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28/08/2012

A origem dos jogos no Brasil

No Brasil, o pontapé inicial para o surgimento do esporte para portadores de deficiência foi dado pela iniciativa de dois paraplégicos. Em 1958, Robson de Almeida Sampaio funda no Rio de Janeiro o Clube do Otimismo, resultado da experiência vivida nos Estados Unidos, onde fizera tratamento de reabilitação. Em São Paulo, no mesmo ano, Sergio Delgrande lança o Clube dos Paraplégicos. Com 12 cadeiras fabricadas a partir de um modelo básico americano que trouxera do hospital onde se tratara, formou o primeiro time de basquete sobre rodas no Brasil.
No ano seguinte, o ginásio do Maracanãzinho recebe a primeira competição paradesportiva brasileira: um jogo de basquete em cadeira de rodas entre o Clube do Otimismo e o Clube dos Paraplégicos. Foi a largada para o crescimento do esporte no País. Com o tempo, outras modalidades foram incorporadas.
Em 1969, o Brasil participou das primeiras competições internacionais, em Buenos Aires, início de uma sequência de grandes conquistas. Em 1972, o Brasil é representado pela primeira vez em Paraolimpíadas, nos jogos de Heidelberg (Alemanha).
Com a evolução, surgiu a necessidade da criação de uma entidade que organizasse o paradesporto nacionalmente e falasse numa única voz com as organizações internacionais. Em 1975, foi fundada a ANDE - Associação Nacional de Desporto para Excepcional, agregando todo tipo de deficiência. E já nasceu com um desafio: realizar os Jogos Para-panamericanos de 1977.
(...) Finalmente, em 1995 cinco entidades nacionais (ANDE, ABDC, ABRADECAR, ABDA e ABDEM) unem-se e criam o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), com o objetivo de representar e consolidar o esporte no cenário nacional e internacional, buscando a universalização de oportunidades para o acesso das pessoas portadoras de deficiência à prática esportiva.
Neste mesmo ano e em 1996, com o apoio do Governo Federal e de várias empresas públicas e privadas, são realizados os primeiros Jogos Brasileiros Paradesportivos. A primeira edição do evento reuniu em Goiânia cerca de 700 atletas. No ano seguinte, a atividade ganhou dimensão e importância para a mídia. (...)
Em 2001, é sancionada a Lei 10.264 (Lei Agnelo-Piva) que determina que 2% da arrecadação bruta dos prêmios das loterias federais sejam repassados aos comitês olímpicos e paraolímpicos brasileiros. Deste montante, 15% dos recursos são direcionados ao CPB e devem ser investidos na formação, preparação técnica, manutenção e locomoção dos atletas aos locais de competição. Desta forma, o esporte paraolímpico no Brasil está crescendo e se desenvolvendo tecnicamente. Fonte

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