
Atividades de estágio:
1. Observação da sala de aula para se definir os objetivos a serem trabalhados.
2. Reunião com o professor para trocar ideias, obter informações e pontuar a intervenção.
3. Reunião com a direção para definir a intervenção, dia e horário que poderiam ocorrer.
4. Aula sobre a importância das regras com suporte de vídeo com apresentação utilizando o projetor multimídia, desenhos e calendário didático confeccionado em EVA.
5. Recompensa pelo bom comportamento com filme, pipoca e refrigerante 15 dias após a primeira atividade sobre regras.
Apresentação do vídeo e discussão sobre o tema:
Elaboração coletiva das regras:
Material utilizado:
(...) Inúmeras perguntas surgem a partir de uma leitura contextualizada e histórica da prática do Psicólogo Educacional e a partir das tarefas acima mencionadas. Tais perguntas podem ser acrescidas das seguintes: como promover o desenvolvimento integral do ser? Quais as intervenções psicopedagógicas mais adequadas? Como integrar a família no processo de aprendizagem? Como atender às necessidades individuais dos alunos no atual sistema educacional? Enfim, parece que a crise atual da psicologia educacional se encontra na impossibilidade de responder tais perguntas a partir do paradigma que até então regia nossa prática.
Para diferenciar-se, portanto, o Psicólogo Educacional que adentra uma instituição escolar, consciente do momento histórico de sua especialidade, precisa de início mostrar uma outra postura. Uma reunião inicial com a equipe pedagógica (orientadores e supervisores e direção, assim como professores) é mais que necessária, não só para colher dados concretos acerca da escola, mas principalmente para demonstrar que visão de sujeito o psicólogo tem, o que pensa acerca dos problemas de aprendizagem, que estratégias diferenciadas tem a oferecer além do esperado atendimento individual na sala do psicólogo.
Da mesma forma, o Psicólogo Educacional precisa criar um espaço para escutar as demandas da escola e pensar maneiras de lidar com situações que são cotidianas. Precisa criar formas de reflexão dentro da escola, com todos os sujeitos (alunos, professores e especialistas) para que se possa trabalhar com suas relações e paradigmas. (...)
Finalmente, precisa ter a cautela para diferenciar problemas e para que as soluções sejam as mais justas e eficazes, ou seja, se um aluno é portador de necessidade especial, certamente um olhar organicista poderá ajudar na criação de estratégias de intervenção. O que aqui desejo afirmar é que não se pode descartar a possibilidade de existência de problemas de ordem congênita ou familiar, mas não justificar todo e qualquer comportamento inesperado de um aluno como fator de desajuste do próprio aluno. Fonte

2 comentários:

  1. Anônimo4.11.12

    Muito obrigado pela oportunidade de estagio na Americo Capelozza, pois estou aprendendo muito e fico sem palavras frente a alegria de ver meu projeto postado em seu blog . Novamente muito obrigado !

    Márcia Regina

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    1. Eu que agradeço pela visita ao blog e pela dedicação nas atividades de estágio!
      O objetivo desse espaço e socializar práticas importantes, promover a reflexão sobre os mais diversos assuntos ligados a educação e incentivar os profissionais a jamais desistirem.
      Volte sempre!!!
      Grata
      Rose

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