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27/07/2012

Seis contos curtos de Anthony de Mello


Contos curtos 6 anthony de mello 
As paredes que nos aprisionam são mentais, não reais.
urso
Um urso percorria constantemente, para cima e para baixo, os seis metros de comprimento da jaula.
Quando, ao fim de cinco anos, o tiraram da jaula, o urso continuou a percorrer, para cima e para baixo, os mesmos seis metros, como se ainda estivesse na jaula... … E estava... Para ele...


Nossos inimigos não são os que nos odeiam, mas aqueles que nós odiamos...
Suástica: cruz, encontrada em diversas tribos, que foi adotada por Hitler como símbolo do nazismo.
Um ex-presidiário de um campo de concentração nazi  foi visitar um amigo que havia compartilhado com ele tão penosa experiência.
”Já esqueceste os nazis?” perguntou ao seu amigo.
“Sim”, disse ele.
”Pois eu não. Ainda continuo a odiá-los com toda a minha alma.”
Seu amigo disse-lhe calmamente:
”Então… ainda te mantém prisioneiro”!!!

A maior parte das vezes, os defeitos que vemos nos outros são os nossos próprios defeitos
-“Perdoe-me, senhor”, disse o tímido estudante, “mas eu não fui capaz de decifrar o que me escreveu na margem do meu último exame...”
-“Eu te dizia que escrevesses de um modo mais legível”, respondeu-lhe o professor.

O poder do medo
Obra "O Grito", de Edvard Munch (1863-1944)
A Peste dirigia-se para Damasco e passou velozmente junto à tenda do chefe de uma caravana no deserto.
-“Aonde vais com tanta pressa?” Perguntou-lhe o chefe.
-“A Damasco. Penso cobrar um milhar de vidas.”
No regresso de Damasco, a Peste passou de novo junto à caravana.
Então, o chefe disse-lhe:
-“Eu já sei que cobraste 50.000 vidas, não o milhar que havias dito!.”
-“Não,” respondeu-lhe a Peste.
-“Eu só cobrei mil vidas.
As restantes levou-as o Medo.”

Felicidade
Crie sua própria felicidade
Dizia um velho que só se havia queixado uma vez, em toda a sua vida:
Foi quando ia com os pés descalços e não tinha dinheiro para comprar sapatos.
Então, viu um homem feliz que não tinha pés.
E nunca mais voltou a queixar-se.

Diógenes
Estava o filósofo Diógenes comendo lentilhas quando viu o filósofo Aristipo, que vivia, confortavelmente, com base em lisonjear o rei.
E Aristipo disse-lhe: “Se aprendesses a ser submisso ao rei, não terias que comer esse lixo de lentilhas".
Ao que Diógenes replicou: “Se tivesses aprendido a comer lentilhas, não terias que bajular o rei".

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