Licensa

30/04/2012

Relações familiares no mundo contemporâneo: a educação dos filhos

Vi essa imagem no Facebook e fiquei pensando (...) Lembrei-me do vídeo que colocarei abaixo e da entrevista que postarei a seguir (...)
Vocês podem me ajudar a demolir minha escola? (Demolition call)
Relações familiares no mundo contemporâneo: a educação dos filhos
Desde os anos 60 a família tem mudado bastante.

Inicialmente, sua configuração multiplicou-se já que no lugar do clássico modelo homem e mulher que se casam, ficam juntos até que a morte os separe e têm filhos, começam a surgir outras formas de agrupamento familiar com o advento do divórcio, dos recasamentos e das uniões homossexuais. A função de cada um dos seus integrantes também tem se transformado. Se antes o homem era o único ou o maior responsável pelo sustento familiar e a mulher pela organização doméstica e a educação dos filhos, hoje essas funções são mais compartilhadas, se bem que nem sempre de modo paritário.

Essas e outras mudanças, aliadas a características sociais tais como o individualismo, a primazia do consumo, a busca da juventude permanente e da felicidade imediata têm transformado radicalmente as relações entre pais e filhos e, portanto, a educação dos mais novos e sua formação.

Cada vez mais, a educação escolar – entendida como preparação para o futuro êxito profissional – ganha destaque exagerado e isso gera um fenômeno importante: o lugar de filho vai se esvaziando e as crianças passam a ocupar, quase que exclusivamente, o lugar de aluno. Pais, professores e adultos se relacionam com as crianças tendo preferencialmente como elemento mediador a vida escolar delas.

O processo do ensinamento aos filhos da convivência com os outros, a transmissão da história, tradições, valores e costumes familiares, a construção das virtudes e da moral familiar, o ensinamento de princípios caros ao grupo, entre tantos outros atributos dos pais, perdem terreno. Trata-se, segundo alguns estudiosos, do declínio da educação familiar. Temos formado uma geração de anônimos, de órfãos de famílias vivas?

Refletir a respeito de tais fenômenos e buscar novas maneiras de encarar antigas tradições familiares nesse momento de transição e crise é o desafio deste módulo.

Rosely Sayão
É psicóloga e seu trabalho é voltado à educação, tanto familiar quanto escolar. Assessora escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental, conversa regularmente com pais, é colunista da Folha de São Paulo e da BandNews FM e mantém um blog no UOL. É autora e co-autora de diversas obras sobre Educação.

Filhos… melhor não tê-los? 
(ver postagem neste Blog do dia 03/03/12 o poema foi colocado na íntegra)
Em tempos de consumismo, para muitas famílias ter filhos transformou-se em ato de consumo. A educação das crianças tem sido terceirizada a babás, escolas, avós, profissionais das mais variadas áreas, professores particulares e de cursos específicos, entre outros. Vamos refletir a respeito das relações familiares no mundo contemporâneo e em especial das relações da família com a escola, responsável pela educação formal dos mais novos. Palestra gravada no dia 9 de abril de 2010 em Campinas.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Pontos para reflexão:
  1. Valores da atualidade: sociedade do consumo (consumo de: ideologias, estilos de vida, bens materiais, sem consciência, pode ser descartado facilmente);
  2. Ter filhos pode ser a construção se um sonho de consumo;
  3. Ter filhos é difícil e a ideia hoje de ter filhos é apresentada de uma maneira tão sedutora que parece muito simples e muito bonito ter filhos; 
  4. A gente "esquece" que filhos não é possível descartar;
  5. Tem acontecido o "descarte" dos nossos filhos de uma maneira metafórica, mas tem;
  6. Vivemos numa sociedade do espetáculo (exibir-se: ver e ser visto), ou seja, ter família mais para mostrar do que para ter (família margarina);
  7. Família "idealizada" que a gente "compra" muito mais para "exibir" do que para vivencia-la";
  8. Vivemos um tempo em que a juventude deixou de ser uma etapa da vida (a juventude transformou-se em um estilo de vida);
  9. Nós aprendemos a pensar que: "os meus filhos, não podem atrapalhar a minha vida". A gente perdeu a ideia, que ainda existia e que ganhou seu auge na década de 50, de que ter filhos nos levava a amadurecer obrigatoriamente, porque a gente tinha que abdicar de algumas coisas da nossa vida para cuidar de alguém que era absolutamente dependente de um adulto; 
  10. Na atualidade nós não temos mais a ideia do que seja uma criança dependente de um adulto (fenômeno que acontece no mundo todo: esquecimento de criança no carro sinaliza isso);
  11. Temos pensado tanto em nós, temos nos preocupado tanto conosco, que não nos sobra disponibilidade e energia para a gente ficar 24 horas por dia ocupado com um ser que precisaria disso, em tese;
  12. Consideramos mais "normal" levar a criança junto do que abdicar do passeio, porque temos filhos pequenos. Perdemos a ideia de que ter filhos significa abdicar pelo menos temporariamente de algumas coisas na vida;
  13. Hoje quem tem maturidade se envergonha disso;
  14. Ninguém mais admite envelhecer no mundo contemporâneo;
  15. Não há mais roupas de crianças e de adultos, crianças de 9 ou 10 anos já se apresenta como uma mulher;
  16. Ninguém mais "envelhece" (para a criança todo mundo é a mesma "coisa");
  17. Hoje nós perdemos a ideia do que seja uma criança, pensamos mais no futuro dessa criança do que propriamente no presente dela; 
  18. Educar quer a gente goste ou não, significa basicamente reprimir, educar é socializar, educar para a convivência;
  19. É claro que educar "desagrada" quem está sendo educado;
  20. Não é a criança que não tem limites, é o adulto que perdeu os limites para educar;
  21. Parece que o fundamental na função dos pais no mundo contemporâneo é o cuidar dos filhos, dar em assistência numa perspectiva de uma sociedade de consumo; 
  22. O filho "idealizado" os pais farão questão que ele se torne realidade, não importa se ele é diferente, os pais daquele que foi gestado no imaginário (antes do nascimento);
  23. Temos medo de aprisionar nossos filhos no "mundo de identidade de origem": a família, e com isso os deixamos aprisionar no mundo do consumo; 
  24. O que caberia a família que ela não tem cumprido? Em primeiro lugar, transmitir aos mais novos, as tradições, os hábitos, costumes de um grupo pequeno que está ligado a um grupo maior: transmissão da cultura familiar;
  25. Ensinar a socialização (estar com os outros), que ela não é a única, a primeira, e não será a última;
  26. O que acontece com essas crianças? O papel da babá, avós, que estão substituindo pai e mãe;
  27. Contingente de profissionais que cuidam dessas crianças: pediatra, fono, neuro, psicólogo, psiquiatra, professores, nicho de mercado que se abriu para colaborar com a educação e o cuidado dessas crianças que nós trouxemos ao mundo;
  28. Uma única categoria começou a reclamar disso: as escolas;
  29. Mudou em consequência de tudo isso que vimos até então, o papel de aluno (enfrentar a diversidade);
  30. Hoje o que nós temos de fato: "um batalhão de crianças entregues a própria sorte"
  31. Papel da escola: "educar a criança para a sua vida pública" e "ensinar disciplina para o conhecimento";
  32. Papel de pai e mãe é "afetivo" por excelência; 
  33. Renunciar ao papel de pais ainda é uma decisão que causa estranhamento, mas vem ganhando adeptos. O Jornal Estadão publicou uma matéria sobre o assunto em 26/08/2007. Para conferir - clique aqui

29/04/2012

Papel dos Pais na Educação

Educação precisa acontecer no contexto familiar.
Diante de várias mudanças ocorridas na sociedade, com tantas informações e avanços tecnológicos, é possível observar também uma inversão de papéis e valores, onde a família ganha uma nova configuração, a mulher conquista cada vez mais seu lugar no mercado de trabalho, a criança também muda e consequentemente o aluno e a escola. 

Os pais reagem diante dessas mudanças protegendo excessivamente seus filhos em vez de cultivar suas aptidões. Isto é uma realidade da família atual, como os pais passam pouco tempo com os filhos a educação oferecida muitas vezes é repleta de proteção, e esta nova configuração de família acaba por atribuir à escola o papel de educar. Sendo que a educação precisa acontecer no contexto familiar, é aí que os conceitos e valores são transmitidos de pais para filhos e ao contexto escolar cabe ampliar essas ações iniciadas na família. 

A constância é algo importante no contexto familiar, os filhos necessitam da firmeza vinda de um “não”, isto é que vai lhes proporcionar facilidade ao lidar com a frustração, inerente a todas as pessoas em todo o decurso da vida. 

Ao colocar as tarefas e os limites para os filhos quanto ao dinheiro, ao tempo, o respeito ao próximo, é necessário que os pais observem suas próprias posturas, uma vez que a criança aprende pelo modelo do adulto, e as atitudes valem mais que palavras. 

São através de atitudes simples que os pais proporcionam o senso de responsabilidade aos filhos, como por exemplo, solicitá-los para ajudar a guardar os brinquedos, a roupa limpa. Essa responsabilidade reivindicada desde cedo pode auxiliar a criança a se sobressair na escola e na vida.

Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola
Quero aproveitar esta postagem para relatar uma experiência pessoal ocorrida neste final de semana. Tenho uma filha de 12 anos. Ela acompanha cotidianamente meu trabalho, tanto fora de casa (pelos relatos que faço) como dentro (afazeres domésticos, horas intermináveis de estudo, pesquisa, leituras, etc.). A fim de tentar “conciliar” essas duas funções tão importantes: mãe e profissional - procuro realizar minhas atividades profissionais ao lado dela, enquanto ela navega na internet, se distrai com seu blog (ela também é “blogueira”), Twitter, Facebook, MSN, enfim (....) tudo que o jovem gosta. Desse modo posso estar acompanhando de perto tudo isso e “controlar” adequadamente, o tempo destinado a “lazer”, bem como ao que deve ser dedicado ao estudo. Nessa rotina vamos aprendendo e ensinando uma com a outra. Esse blog não existiria se ela não tivesse me ajudado (...). Por outro lado, enquanto realizo algumas leituras interessantes, compartilho com ela o conteúdo, ampliando consideravelmente seu universo cultural e o gosto por ler e escrever, sem “forçar” nem obrigar, ou seja, de forma natural. 
Ontem ela e uma amiga precisavam fazer um trabalho de geografia. A orientação dada pela professora era a seguinte: “Como a tecnologia pode contribuir para a descoberta de técnicas de recuperação ou conservação da floresta, para a qualidade do solo e o plantio". 
  • Deve apontar um recurso específico; 
  • Deve conter no mínimo dois e no máximo cinco minutos; 
  • Escolher entre fazer individualmente ou em até cinco componentes; 
  • Passar o arquivo para a professora no final da aula (não enviar por e-mail); 
  • Data da entrega: até o dia 12/05/12 
A reunião ocorreu na minha casa. Fiquei impressionada com a responsabilidade e dedicação das duas jovens e com a facilidade com o uso dos recursos tecnológicos. Elas criaram um vídeo que postarei abaixo. Espero que gostem:

Escrevendo e lendo com o jornal mural




Algumas turmas da nossa escola estão trabalhando com o jornal. Em uma delas, a professora incentivou os alunos a organizar um "Jornal Mural" no painel da classe. 


Objetivos:

• Reconhecer as finalidades e funções do suporte em questão: O jornal.
• Apresentar conteúdos dos textos a serem trabalhados considerando o reconhecimento de seu suporte, seu gênero e sua contextualização.
• Construir compreensão global do suporte em questão: observação quanto à diversidade de textos que compõem o jornal (entrevista, classificados, reportagens, propagandas, textos literários, quadrinhos, charges etc.).
• Produzir um pequeno texto: novo título para uma reportagem.
• Apreender as habilidades de leitura e escrita, desenvolver a autoria, refletir sobre o portador textual jornal.
• Trabalhar em equipe;
• Ter autonomia na busca do conhecimento, da informação;
• Ter curiosidade para atitudes investigativas;
• Visão para discernir o que é relevante ou não;
• Saber lidar com a alternância de posturas, ora de liderança, ora de subordinação;
• Tomar decisões práticas e objetivas;
• Ter iniciativa;
• Observar com atenção o que acontece ao seu redor (desde a comunidade escolar até o que ocorre no mundo);
• Ter visão crítica dos acontecimentos, entre outros.
• Trabalhar a visão interdisciplinar com os alunos e professores;
• Identificar e incentivar algum possível talento escondido entre os alunos;
• Valorizar o trabalho do aluno, buscando aumentar sua auto-estima;
• Valorizar o trabalho em equipe;
• Desenvolver a visão crítica;
• Promover e incentivar a leitura, produção e interpretação de texto.
• Promover e incentivar atos democráticos.
Motivação: Ler para escrever!
Esta atividade pretendeu envolver os alunos com a ideia de se tornarem, eles mesmos, produtores de um jornal mural. Vivemos em uma sociedade em que a cultura do impresso é muito expressiva.
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Importante: Estimular a produção, a impressão e a circulação de textos entre os alunos na escola contribui para que eles possam relativizar o poder da palavra escrita. O tema da primeira edição deve ser direcionado pelo professor, com o objetivo de construir uma identidade para os alunos.
Este é apenas um exemplo de uma possível organização de um jornal mural, pensado para uma entidade sindical, para se adequar à realidade da escola substituímos o “logo da entidade” por um desenho feito pelos alunos que represente a turma, o “editorial” por um texto de apresentação da turma e “convênios” por uma lista das atividades preferidas da turma.
Organizando o jornal
Nesta etapa os alunos deverão ser divididos em grupos e receber do professor o material para confecção do jornal: canetas, giz de cera, lápis de cor e folhas em branco. Cada grupo será responsável por uma parte do jornal e o professor deverá atribuir uma responsabilidade para cada grupo e conduzir a atividade de forma que todo o grupo se envolva na produção do jornal.

O primeiro grupo será responsável pelo nome da turma e pelo nome do jornal, o professor deve orientar que os alunos façam desenhos para acompanhar o nome

O segundo grupo será responsável pelo desenho principal do jornal que representa toda a turma, o professor poderá orientar os alunos a criar um desenho que represente cada um dos colegas ou ainda que mostre a turma desenhando. Claro que essa orientação sempre dependerá do nível da turma, o importante é que todo o grupo possa desenhar livremente e posteriormente estes desenhos poderão ser compostos como um único grande desenho.

O terceiro grupo fica responsável pelo texto principal que será escrito com a ajuda do professor. 

O quarto grupo será o responsável por recolher, anotar as datas dos aniversários de toda a turma. O professor também deve sugerir que os alunos produzam desenhos sobre aniversários.

O quinto grupo deve pegar a lista de atividades preferidas pela turma, levantada durante o debate e produzir desenhos para cada um dos itens.

Ao fim da atividade de desenho o professor deverá recolher todo o material e apresentar para a turma. Mostrar o que cada grupo fez e iniciar o processo de organização do mural.

Em um quadro o professor poderá pregar o material com a ajuda dos alunos, na seguinte ordem:
O nome da turma na parte superior direita do quadro.
O nome do jornal no centro superior do quadro.
O desenho que representa a turma no cento do quadro.
O texto sobre a turma no centro, abaixo do desenho principal.
As atividades preferidas na parte inferior direita .
Os aniversários na parte inferior esquerda.

28/04/2012

Registro de encantamento e atestado de importância - Stela Maris Rezende

"[...] Acontece assim: a gente abre um livro.
E o livro abre a vida da gente.
E quanto mais livro, mais livre, a modo e tempo
que essa livraria toda nos livra da desumanidade.

[...] A gente quer é saber mais, inventar outros modos de olhar,remexer num assunto complicado, gritar uma pergunta que bem podia ficar quietinha pra sempre num canto da memória de toda a humanidade;

[...]Cada livro é uma pergunta terrível, misteriosa, angustiante.
Ou uma pergunta engraçada, festosa, sacudida-sai-cedo.
Uma coisa de fantasia de verdade mentirosa verdadeira.

Um livro é um mundo onde a condição humana tem vez e voz, registro de encantamento e atestado de importância.

Quem lê pode respirar poesia.
Pode viver de prosa.

Quem lê tem uma chave,
uma maneira mais radiante de abrir o coração,
uma passagem, uma possibilidade,
um lugar de ave que se aventura, que deseja se livrar de morrer de desânimo[...]"

27/04/2012

Educar é humanizar

1. Educar é humanizar, é tornar o ser humano, que tem condição e não natureza pré-determinada, mais humano, racional e gregário; 

2. Educar é descentrar, isto é, ajudar a superar o "pecado original" do egocentrismo, que está em toda criança, para encaminhá-la rumo à socialização;

3. Educar é ensinar a olhar para fora - leitura do mundo, reconhecimento do outro - e para dentro - auto-conhecimento; 

4. Educar é fazer ler, escrever e contar para tornar o educando capaz de reflexão, narrativa e partilha;

5. Educar é facilitar a percepção de cada um e de todos como seres naturais e culturais, dotados de objetividade e subjetividade, quebrando a dissociação corpo/espírito;

6. Educar é ensinar a grande geografia, a percepção do nosso espaço vivido, e a imprescindível ecologia, pela qual nos compreendemos como parte da natureza, e não seus dominadores e exploradores;

7. Educar é despertar em cada um a consciência da história, que valoriza o passado que nos constituiu, o presente que nos explica e o futuro socialmente mais justo e igualitário a ser construído; 

8. Educar é politizar, ou seja, estimular em cada aluno a consciência de classe e de cidadania, o espírito crítico e o ânimo participativo na civitas, na polis, na sociedade humana; 

9. Educar é possibilitar o discernimento entre informação, em geral meramente publicitária e dispersa, moldada para forjar consumidores, e conhecimento, que vai fundo no entendimento do mundo, e forma pessoas;

10. Educar, enfim, é fazer artesanato, com a consciência de que a escola, por si só, não muda a sociedade, mas pode e deve transformar as pessoas, e essas, organizadas na cena pública, poderão revolucionar o mundo.
"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível."
Francisco de Assis
Uma das professoras da nossa escola está realizando o trabalho que exponho a seguir de acordo com o relato elaborado pela mesma: "Em 12/03/2012, tivemos a seguinte roda da conversa
1. Dar continuidade ao projeto de inclusão, através de conversas que levem a respeitar sobre as diferenças sócio econômicas. 
2. Fazer questionamentos e conduzir a conversa para o respeito com os menos afortunados, a importância em ser solidário, dividir o que sobeja nas nossas casas, desde que autorizados pelos pais, aprender a compartilhar. 
3. Informar que existem instituições que ajudam a quem tem fome. tais como a pastoral da saúde, que visitam as pessoas cadastradas nas Igrejas Católicas ou Centros Comunitários; o Centro Espírita, que faz comida todos os dias para as pessoas que moram nas ruas, catadores de papéis ou quem tiver fome e quiser comer pode, são limpos e tem pessoas que trabalham voluntariamente ... 
4. Pobreza é uma violação dos direitos humanos e segundo a fao: food and agriculture organization (explicar sobre esse órgão internacional), que a fome esta no mundo e temos 1 bilhão, que isso é muita gente, que estão subnutrida (...)".
Objetivo: Humanização 
Nesse mesmo dia um aluno, o Rafael entregou seu lanche para que fosse dividido na sala, e o lanche era um único pacotinho de biscoito club social. Insisti para que ficasse com seu lanche, e não teve jeito, dividi em pequeninos pedaços, onde cada um respeitosamente pegava um só. No dia seguinte outra criança trouxe de casa um pacote grande de biscoito para compartilhar. É esse o verbo da nossa turma, todo mundo é livre para compartilhar, não é obrigado. A partir disso quase todos os dias alguns pais e eu mesma, trazemos alguma coisa gostosa para compartilhar. Não importa a tamanho ou quantidade, nosso lema é dividir. Com isso outras boas práticas foram aparecendo, eles emprestam e devolvem materiais uns aos outros, meu armário não tem chave, e nada some, as bolsas ficam todas juntas e ninguém até este momento tirou alguma coisa do outro. Também, levei a ideia de compartilhamento para brinquedos, hoje mesmo recebemos alguns brinquedos usados para ficar na sala, e também lápis de cores, lápis preto e borracha".
Essa prática visa contrapor a uma ideologia cada vez mais dominante em nossa sociedade. 
A ideologia é o conjunto de ideias fundamentais que caracteriza o pensamento de uma pessoa, de uma coletividade ou de uma época. Também se trata da doutrina filosófica centrada no estudo da origem das ideias.
A ideologia tende a conservar ou a transformar o sistema social, econômico, político ou cultural existente. Conta com duas características principais: trata-se de uma representação da sociedade e apresenta um programa político. Ou seja, reflete sobre a forma como atua a sociedade no seu conjunto e, com base nisto, elabora um plano de ação para se aproximar e ir ao encontro daquilo que considera como sendo a sociedade ideal. (...)
O termo ideologia foi criado por Destutt de Tracy para evocar a ciência que estuda as ideias e as relações entre os signos que as exprimem. Posteriormente, Karl Marx transformou a ideologia no conjunto de ideias cuja relação com a realidade é menos importante que o seu objetivo (evitar que os oprimidos percebam o seu estado de opressão). Por isso, Marx afirma que a ideologia dá origem a uma falsa consciência das condições materiais de existência do homem.
Neste sentido, a ideologia é uma ferramenta de controle social para despojar o ser humano da sua liberdade, tornando-o parte de uma massa manipulável.

26/04/2012

O dinamismo das cores em Joan Miró.

Em uma produção completa de vanguarda, o pintor espanhol Joan Miró conseguiu unir o sofisticado e o primitivo, a complexidade das formas e a simplicidade da natureza representada, em um conjunto artístico que teve sempre constante o contraste das cores, dos signos e das sensações. Mesmo que sua obra tenha passado por momentos e gêneros distintos, há nela uma conjunção orbital harmônica, uma sintonia de tonalidades, formas e temas circulares, que giram ad infinitum em torno da mesma problemática: a interação do ser com o cosmos, do homem com o mundo, através da expressão universal do pensamento e da criatividade: a arte.
Nascido em 1893, em Barcelona, seus primeiros desenhos guardados datam da primeira década do século XX, época em que ingressou na Escola Superior de Artes Industriais e Belas Artes de Barcelona, onde trilhou os primeiros passos de uma jornada de aproximadamente oitenta anos de dedicação à arte. Na década seguinte, estudou na Escola de Arte de Francesc Galí, através da qual interagiu de forma estreita com a arte de vanguarda produzida na época e, a partir desse contato, organizou as primeiras exposições com obras já marcadas pela inovação. Em 1920, esteve, pela primeira vez, em Paris, onde conheceu Pablo Picasso, André Masson, Pierre Matisse, André Breton, Tristan Tzara, entre tantos outros nomes da arte moderna, época em que pintou o célebre "Carnaval de Arlequim" (1924-1925).
Para a pintá-la, afirma que fez inúmeros desenhos, nos quais exprimia as suas alucinações provocadas pela fome.
O amadurecimento do artista, contudo, não se deu apenas com seu contato com artistas e novas técnicas, mas com as consequências da Guerra Civil Espanhola e, principalmente, da II Guerra Mundial. Assim, nas décadas de 1930 e 1940, intensificaram-se os traços e surgiram obras-primas como a série "Constelações". 
Constellation: Despertar no início da manhã 1941 
Guache e lavagem de óleo sobre papel 
18-1/8 x 15 polegadas (46,0 x 38,0 cm) 
Kimbell Art Foundation, Fort Worth 
Prêmios acumularam-se na segunda metade do século XX e, em 1963, houve a exposição de sua obra completa no Museu Nacional de Arte Moderna de Paris, por ocasião de seus setenta anos. Entre as obras desse momento que se destacam estão "Azul II" (1961), "A lição de esqui" (1966) e "O ouro do azul" (1967), seguidas por "Maio de 1968" (1973) e "O jardim" (1977), entre inúmeras outras. 




Em 1975, foi fundada em Barcelona a Fundação Joan Miró, com a intenção de oportunizar ao público um espaço de referência à arte moderna e preservar a coleção do pintor catalão. Nela estão conservadas mais de 14.000 peças – uma verdadeira constelação de relíquias da modernidade. Em 1983, aos noventa anos, Miró faleceu na cidade natal, deixando o legado de uma paixão que o acompanhou por toda a vida.
Miró: "As pessoas e o cão diante do sol"
Tente montar o puzzle desta pintura de Miró, clicando no link abaixo
Dentre as principais características de sua obra, estão o despojamento da linguagem pictórica, a ruptura completa com os valores da arte tradicional e a liberdade suprema de criação, elementos que bem explicam o rótulo a ele dado de gênio solitário da arte – Miró não pertenceu a movimentos, nutriu-se deles para produzir algo único, singular. Inicialmente, aproximou-se das técnicas fauvistas, passando, após chegar a Paris, a uma significativa influência de tendências dadaístas e surrealistas, momento em que começou a utilizar grafismos e valorizou ainda mais as cores primárias, pintando grandes universos em meio ao vazio, elementos que o acompanharam nas décadas posteriores. Do Dadaísmo, colheu a destruição das formas e a colagem; já do Surrealismo, buscou a incongruência dos traços e a mistura entre o real e o irreal, produzindo obras que causaram, ao mesmo tempo, espanto e surpresa. Mas Miró, ao nutrir-se das vanguardas européias, na primeira metade do século XX, foi além desses movimentos, criando técnicas próprias, que podem ser visualizadas como uma síntese entre a complexidade do mundo moderno e a candura da natureza. Ao final dos anos de 1950, começou a ser frequente o extravasamento de cores nas telas, ora manchadas, escorridas, ora salpicadas, contrastando com o vazio. E, apesar da importância vital do preto, usado com abundância em seus trabalhos, a força suprema de toda a sua produção é a luz, em volta da qual sua arte gira astronomicamente.
Como pesquisador da arte, Joan foi além da pintura, perpassando a gravura, o desenho, a escultura e a cerâmica e, em todos os percursos, agiu como poeta-artesão, experimentando minuciosamente o novo. Também produziu diversos livros ilustrados, a partir de textos de escritores como Jacques Prévert, Tristan Tzara, Jacques Dupin, René Char e, até mesmo, João Cabral de Melo Neto, para quem ilustrou a monografia sobre sua obra, publicada em Barcelona, em 1950. O preto e o branco, bases da sua produção, auxiliam na interpretação da dinâmica da natureza, contornando ou servindo de fundo a cores mais vivas, como o azul, o amarelo, o verde e o vermelho – as quais têm participação constante na arte de Miró. Cores que se aproximam da natureza primitiva, vinculada diretamente à vida camponesa, artesanal do interior da Catalunha, onde – mais especificamente em Mont-roig – a família tinha uma propriedade rural e Joan construiu seu principal ateliê. Ali o artista foi um verdadeiro jardineiro das cores, como ele mesmo definiu, buscando cultivar a liberdade de pensamento e de expressão: Trabalho como um jardineiro. [...] Mal começo a pintar uma paisagem, começo a amá-la com um amor que nasce de uma compreensão gradual. Lentamente, vou entendendo a imensa riqueza de nuances – uma oferenda concentrada, que é uma oferenda do Sol. (2005, p.26)
Cabeça de uma Mulher - 1938 
Óleo sobre tela 
18 x 21 5/8 de polegada (45,72 x 54,93 cm) 
Minneapolis Instituto de Artes, Minnesota
Miró criou um universo de símbolos que representaram não só uma época, mas o ser e o mundo em sua magnitude. Os ângulos pelos quais lançou seu olhar sobre a realidade provocam reflexões que ultrapassam o tempo histórico, perpetuando-se eternamente - característica que somente a grande arte possui: a de partir da experiência individual para projetar-se em dimensões planetárias, unindo assim tempos e espaços disformes. Através da descoberta, da criatividade e da ousadia, a técnica de Joan Miró pode ser percebida com um universo mágico, dotado dos mais variados elementos da natureza, construído pelas mãos e pela alma do criador.
por Cimara Valim de Melo

ARTES - TÉCNICA DO BOMBRIL

O Que é Arte?
A Arte se define como uma criação do homem com valores estéticos que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e sua cultura. O ser humano já deixava sua marca nas pedras e cavernas desde a pré-história, fazia assim o registro da história do mundo.
A Arte se apresenta de várias formas: a plástica, a música, a escultura, o cinema, o teatro, a dança, a arquitetura, a poesia, etc.
Para se comunicar o homem (artista) precisa da arte e da técnica e essa comunicação se dá através do que se vê (visual), do que se ouve (auditivo) ou do que se vê e se ouve ao mesmo tempo (audiovisual).
Hoje, alguns tipos de arte permitem que o apreciador participe da obra, e até que interaja com ela, em alguns casos modificando-a.


Descrição
Técnica do bombril e folhas coloridas de revistas. Sobreposição de imagens e elaboração da composição a partir de um tema proposto ou escolhido pelo aluno. O aluno cria uma forma com a folha da revista, coloca sobre o suporte (cartolina, sulfite, canson, etc) e passa o bombril em cima da folha colorida. A tinta se desprende do papel criando efeitos visuais bastante variados no suporte.




Veja abaixo as produções artísticas de alguns alunos da nossa escola.





25/04/2012

COMO ENTENDER E RESPEITAR A PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Preocupados com essa questão convidamos o psicólogo da Secretaria Municipal da Educação Gilson Cardoso e a empresária Elaine Carvalho proprietária da Empresa Adapti Mobilidade Reduzida, localizada na Rua Maciel Parente Nº 26 - Bairro Monte Castelo - Marília - SP. Telefone: 3316-0553 ou 3316-0552 http://www.adapti-mr.com.br/ para uma discussão sobre essa temática com nossos funcionários. 
Iniciamos o encontro com o testemunho de vida da empresária Elaine nos contando como foi que ela se tornou há aproximadamente cinco anos "portadora de Necessidades Especiais". Relatou sobre suas angustias, medos, provações, dúvidas, alegrias, superações, dificuldades, sonhos, rotina, maternidade, trabalho, lutas, etc. 
Ficamos extasiados com tanta energia positiva, bom humor, otimismo, garra, alegria, etc. Foi sem dúvida, um dos melhores encontros que já participei nessa trajetória de educadora. 
O Psicólogo Gilson Cardoso nos ajudou a refletir um pouco sobre as relações interpessoais na escola: desafios, dificuldades, caminhos, etc.
"Mas, se relacionar não implica em uma tarefa fácil, pois precisamos muitas vezes conviver com: Sentimento de Abandono (...) Solidão (...) Decepção (...) Mal entendidos (...) Fofocas (...) Traições (...) Mentiras (...) Perdas (...)
Sendo assim, o que precisamos fazer para nos relacionarmos bem?
Infelizmente não podemos fazer nada, mas precisamos ser: Tolerantes (...) Compreensivos (...) Solidários (...) Gentis (...) Acolhedores (...) Saber ouvir (...) Saber falar (...) Respeitar (...) E acima de tudo (...) saber amar e fazer-se amado (...)". 
                                          
Adapti Mobilidade Reduzida :: adapti.mr@hotmail.com
Lembre-se de que as pessoas com deficiência são indivíduos próprios. Elas não pertencem a você, à família, aos médicos ou à sociedade. 

—Cada pessoa com deficiência é diferente das outras e que, independente do rótulo que lhe seja imposto para a conveniência de outras pessoas, ela ainda assim é uma pessoa “única”. Não existem duas crianças com síndrome de Down que sejam iguais, ou dois adultos com deficiência auditiva que respondam ou reajam da mesma forma. 

Elas são pessoas antes de tudo e têm o mesmo direito à auto-realização que quaisquer outras pessoas, no seu ritmo próprio, à sua maneira e por seus próprios meios. Somente elas podem superar suas dificuldades e encontrar a si mesmas. 

As pessoas com deficiência têm a mesma necessidade que você de amar e ser amado, de aprender, partilhar, crescer e experimentar, no mesmo mundo em que você vive. Elas não têm um mundo separado. Existe apenas um mundo. 

—As pessoas com deficiência têm o mesmo direito que você de fraquejar, falhar, sofrer, desacreditar, chorar, proferir impropérios, se desesperar. Protegê-las dessas experiências é evitar que vivam. 

Somente as pessoas com deficiência podem lhe dizer o que é possível para elas. Nós, que as amamos, devemos ser observadores atentos e sintonizados.

As pessoas com deficiência devem agir por conta própria. 

Podemos oferecer-lhes alternativas, possibilidades e instrumentos necessários - mas somente elas podem colocá-los em ação. Nós podemos apenas permanecer firmes, e estar presentes para reforçar, encorajar, ter esperanças e ajudar quando possível. 

As pessoas com deficiência, assim como nós, estão preparadas para viver como desejarem. Elas também devem decidir se desejam viver em paz, com amor e alegria, como são e com o que têm, ou deixar-se ficar numa apatia lacrimosa, esperando a morte. 

As pessoas com deficiência, independente do grau, têm um potencial ilimitado para se tornar não o que nós queremos que sejam, mas o que elas desejam ser. 

As pessoas com deficiência devem encontrar sua própria maneira de fazer as coisas – impor-lhes nossos padrões (ou os da cultura) é irreal e até mesmo destrutivo. Existem muitas maneiras de se amarrar os sapatos, beber em um copo, chegar até o ponto do ônibus. Há muitas formas de se aprender e se adaptar. Elas devem encontrar a forma que melhor se lhes ajuste. 

As pessoas com deficiência também precisam do mundo e das outras pessoas para que possam aprender. O aprendizado não acontece apenas no ambiente protetor do lar ou em uma sala de aula, como muitas pessoas acreditam. O mundo é uma escola, e todas as pessoas são professores. Não existem experiências insignificantes. Nosso trabalho é agir como seres humanos afetuosos, com curativos emocionais sempre prontos para uma possível queda, mas com novos mapas à mão para novas aventuras! 

Lembre-se de que todas as pessoas com deficiência têm direito à honestidade em relação a si mesmas, a você e a sua condição. Ser desonesto com elas é o pior serviço que alguém pode lhes prestar. A honestidade constitui a única base sólida sobre a qual qualquer tipo de crescimento pode ocorrer. E, acima de tudo, lembre-se de que elas necessitam do que há de melhor em você. A fim de que possam ser elas mesmas e que possam crescer, libertar-se, aprender, modificar-se, desenvolver-se e experimentar, você deve ter essas capacidades. Você só pode ensinar aquilo que sabe. Se você é aberto ao crescimento, ao aprendizado, às mudanças, ao desenvolvimento e às novas experiências, permitirá que elas também o sejam.

    Declaração de Manágua
    "Queremos uma sociedade baseada na igualdade, na justiça, na equiparação e na interdependência, que assegure uma melhor qualidade de vida para todos, sem discriminação de nenhum tipo, que reconheça e aceite a diversidade como fundamento para a convivência social. Uma sociedade onde o primeiro direito seja a condição de pessoa, de todos os seus integrantes, que garanta sua dignidade, seus direitos humanos, sua autodeterminação, sua contribuição à vida comunitária e seu pleno acesso aos bens sociais.
    Fonte: Bengala Legal | Leo Buscaglia, educador ítalo-americano.
    Texto adaptado para divulgação no site do Instituto Indianópolis
Só por hoje...
... Só por hoje direi que estou de mal com a depressão e se ela der as caras aplicar-lhe-ei vinte bofetões de alegria.
... Só por hoje darei alta aos analistas, psicólogos, psiquiatras, conselheiros, filósofos e proclamarei que se antes eu era porque era o que eu era agora sou o que sou por que sou tão feliz quanto penso que sou. Como penso que sou feliz, logo sou.
... Só por hoje direi que a vida é uma festa, acreditarei que a vida é uma festa e farei da festa a minha vida.
... Só por hoje admitirei que todo homem nasce feliz, passa a infância feliz, depois cresce e esconde a felicidade para que não a roubem, só que daí esquece onde a colocou. Mas só por hoje lembrarei que estás na minha mente.
... Só por hoje rirei á toa e contar-me-ei uma piada tão velha quanto à história daquele sujeito que olhava por cima dos óculos para não gastar as lentes. 
... Só por hoje, revelarei ao mundo que sou feliz e chamarei de absurda toda a opinião contrária. 
... Só por hoje acreditarei que ri melhor quem ri por si mesmo. Já estou rindo.
... Só por hoje informarei a todos que sou tão feliz quanto resolvi ser. 
... Só por hoje guardarei a seriedade no baú e deixarei que a criança interior brinque comigo o tempo todo.
... Só por hoje estarei tão bem humorado que rirei até daquele anuncio que diz: “vende-se uma mala por motivo de viagem.”
... Só por hoje admitirei que ser feliz é tão simples quanto dizer que sou feliz. 
... Só por hoje estarei tão feliz que não sentirei falta de sentir falta da felicidade. 
... Só por hoje expulsarei da minha casa a tristeza e hospedarei a alegria, o sorriso e o bom humor.
... Só por hoje abrigarei a felicidade sob o meu teto, vesti-la-ei com roupas do bem-estar, dar-lhe-ei a comida do sorriso, a bebida da alegria e a divertirei com conversas agradáveis e positivas.
... Só por hoje me divorciarei do passado, romperei o namoro indecoroso com os males do presente e casarei indissoluvelmente com a felicidade.
Paulo Trevisan

Bem-vindo à Holanda - Emily Perl Kinsley

"No dia que descobrimos que Samuel era especial eu fiquei apavorada. Tinha medo de tudo que meu filho teria que enfrentar, ele teria que ser muito forte, pois o seu péssimo diagnóstico o remeteria para uma vida instável, cheia de incertezas e que arrebataria um pedaço de nós para sempre! Hoje, desde que acordei, estou me sentindo da mesma forma como me senti naquele dia. É um sentimento estranho, um tanto de tristeza, outro tanto de medo, um pouquinho de insegurança e um caminhão de lágrimas. Foi assim, num dia como hoje, numa sexta feira, que descobrimos que nossa vida nunca mais seria a mesma". 
Alguns dias depois, uma amiga me mandou um link de um vídeo tão lindo, tão emocionante, que ela já havia me mostrado antes, mas que eu, talvez por não ter noção do quanto aquilo significava para ela, nunca havia assistido. Nesse dia ela mandou e com um sorriso tão lindo ela disse: "Bem vinda à Holanda, Li!" (...)
Frequentemente sou solicitada a descrever a experiência de criar um filho portador de deficiência, para tentar ajudar as pessoas que nunca compartilharam dessa experiência única a entender, a imaginar como deve ser. É mais ou menos assim... 

Quando você vai ter um bebê, é como planejar uma fabulosa viagem de férias - para a Itália. Você compra uma penca de guias de viagem e faz planos maravilhosos. O Coliseu. Davi, de Michelangelo. As gôndolas de Veneza. Você pode aprender algumas frases convenientes em italiano. É tudo muito empolgante. 

Após meses de ansiosa expectativa, finalmente chega o dia. Você arruma suas malas e vai embora. Várias horas depois, o avião aterrissa. A comissária de bordo chega e diz: "Bem-vindos à Holanda". 

"Holanda?!? Você diz, "Como assim, Holanda? Eu escolhi a Itália. Toda a minha vida eu tenho sonhado em ir para a Itália." 

Mas houve uma mudança no plano de voo. Eles aterrissaram na Holanda e é lá que você deve ficar. 

O mais importante é que eles não te levaram para um lugar horrível, repulsivo, imundo, cheio de pestilências, inanição e doenças. É apenas um lugar diferente. 

Então você deve sair e comprar novos guias de viagem. E você deve aprender todo um novo idioma. E você vai conhecer todo um novo grupo de pessoas que você nunca teria conhecido. 

É apenas um lugar diferente. Tem um ritmo mais lento do que a Itália, é menos vistoso que a Itália. Mas depois de você estar lá por um tempo e respirar fundo, você olha ao redor e começa a perceber que a Holanda tem moinhos de vento, a Holanda tem tulipas, a Holanda tem até Rembrandts. 

Mas todo mundo que você conhece está ocupado indo e voltando da Itália, e todos se gabam de quão maravilhosos foram os momentos que eles tiveram lá. E toda sua vida você vai dizer "Sim, era para onde eu deveria ter ido. É o que eu tinha planejado." 

E a dor que isso causa não irá embora nunca, jamais, porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa. 

No entanto, se você passar sua vida de luto pelo fato de não ter chegado à Itália, você nunca estará livre para aproveitar as coisas muito especiais e absolutamente fascinantes da Holanda.
"Não entendi muito bem o que ela queria dizer, mandei como resposta uma interrogação. Ela sorriu e me pediu pra ver o vídeo e eu assisti... ... ... Foi o vídeo mais lindo que eu já vi na vida, tão simples, mas tão perfeito!
Ele mexe com a minha alma inteira, com o meu coração e hoje mexe com a minha saudade! Ser mãe de um bebê especial me torna tão especial quanto ele. Mesmo que ele não esteja mais comigo para me dizer isso, eu sinto como se estivesse, pois em cada passo que dou, em cada palavra que eu digo, em cada cheiro que eu sinto, eu tenho de volta um pouquinho dos momentos mais lindos que passei ao lado dele. Não é porque Samuel não está mais aqui que ele deixou de ser especial, agora ele é especial de outras formas. Especial pra mim, para muitas pessoas que oraram, que ajoelharam pra pedir por ele. Ele é especial para Deus, que o trouxe pra me dar a lição mais singela, mais sublime e mais necessária que a vida poderia me dar. Meu pequeno soube, mesmo em tão pouco tempo, o quanto ele foi amado... e pra mim isso é o bastante"!!
"Enterrar um filho foge à regra natural da vida. Um filho nunca morre em vão! Sempre deixa uma lição de vida e cabe a nós aceitá-la ou viver o luto eterno, desconsolado e incontestável de um coração para sempre partido. Pelo meu filho EU decidi ser feliz, mas isso não me torna uma mãe insensível, pelo contrário! Meu filho me ensinou o real valor da vida, me ensinou que a Felicidade está nas pequenas coisas e que as perdas nos ajudam a crescer! Sou uma mãe pela metade, mas uma mãe EM PAZ"!
Crianças com necessidades especiais precisam de pais com habilidades especiais
10% da população mundial dos países em desenvolvimento tem algum tipo de deficiência, sendo o percentual de incidência de deficiência distribuídos da seguinte forma:

Deficiência Mental : 5 %
Deficiência Física: 2 %
Deficiência Auditiva: 1,5%
Deficiência Visual: 0,5 %
Deficiência Múltipla: 1 %

Num universo de cerca de 170 milhões de brasileiros, 10 % da população é portadora de algum tipo de deficiência (mental, auditiva, múltipla ou visual)”

(OMS – censo 1990 e ONU) Fonte: Coleção Educação Especial – Federação Nacional das APAES Declaração dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência

A VERDADEIRA AMIZADE

A VERDADEIRA AMIZADE

5 Boca doce granjeia* muitos amigos
(* 1 Confeito miúdo. 2 Pequena pílula medicamentosa, preparada num tacho com xarope aromático.)
e lábios afáveis atraem saudações.
6 Sejam muitos os teus amigos,
mas o teu confidente um só entre mil.
7 Queres ter um amigo? Adquire-o com a prova
e não te apresses em confiar nele;
8 porque há amigo que se vai com o tempo,
e no dia da tribulação não é constante.
9 Há amigo que se torna inimigo,
e descobrirá, para tua vergonha, querelas*.
(*Discussão em que há troca de palavras violentas.) 
10 Há amigo que só o é para a mesa,
e que nos dias da desgraça desaparece;
11 na tua prosperidade é como se fosse outro tu,
na tua desventura afasta-se de ti;
12 se te colhe o infortúnio*, volta-se contra ti,
(*Fortuna adversa, desgraça, infelicidade: viver no infortúnio.
Fato, acontecimento funesto.)
e oculta-se da tua presença.
13 Permanece afastado de teus inimigos,
e com os teus amigos tem cuidado.
14 Um amigo fiel é um refúgio poderoso,
e quem o encontra, achou um tesouro.
15 Amigo leal não tem preço,
e nada se iguala ao seu valor.
16 Bálsamo vital é o amigo fiel;
os que temem a Deus o encontram.
17 O que teme a Deus é constante na sua amizade
porque qual é ele, tal é também o seu amigo.
ECLESIÁSTICO, 6,5-17

AMIGOS E COMPANHEIROS

10 Não abandones o velho amigo,
porque o novo não o iguala.
Amigo novo é vinho novo,
Faze-o envelhecer e depois bebe-o. 
ECLESIÁSTICO, 9,10

Colaboração de Afonso Rebelo
(Esse texto está no livro Eclesiástico na Bíblia compilada pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma, Edições Paulinas. Trata-se da chamada Bíblia Católica, em oposição à Bíblia Protestante. Bastante esclarecedor quanto a essas diferenças é o texto contido no site www.cancaonova.com)

Meus sinceros agradecimentos a todos que me acompanham nessa jornada (...). Especialmente a amiga que me enviou essa mensagem. 

Em tempo: Os esclarecimentos de alguns termos visa auxiliar a leitura de um grupo de alunos da nossa escola que acompanham sistematicamente as postagens desse blog. Muito obrigado pelo carinho e admiração!!!