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14/10/2012

Dia das crianças no Capelozza - Teatro

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Por iniciativa das professoras dos primeiros anos do período da manhã, foi organizado um teatro para os alunos. O objetivo foi incentivar o contato do público infantil com a linguagem cênica, de forma lúdica e prazerosa, estimulando a imaginação e a criatividade das crianças.
Em seu faz-de-conta, a criança de 7 anos consegue ser o vento ao se movimentar, crescer como a plantinha, ser o sapo que pula ou o pássaro que voa. Nesta idade, a criança ainda se sente una com o mundo ao seu redor e, em especial, integrada na Natureza. Assim, falar sobre plantas e animais é como que falar sobre ela mesma. Ela ainda não desenvolveu a percepção de ser um indivíduo, de sentir e agir diferenciadamente daquilo que a cerca.
Do mesmo modo, a criança vive ainda mergulhada no mundo da fantasia, revelado em suas brincadeiras. O brincar da criança é seu trabalho, é coisa muito séria que não está separada de qualquer outra atividade. É no brincar que a criança percebe suas possibilidades corpóreas, explora o mundo ao seu redor e estabelece relações com ele. Ela não está pronta para receber explicações teóricas: tudo nela é atividade. Uma característica marcante de seu comportamento é a capacidade de imitação: gestos, postura, maneira de falar, vocabulário, enfim, ela tende a imitar com facilidade tudo o que percebe no adulto que convive com ela. Quanto à fantasia, cabe aos educadores cuidarem para que se desenvolva de forma saudável, mantendo uma relação estreita com a realidade, para que fantasia não se transforme em fantasmagoria. A imaginação e a fantasia despertam o interesse da criança pelo mundo que, mais tarde, ela entenderá pelo raciocínio lógico.
Onde a fantasia surge com maior intensidade? A fantasia criativa surge mais intensamente nos momentos de pausa, nos pequenos silêncios que criamos no transcorrer de qualquer atividade, no escutar, ainda que seja o escutar apenas do próprio interior. Os educadores precisam estar atentos e não só deixar que estas pausas aconteçam, mas criar oportunidades para que elas surjam, pois fazem parte indispensável de um ritmo, de uma respiração: é nestes momentos, quando a atenção não é solicitada para o exterior, que a fantasia atua internamente. Por outro lado, a fantasia também surge na ação ruidosa, na espontaneidade que a criança traz em sua natureza lúdica — e, muitas vezes, cômica — e que nos surpreende com soluções inesperadas e criativas.
Após estas considerações, pode-se dizer que o mundo da criança de 7 anos é um teatro constante, um contínuo faz-de-conta. O papel do educador é, em sua essência, organizar este mundo e configurá-lo de forma a explorar saudavelmente todas as suas possibilidades. Como? Uma das maneiras é através do teatro, tal como o entendemos neste contexto. Fonte

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