Licensa

05/07/2012

Sensibilidade

Às vezes o ser humano perde a sensibilidade. Ao contrário do que muitos pensam, ter sensibilidade não é se emocionar à toa (isso é desequilíbrio), sentir pena do miserável ou se entristecer com tragédias (estímulos mórbidos).

Sensibilidade está no paradoxo do "estado de atenção do inconsciente sensível", alheio ao ego e ligado na essência do ser. Nos faz "ver" além do óbvio, além do eu e da limitada visão do nascer e morrer.

Um dos melhores exercícios para ampliar a sensibilidade está na difícil arte da empatia, ou seja, na capacidade de nos colocarmos no lugar do semelhante (ou do diferente), antes de o julgarmos. De conseguir ver nas coisas aparentemente simples, a perfeição da vida.

Muitas vezes precisamos colocar a culpa em alguém para justificar a nossa cegueira e falta de sensibilidade, como na linda e inspirada frase da poeta Adélia Prado “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra.

Ter sensibilidade é conseguir ver numa pedra, mais que uma pedra. Colocando-se no lugar dela, transcendendo o seu estado sólido e sentindo o intenso calor que um dia a transformou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário