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19/06/2012

Eu e os outros

Nesta semana recebemos uma mãe se queixando que seu filho estava sendo vítima de bullying (dentro e fora da escola). Somos completamente "contra" esse tipo de atitude e devido a isso a professora da turma programou para essa semana o trabalho com os 3 vídeos abaixo a fim de buscar construir uma maior sensibilização a respeito da temática.
Tudo bem ser diferente
O preconceito a diferença é um tabu construído e reproduzido pela própria sociedade. As crianças têm aprendido muito cedo a ter preconceito com os próprios adultos. Pensando nesse assunto, produzi um vídeo com as imagens do livro de Todd Parr - Tudo bem ser diferente e a música Peixe vivo do Grupo Palavra Cantada, no intuito de demonstrar que se deve ensinar as crianças desde cedo a ter respeitar o próximo e aceitá-lo como ele é.
Dumbo - Trabalhando as diferenças com as crianças

O filme conta a história de um pequeno elefante que é levado por uma cegonha até o circo onde a Sra. Jumbo, a mamãe elefante, o espera ansiosamente. Dumbo “nasce” com orelhas enormes que logo se tornam alvo de piadas para os animais e visitantes do circo. Após ser separado injustamente de sua mãe, Dumbo se vê totalmente sozinho, pois nem as elefantas, que se diziam amigas de sua mãe, dão uma trégua para suas enormes orelhas. É aí que um ratinho chamado Timóteo resolve ajudar Dumbo e torná-lo um verdadeiro artista de circo. Após algumas tentativas de números em que Dumbo poderia ser a estrela principal que não deram certo, Timóteo tem a ideia de fazer Dumbo voar usando suas enormes orelhas.
Com uma sensibilidade incrível, o filme trata de assuntos como o preconceito de forma sutil, mas deixando bem claro que esse tipo de coisa existe e que o filme está ali para denunciá-las. Toda a simplicidade da história passa longe de se tornar um empecilho para o desenvolvimento ideológico do filme, que tem como pano de fundo mostrar aos que assistem que temos de conviver com as diferenças da melhor forma possível.
Além disso, DUMBO mostra que até em desenhos animados os personagens passam por situações difíceis. A cena em que a mãe de Dumbo é isolada dos outros elefantes e Dumbo lamenta a perda sua mãe em silêncio passa uma emoção tão grande, que é difícil não sentir-se tocado. Enquanto Dumbo derrama suas lágrimas silenciosas, as elefantas insistem em fazer comentários sobre as orelhas de Dumbo e a prisão de sua mãe.
Vladimir Tytla, responsável por animar Dumbo, queria que o personagem tivesse as feições mais parecidas com um bebê de verdade possível. Para isso ele inspirou-se em seu filho de 2 anos. Com isso, Tytla conseguiu expressões faciais tão realistas, que o elefantinho não precisou soltar um ruído sequer durante todo o filme para demonstrar o que estava sentindo. Mas o trabalho desse animador vai mais além, Dumbo tem toda a inocência de uma criança de verdade. A humanidade desse personagem é comparável a filmes com pessoas de carne e osso. Dumbo só vai perceber que está sendo vítima de um preconceito quando sua mãe se revolta com as maldades de um menino contra seu filhotinho, ou seja, Dumbo é tão puro que não conseguia ver maldade nas atitudes dos outros, uma característica bastante peculiar às crianças pequenas.
Alguns julgam injustamente esse filme pela sua animação não muito sofisticada, e realmente, quem passa o olho sem compromisso, pode achá-la simples demais. Mas tudo nesse filme, inclusive a crueza de sua animação é pura poesia.
Para se ter uma ideia, até o tipo de filmagem das cenas foi feito de forma lenta, para dar a perspectiva de que a história está sendo contada do ponto de vista de Dumbo. Já que os elefantes passam a imagem de um ser devagar. Um cuidado a mais que os artistas tiveram para tornar o filme ainda mais sensibilizado.
Mas nem mesmo o próprio Walt Disney tomou consciência imediata da grandiosidade de DUMBO. (...)
As músicas carismáticas de DUMBO renderam ao filme um Oscar de Melhor Trilha Sonora. (...)
Sua simplicidade e seu poder de provocar emoções das mais diversas nos que assistem fazem de DUMBO mais um grande clássico Disney. Poesia, simplicidade e originalidade, são as palavras perfeitas para definir esse grande feito da animação.
Inicialmente, Walt Disney mostrava pouco interesse em fazer o filme. Para deixá-lo interessado, os artistas de história Joe Grant e Dick Huemer escreviam o filme em capítulos e os deixavam na mesa de Walt toda semana. Finalmente, ele correu para o departamento de história dizendo “Isso é ótimo! O que acontece a seguir?”.
Originalmente, DUMBO seria apenas um featurette de cerca de 20 minutos. Quando Walt viu o que seus artistas haviam criado, ele decidiu que daria um bom longa-metragem. Ao final, DUMBO acabou rendendo dinheiro, devido aos seus baixos custos de produção - na verdade, seria o animado de maior sucesso do estúdio até CINDERELA em 1950.
Os corvos foram criticados através dos anos por serem vistos como caricaturas de pessoas negras. (...)
O filme é contado do ponto de vista de Dumbo, usando lentos movimentos de câmera e perspectiva constrangedora. De fato, um crítico chegou a dizer que DUMBO tinha “mais movimentos de câmera do que CIDADÃO KANE”.
A criança que atormenta Dumbo no circo chama-se Skinny. A cena original mostrava o garoto montando no pobre elefante, mas fora encurtada com ele apenas soprando suas orelhas.
A união de um rato com um elefante se trata de um conceito cômico, colocando dois "inimigos naturais" juntos.
A fala do rato Timóteo "You know, lots of people with big ears are famous" (Você sabe, várias pessoas com orelhas grandes são famosas) refere-se a Clark Gable, rei das telas da época que era bem conhecido por suas orelhas.
É o único filme da Disney em que o protagonista não diz uma única palavra.
A Sra. Jumbo (a mãe de Dumbo) apenas fala uma vez durante todo o filme: quando ela diz o nome original de Dumbo (Jumbo Jr.) para a Cegonha. (...)
O filme foi bem aceitado pelo público na época de seu lançamento, e os críticos o receberam como o melhor filme de Walt desde PINÓQUIO. (...)
Na minha escola todo mundo é igual
Vídeo criado para fins didático a partir do livro: Na minha escola todo mundo é igual da Rossana Ramos e Priscila Sanson. A música é Somewhere over the rainbow coma interpreação de Israel Kamakawiwo'ole.
Eu e os outros...
Se alguém leva muito tempo para fazer alguma coisa é lerdo.
Se levo muito tempo pra fazê-la, sou meticuloso.
Se alguém deixa de fazer alguma coisa, é preguiçoso
Se eu é que não faço é porque estou ocupado.
Se alguém faz algo sem ser mandado, está passando dos limites;
Se sou eu quem segue em frente fazendo ouvido mouco aos outros, trata-se de iniciativa.
Se alguém defende com unhas e dentes uma opinião, é um cabeça dura;
Se sou eu quem o faço, é porque estou seguro de mim.
Se alguém se descuida de umas poucas regras de conduta, é rude;
Se sou eu quem passa por cima de algumas delas, estou sendo autentico
texto - by C. Mc TT

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