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18/07/2012

Inclusão escolar – A criança com a Síndrome de Down, pais e a escola

Por Fernanda Travassos Rodriguez (fonte: sentidos)
Psicóloga e terapeuta de família fala sobre a pessoas com Síndrome de Down, dos pais e da escola.
Uma das maiores aflições que envolvem os pais de crianças com Síndrome de Down consiste no desenvolvimento do potencial cognitivo da criança, visto que esta síndrome traz como consequência uma deficiência intelectual. Em função disto, a entrada dos filhos na escola, tanto na educação infantil, quanto no ensino fundamental, representam momentos marcantes para os seus pais.
Estes dois momentos são distintos e geram ansiedades específicas. A entrada da criança na pré-escola suscita nos pais temores ligados a sua adaptação e proteção, visto que ela sairia do seu ambiente e teria que enfrentar a "vida como ela é" do lado de fora. Em contrapartida, sabemos que a entrada, da criança com Síndrome de Down, na educação infantil regular é muito positiva, principalmente quando a inclusão é bem feita, pois a sua socialização começa a se dar de maneira muito fluida. Por exemplo, ela terá que brigar pelos brinquedos e tentar se expressar, nas mesmas condições das crianças consideradas "normais" e isto ajuda muito no seu desenvolvimento, principalmente no que diz respeito a cognição, a linguagem, as habilidades motoras e a socialização. Acreditamos que colocar uma criança com Síndrome de Down em uma escola regular é dar-lhe a mesma chance que todas as crianças têm de desenvolver o seu potencial cognitivo e sócio-afetivo.
 
No entanto, quando o aluno com Síndrome de Down, sai do segmento da educação infantil e entra no ensino fundamental, começam a surgir novas questões que sensibilizam pais e educadores. Isto porque com o passar dos anos a deficiência intelectual fica mais evidente e, por mais estimulada que a criança tenha sido, ela irá enfrentar alguns obstáculos na fase do ensino formal, como, por exemplo, na alfabetização. O que acontece é que as funções cognitivas da pessoa com Síndrome de Down podem funcionar de maneira diferente, sua atenção, concentração e memória podem ter um outro timing das crianças consideradas "normais". Neste momento, muitos pais ficam em dúvida entre a escola de ensino regular e a escola especial. Consideramos importante também salientar que o nosso modelo de educação tem um padrão que não contribui muito para a inclusão. Com frequência, percebemos boas experiências de inclusão em escolas consideradas "alternativas", são as escolas construtivistas, as montessorianas, e outras. fonte
"Podemos afirmar que algumas escolas públicas (como a nossa, por exemplo) têm tido uma grande preocupação com a inclusão de todas as crianças que apresentam necessidades educacionais especiais e devido a isso temos obtido resultados bastante positivos. Claro que isso não se faz sozinho, nossos parceiros nos ajudam muito nessa caminhada e conquista diária".
"Somos diferentes, mas não queremos ser transformados em desiguais. As nossas vidas só precisam ser acrescidas de recursos especiais". (Peça de teatro: Vozes da Consciência, BH)

2 comentários:

  1. Ah!!! Esses meninos...a inclusão só faz sentido se ela começar pelo próprio coração...
    O nosso já foi tomado por estes meninos que tanto nos ensinam...
    Um bjo, Má

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    Respostas
    1. Concordo!!!!! Amo cada um deles de uma forma especial....
      Eles nos ensinam muito mesmo....
      Obrigado por participar dessa "luta" conosco....
      Beijos
      Rose

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