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25/04/2012

COMO ENTENDER E RESPEITAR A PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Preocupados com essa questão convidamos o psicólogo da Secretaria Municipal da Educação Gilson Cardoso e a empresária Elaine Carvalho proprietária da Empresa Adapti Mobilidade Reduzida, localizada na Rua Maciel Parente Nº 26 - Bairro Monte Castelo - Marília - SP. Telefone: 3316-0553 ou 3316-0552 http://www.adapti-mr.com.br/ para uma discussão sobre essa temática com nossos funcionários. 
Iniciamos o encontro com o testemunho de vida da empresária Elaine nos contando como foi que ela se tornou há aproximadamente cinco anos "portadora de Necessidades Especiais". Relatou sobre suas angustias, medos, provações, dúvidas, alegrias, superações, dificuldades, sonhos, rotina, maternidade, trabalho, lutas, etc. 
Ficamos extasiados com tanta energia positiva, bom humor, otimismo, garra, alegria, etc. Foi sem dúvida, um dos melhores encontros que já participei nessa trajetória de educadora. 
O Psicólogo Gilson Cardoso nos ajudou a refletir um pouco sobre as relações interpessoais na escola: desafios, dificuldades, caminhos, etc.
"Mas, se relacionar não implica em uma tarefa fácil, pois precisamos muitas vezes conviver com: Sentimento de Abandono (...) Solidão (...) Decepção (...) Mal entendidos (...) Fofocas (...) Traições (...) Mentiras (...) Perdas (...)
Sendo assim, o que precisamos fazer para nos relacionarmos bem?
Infelizmente não podemos fazer nada, mas precisamos ser: Tolerantes (...) Compreensivos (...) Solidários (...) Gentis (...) Acolhedores (...) Saber ouvir (...) Saber falar (...) Respeitar (...) E acima de tudo (...) saber amar e fazer-se amado (...)". 
                                          
Adapti Mobilidade Reduzida :: adapti.mr@hotmail.com
Lembre-se de que as pessoas com deficiência são indivíduos próprios. Elas não pertencem a você, à família, aos médicos ou à sociedade. 

—Cada pessoa com deficiência é diferente das outras e que, independente do rótulo que lhe seja imposto para a conveniência de outras pessoas, ela ainda assim é uma pessoa “única”. Não existem duas crianças com síndrome de Down que sejam iguais, ou dois adultos com deficiência auditiva que respondam ou reajam da mesma forma. 

Elas são pessoas antes de tudo e têm o mesmo direito à auto-realização que quaisquer outras pessoas, no seu ritmo próprio, à sua maneira e por seus próprios meios. Somente elas podem superar suas dificuldades e encontrar a si mesmas. 

As pessoas com deficiência têm a mesma necessidade que você de amar e ser amado, de aprender, partilhar, crescer e experimentar, no mesmo mundo em que você vive. Elas não têm um mundo separado. Existe apenas um mundo. 

—As pessoas com deficiência têm o mesmo direito que você de fraquejar, falhar, sofrer, desacreditar, chorar, proferir impropérios, se desesperar. Protegê-las dessas experiências é evitar que vivam. 

Somente as pessoas com deficiência podem lhe dizer o que é possível para elas. Nós, que as amamos, devemos ser observadores atentos e sintonizados.

As pessoas com deficiência devem agir por conta própria. 

Podemos oferecer-lhes alternativas, possibilidades e instrumentos necessários - mas somente elas podem colocá-los em ação. Nós podemos apenas permanecer firmes, e estar presentes para reforçar, encorajar, ter esperanças e ajudar quando possível. 

As pessoas com deficiência, assim como nós, estão preparadas para viver como desejarem. Elas também devem decidir se desejam viver em paz, com amor e alegria, como são e com o que têm, ou deixar-se ficar numa apatia lacrimosa, esperando a morte. 

As pessoas com deficiência, independente do grau, têm um potencial ilimitado para se tornar não o que nós queremos que sejam, mas o que elas desejam ser. 

As pessoas com deficiência devem encontrar sua própria maneira de fazer as coisas – impor-lhes nossos padrões (ou os da cultura) é irreal e até mesmo destrutivo. Existem muitas maneiras de se amarrar os sapatos, beber em um copo, chegar até o ponto do ônibus. Há muitas formas de se aprender e se adaptar. Elas devem encontrar a forma que melhor se lhes ajuste. 

As pessoas com deficiência também precisam do mundo e das outras pessoas para que possam aprender. O aprendizado não acontece apenas no ambiente protetor do lar ou em uma sala de aula, como muitas pessoas acreditam. O mundo é uma escola, e todas as pessoas são professores. Não existem experiências insignificantes. Nosso trabalho é agir como seres humanos afetuosos, com curativos emocionais sempre prontos para uma possível queda, mas com novos mapas à mão para novas aventuras! 

Lembre-se de que todas as pessoas com deficiência têm direito à honestidade em relação a si mesmas, a você e a sua condição. Ser desonesto com elas é o pior serviço que alguém pode lhes prestar. A honestidade constitui a única base sólida sobre a qual qualquer tipo de crescimento pode ocorrer. E, acima de tudo, lembre-se de que elas necessitam do que há de melhor em você. A fim de que possam ser elas mesmas e que possam crescer, libertar-se, aprender, modificar-se, desenvolver-se e experimentar, você deve ter essas capacidades. Você só pode ensinar aquilo que sabe. Se você é aberto ao crescimento, ao aprendizado, às mudanças, ao desenvolvimento e às novas experiências, permitirá que elas também o sejam.

    Declaração de Manágua
    "Queremos uma sociedade baseada na igualdade, na justiça, na equiparação e na interdependência, que assegure uma melhor qualidade de vida para todos, sem discriminação de nenhum tipo, que reconheça e aceite a diversidade como fundamento para a convivência social. Uma sociedade onde o primeiro direito seja a condição de pessoa, de todos os seus integrantes, que garanta sua dignidade, seus direitos humanos, sua autodeterminação, sua contribuição à vida comunitária e seu pleno acesso aos bens sociais.
    Fonte: Bengala Legal | Leo Buscaglia, educador ítalo-americano.
    Texto adaptado para divulgação no site do Instituto Indianópolis
Só por hoje...
... Só por hoje direi que estou de mal com a depressão e se ela der as caras aplicar-lhe-ei vinte bofetões de alegria.
... Só por hoje darei alta aos analistas, psicólogos, psiquiatras, conselheiros, filósofos e proclamarei que se antes eu era porque era o que eu era agora sou o que sou por que sou tão feliz quanto penso que sou. Como penso que sou feliz, logo sou.
... Só por hoje direi que a vida é uma festa, acreditarei que a vida é uma festa e farei da festa a minha vida.
... Só por hoje admitirei que todo homem nasce feliz, passa a infância feliz, depois cresce e esconde a felicidade para que não a roubem, só que daí esquece onde a colocou. Mas só por hoje lembrarei que estás na minha mente.
... Só por hoje rirei á toa e contar-me-ei uma piada tão velha quanto à história daquele sujeito que olhava por cima dos óculos para não gastar as lentes. 
... Só por hoje, revelarei ao mundo que sou feliz e chamarei de absurda toda a opinião contrária. 
... Só por hoje acreditarei que ri melhor quem ri por si mesmo. Já estou rindo.
... Só por hoje informarei a todos que sou tão feliz quanto resolvi ser. 
... Só por hoje guardarei a seriedade no baú e deixarei que a criança interior brinque comigo o tempo todo.
... Só por hoje estarei tão bem humorado que rirei até daquele anuncio que diz: “vende-se uma mala por motivo de viagem.”
... Só por hoje admitirei que ser feliz é tão simples quanto dizer que sou feliz. 
... Só por hoje estarei tão feliz que não sentirei falta de sentir falta da felicidade. 
... Só por hoje expulsarei da minha casa a tristeza e hospedarei a alegria, o sorriso e o bom humor.
... Só por hoje abrigarei a felicidade sob o meu teto, vesti-la-ei com roupas do bem-estar, dar-lhe-ei a comida do sorriso, a bebida da alegria e a divertirei com conversas agradáveis e positivas.
... Só por hoje me divorciarei do passado, romperei o namoro indecoroso com os males do presente e casarei indissoluvelmente com a felicidade.
Paulo Trevisan

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