17/05/12

Caixa de histórias - Literatura Infantil

Ler é o melhor remédio - Giani Peres*
Eis aí um grande desafio:
Criar ávidos leitores!
Que leiam, leiam, horas a fio
Sobre ciência, poesia e amores.
Adquirir o hábito de ler é importante
Para investigar, pesquisar, delirar
Ler é mesmo algo fascinante,
Envolvente, pois te leva a criar.
Diria que ler é o melhor remédio
Contra a ignorância, desinformação e tédio
E qual é afinal o papel do professor?
Ser um exemplo, ser um elemento motivador
Oferecendo pílulas diárias de leitura
Que leve as ideias a constante fervura.
* Giani Peres
Pedagoga formada pela Unicamp, especialista em Educação Infantil, pós-graduada em Métodos e Teorias de Pesquisa.
No final do ano de 2011 realizamos durante alguns HEC (Horário de Estudo Coletivo) a construção de caixas de histórias. O processo se deu da seguinte forma: os professores reunidos por série escolheram os livros de literatura infantil, justificando o motivo da escolha e elaboraram a lista de material necessário para a realização da atividade. Posteriormente demos inicio a construção das caixas. Depois de terminadas, cada grupo apresentou aos demais sua história. Todos os materiais confeccionados estão disponíveis na biblioteca da escola para uso coletivo. Como tenho visto vários relatos em semanário do uso dessas caixas e da alegria, prazer, encantamento, etc. que essa atividade causa nas crianças, resolvi compartilhar com vocês essa experiência. Espero que gostem!
1º anos A, B e C – Livro “Um redondo pode ser quadrado?” Autor: Renato Canini. Justificativa: O livro trabalha as formas geométricas de maneira divertida e alegre, criando figuras a partir dos círculos. Um trabalho realizado com esse título desenvolve a criatividade.
1º anos D e E – Livro “A verdadeira história dos três porquinhos”. Autor: Jon Scieszka. Justificativa: "Chama a atenção por já conhecerem a história dos três porquinhos. Motiva a atenção, imaginação e memória".
2º anos A, B e C – Livro “A colcha de retalhos”. Autores: Conceil Corrêa Silva e Ney Ribeiro Silva. Justificativa: "Resgatar valores como respeito, amor, paz, harmonia e solidariedade; possibilitar a valorização do idoso em nossa sociedade; resgatar o valor das memórias que fazem parte da identidade de cada um".
2º anos D, E e F – Livro “Menina bonita do laço de fita”. Autora: Ana Maria Machado. Justificativa: "Foi escolhido pelo grupo porque trata sobre as diferenças, um tema que está bem presente no nosso dia a dia que é o preconceito. O livro poderá ser utilizado em todas as séries, não ficando restrito somente à alfabetização".
3º anos A e B – Livro “Dona baratinha”. Autora: Ana Maria Machado. Justificativa: "A história pode gerar um suspense na expectativa de qual animal vai aparecer e se a baratinha vai querer ou não. Além disso, há diversidade de animais e as crianças podem imitar os seus sons tornando a história mais interativa. Pode-se questionar o fato dela sentir-se só e o interesse dos pretendentes por causa do dinheiro dela".
3º anos C, D e E – Livro “O homem do saco”. Autor: Rogério Trezza. Justificativa: "É um tipo de texto diferente (teatro). A história é um suspense e faz com que a criança se envolva e fique na expectativa. O livro aborda a questão ambiental e a reciclagem, temas importantes para o trabalho com as crianças". 
4º anos A, B e C – Livro “Da pequena toupeira que queria saber quem tinha feito cocô na cabeça dela”. Autor: Werner Holzwarth. Justificativa: "Além de ser um tema inusitado e diferente, quando lemos percebemos o dilema da pequena toupeira, desfilando aquele cocô em sua cabeça e o comparando ao cocô de outros animais que o fazem de bom grado para poderem provar sua inocência".
4º anos D, E e F – Livro “A galinha ruiva” . Autora: Leninha Lacerda. Justificativa: "Trabalha o valor da cooperação, o desenvolvimento dos vegetais, a alimentação e utilização do solo".
Reforço / EJA – Livro “Winnie, a feiticeira”. Autores: Kocky Paul e Valerie Thomas. Justificativa: "O livro trabalha com mudança de perspectiva, a ilustração é interessante e traz um elemento surpresa no final, tornando o livro instigante".
4ª série – Não realizaram a atividade, pois estavam nos dias de confecção das caixas de histórias estavam participando do HEC na Secretaria da Educação e elaborando a atividade de Língua Portuguesa com os sete níveis de conceitos linguísticos de Josette Jolibert.
A leitura nas fases iniciais da criança
Matéria publicada em 15/12/2010
Dílson Catarino 
"Pensamentos tornam-se ações; ações tornam-se hábitos; hábitos tornam-se nosso caráter e o caráter torna-se nosso destino" Essa frase de Dale Carnegie nos leva a refletir e a chegar à conclusão de que o momento adequado para começar a traçar o destino das crianças é já na primeira infância, ou seja, do nascimento aos três anos, pois é nessa época que se inicia a construção da personalidade e do caráter do indivíduo, e essa construção é que estabelecerá a qualidade de pensamentos que o cidadão terá no decorrer de seu desenvolvimento Isso não se faz apenas com estímulos externos, mas sim com o intelecto ativo, que é a faculdade pela qual as impressões recebidas pelos sentidos tornam-se inteligíveis É nessa idade que se pode despertar o gosto pela leitura, para, posteriormente, transformá-lo em hábito É importante, então, que o adulto que cuida da criança - nessa idade, de preferência, segundo os psicólogos, a mãe, mas, na falta desta, o(a) cuidador(a) - pratique o saber com ela, mas um saber instintivo, não direcionado, ou seja, a criança deve ter vontade de procurar o saber; a curiosidade deve ser a tônica dela Não se deve obrigar a busca do saber, e sim associá-la a um momento de prazer, a uma brincadeira, a algo lúdico. 
Se quisermos formar adultos leitores, teremos de iniciar o estímulo à leitura nos primórdios da infância, uma vez que o aprendizado da leitura é lento e difícil e cujo hábito é gradativamente adquirido: é indispensável deixar à disposição da criancinha livros de plástico, de tecido, de material sintético ou de papel mesmo, tomando o cuidado para não ser de papel muito fino, com o qual ela pode machucar-se, nem papel que rasgue facilmente, para evitar que se engasgue com pedaços dele Os pequeninos são muito curiosos e têm grande capacidade de observação Um livro cheio de belas ilustrações e cores estimula bastante a criatividade da criança e a habitua a manusear livros desde cedo Na primeira infância, não passará de um brinquedo e como tal deve ser tratado, mas já representa um estímulo à criação do futuro leitor Pode-se também ensinar a folhear revistas e livros à procura de figuras já conhecidas pelo bebê, contar histórias ou passar filmes que contenham personagens da literatura infantil Assim, a criança passa a ter a percepção de que o livro é algo interessante. (...)

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