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06/07/12

Paródia e arte

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A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso é objeto de interesse para os estudiosos da língua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente, com esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte, frequentemente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica e contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante. 

Texto Original

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).

Paródia

Minha terra tem palmares
onde gorjeia o mar
os passarinhos daqui
não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).

O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui a palavra palmeiras, há um contexto histórico, social e racial neste texto, Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi dizimado em 1695, há uma inversão do sentido do texto primitivo que foi substituído pela crítica à escravidão existente no Brasil.
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Outro exemplo de paródia é a propaganda que faz referência à obra prima de Leonardo Da Vinci, Mona Lisa:
Referências
SANT’ANNA, Affonso Romano de. Paródia, paráfrase & Cia, 7.ed. São Paulo: Ática, 2000.

Arte Renascentista – Séc. XV e XVI
Os elementos artísticos da Antiguidade clássica voltam a servir de referência cultural e artística. O humanismo coloca o homem como centro do universo (antropocentrismo). São características dessa época: uso da técnica de perspectiva, uso de conhecimentos científicos e matemáticos para reproduzir a natureza com fidelidade.
Na pintura, novas técnicas passam a ser utilizadas: uso da tinta a óleo, por exemplo.
A escultura renascentista é marcada pela expressividade e pelo naturalismo. A xilogravura passa a ser muito utilizada nesta época.
Os artistas que mais se destacaram nessa época foram: Jan van Eyck, Sandro Boticcelli (Primavera), Leonardo da Vinci (Mona Lisa), Rafael Sanzio e Michelangelo Buonarotti.
Arte Barroca (1600 a 1750)
A arte barroca destaca a cor e não o formato do desenho. Os efeitos de luz e sombra são utilizados constantemente como um recurso para dar vida à obra. Os temas que mais aparecem são: paisagem, natureza-morta, cenas do cotidiano e tem também uma ligação com o sagrado.
Pintores que mais se destacaram: Caravaggio, Rubens, Rembrandt, Velasquez (As meninas), Delft e Jan Vermeer. No Brasil o artista mais se destacou com este estilo de arte foi o escultor mineiro Aleijadinho.
Romantismo (1750 a 1850)
Subjetividade e introspecção, sentimentos e sensações são características deste período. Os elementos da natureza e o passado são retratados de forma intensa no romantismo. Goya é o pintor que mais se destacou nessa época.
Realismo (1848 a 1875)
As obras dessa época são inspiradas pela vida cotidiana e pela paisagem natural. São cheias de erotismo, provocando críticas dos setores conservadores da sociedade europeia.
Os pintores que mais se destacaram foram: Gustave Coubert, Daumier e Edouard Manet (Almoço na relva). No Brasil alguns artistas tiveram a influência do realismo em suas obras, como por exemplo, Almeida Junior.
Impressionismo (1880 a 1900)
Através da luz e da cor os artistas do impressionismo buscam atingir a realidade. As obras são feitas ao ar livre para aproveitar a luz natural. Obras mais conhecidas: Impressão, Nascer do Sol de Claude Monet, A aula de dança de Edgard Degas e Almoço dos Remadores de Auguste Renoir.
Pós impressionismo: As cores mais intensas são exploradas por Vincent van Gogh com pinceladas fortes e explosivas.
Expressionismo
Movimento artístico que se caracteriza pela expressão de intensas emoções. As obras não têm preocupação com o padrão de beleza e tem como principais características: cores resplandecentes, vibrantes, dinamismo, pintura grossa (bastante tinta sobre a tela), preferência por retratar angústia, dor e muitas vezes necessidade de denunciar problemas sociais.
Principais destaques: Vicent van Gogh (Noite Estrelada), Edward Munch (O grito), Amadeo Modigliani, Alberto Giacometti e Francis Bacon.
Abstracionismo
Tendência das artes plásticas, desenvolvida no início do século XX na Alemanha. Surge a partir das experiências das vanguardas europeias,que recusam a herança renascentista das academias de arte.
As obras abandonam o compromisso de representar a realidade aparente e não reproduzem figuras nem retratam temas. O que importa são as formas e as cores da composição.
Os artistas mais importantes desse período foram: Paul Klee (Senecio) e Kandinsky (Sobre as pontas).
Surrealismo
Surgiu na França em 1924, liberado pelo poeta e critico André Breton, sob influência das teorias de Freud sobre o inconsciente e a sexualidade. Os pintores rompem o eixo tradicional do figuratismo, perdem a proporcionalidade e mostram alterações irreais (relógios derretendo-se, por exemplo). Retratam os sonhos.
Pintores que mais se destacaram: Marc Chagall, Magritte, Paul Delvaux e Salvador Dali (The Persistence of memory).
O modernismo no Mundo
Tendência vanguardista que rompe com padrões rígidos e caminha para uma criação mais livre, surgida internacionalmente nas artes plásticas e na literatura a partir do final do século XIX e início do século XX.
Como resultado desenvolveram-se os movimentos: Expressionismo, o Cubismo, o Dadaísmo, Surrealismo e Futurismo.
O Modernismo no Brasil
No Brasil, o termo “Modernismo” identifica o movimento desencadeado pela Semana de Arte Moderna de 1922. De 11 a 18 de fevereiro daquele ano, conferências, recitais de música, declamações de poesias e exposições de quadros, realizadas no Teatro Municipal de São Paulo, apresentaram ao público as novas tendências das artes no país.
Seus idealizadores rejeitam a arte do século XIX e as influências estrangeiras do passado. Defendem a assimilação das estéticas internacionais para mesclá-las com a cultura nacional, o que dá origem a uma arte vinculada à realidade brasileira. Os artistas mais importantes dessa época foram: Lasar Segall (pintor de origem lituana), Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Candido Portinari, Vitor Brecheret (escultor ítalo- brasileiro), Alfredo Volpi entre outros.
Arte Grega
A natureza é retratada com equilíbrio e as formas aproximam-se da realidade. A perspectiva aparece de forma intensa nas pinturas. As esculturas aparecem em vários lugares com objetos extremamente decorados. Os templos se multiplicam por toda parte. A arquitetura e a ornamentação de templos religiosos, como o Pártenon, a acrópole de Atenas e o templo de Zeus na cidade de Olímpia mostram força e características expressivas.

Fonte de pesquisa:
- Raffa, Ivete; “Livro Fazendo Arte com os Mestres”- São Paulo: Editora Escolar, 2006
- Sousa, Maurício de; “História em Quadrões1 com a Turma da Mônica,1” – 2 ed. – São Paulo: Globo, 2010.
- “Coleção Aprendendo com Arte” – Ed. Árvore do Saber.
- Cunha, Sergio; “Coleção Aprendendo com Arte – livro do Educador” – vol. 2 – Árvore do Saber.
- Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil – vol. 3.

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