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02/06/2012

Literatura e educação

"Toda a arte de ensinar é apenas a arte de despertar a curiosidade natural das mentes jovens com o objetivo de satisfazê-la depois." Anatole France
Reprise de Debates em uma edição especial, com três convidados em um único programa. Neste programa, a temática é literária! Com a palavra: o jornalista Eduardo Bueno, o poeta Fabrício Carpinejar e a romancista Thalita Rebouças.
“Na minha opinião, a humanidade se divide entre quem lê e quem não lê” (Eduardo Bueno) no intervalo de 1’27”. Tomando essa assertiva como pano de fundo, o episódio apresenta um debate em que são apresentados alguns ‘artifícios’ para levar os educandos a praticarem a leitura e escrita.

Como exemplo, o jornalista Eduardo Bueno pontua que os jovens, geralmente, leem os clássicos como Machado de Assis porque são obrigados e no contexto do Vestibular (5’14”). E, na opinião do jornalista, isso os faz criar certa aversão à literatura porque não estão preparados para esse tipo de leitura.

A seguir, no intervalo de 10’16”, o professor de filosofia Romualdo Monteiro reafirma a dificuldade que tem em fazer os alunos lerem e afirma usar tirinhas para incentivar a leitura. A partir desse gancho, Eduardo Bueno aponta que os textos devem ser curtos e que os professores devem recorrer ao recurso iconográfico visto que imagem também é informação.

Além disso, o jornalista afirma que “qualquer leitura é válida para criar o hábito da leitura”. (11’30”).

No entanto, o jornalista chama a atenção para o fato de os professores usarem algumas estratégias, como recurso das imagens, apenas para incentivar a leitura. Segundo Bueno (16’03”) a leitura “é um instrumento de renovação” e, por isso, as várias possibilidades (da literatura clássica à moderna), devem ser ‘oferecidas’ aos alunos.

Outro aspecto importante apresentado no vídeo está no intervalo de 20’ e 57”, em que o poeta Fabrício Carpinejar diz: “Eu sei a força da palavra”. A partir dessa colocação, surgem questionamentos tais como: “Você acha que a internet é a nova casa da palavra?”(22’13”), e ainda “O que a internet trouxe para a educação escolar?” (22’35”).

Para o poeta, a internet trouxe mais dinâmica e interatividade, além de ter democratizado o conhecimento.

Merece especial atenção, ainda, a indagação feita pelo apresentador Léo Almeida à romancista Thalita Rebouças: “Depois que um adolescente lê um livro leve como os seus, ele não fica com receio de ler um clássico?” (40’26”). Nesse momento, a resposta da convidada – “O legal é mesclar os clássicos com livros contemporâneos”(34’) -, corrobora a fala do jornalista Eduardo Bueno que diz, no início do vídeo, que “qualquer leitura é válida para criar o hábito da leitura”

Nesse sentido, a ênfase do debate recai sobre a necessidade de se criarem situações significativas e próximas à realidade dos educandos para que o jovem seja despertado para a leitura e para a escrita.

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