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04/03/2012

LITERATURA – PEDRO E O LOBO

Revendo minhas anotações a respeito da leitura dos semanários, encontrei um registro a respeito do trabalho que será descrito abaixo. Foi realizado por um dos professores da nossa escola no ano de 2011. Lembro-me que gostei muito do encaminhamento dado e dos comentários a respeito do envolvimento dos alunos. Acredito que a grande “contribuição” na construção deste blog seja essa: “proporcionar aos docentes tanto da nossa escola, como de outras, acesso a bons trabalhos desenvolvidos por seus pares, além da possibilidade de leitura fruição e momentos de reflexão".
A educação tem sido muito “criticada” (claro que temos muitos problemas), mas por profissionais que estão em geral “fora da escola”. Nós que estamos no cotidiano e vivenciamos todas as dificuldades, mas também os “sucessos” temos “obrigação” de divulgar também. Não acham?
UM CONTO DE FADAS COM MÚSICA
Pedro e o Lobo é uma estória criada em 1936 por Sergei Prokofiev, para ensinar crianças sobre diferenças de instrumentos musicais. Na estória, cada personagem é representado por um ou instrumento diferente.
A HISTÓRIA EM TEXTO: 
Pedro é um garoto que vive com o seu avô no campo russo. Um dia, Pedro deixa a porta do jardim aberta, o pato aproveita a oportunidade para ir nadar à lagoa. Começa a discutir com um pequeno pássaro (“Que tipo de pássaro é você, se você não pode voar?” - “Que tipo de pássaro é você, se você não pode nadar?”). O gato de Pedro aparece de repente e o pássaro (advertido por Pedro) voa para uma árvore alta.
O avô rabugento de Pedro o traz de volta para o jardim e fecha a porta no caso de algum lobo vir. Pouco depois “um grande, lobo cinzento” sai do bosque. O gato sobe pela árvore, mas o pato, que saiu da lagoa, é engolido pelo lobo.
Pedro vai buscar uma corda e passa por cima da parede do jardim para à árvore. Pede ao pássaro que voe em torno da cabeça do lobo, enquanto ele baixa uma corda para prender o lobo pela cauda.
Os caçadores saem dos bosques e disparam no lobo, mas Pedro pára-os. Todos levam o lobo ao jardim zoológico em uma procissão triunfante. No fim pode-se ouvir o pato dizer "quack" no estômago do lobo, “porque o lobo tinha-o engolido vivo.”
Em algumas versões, o pato sai do lobo enquanto este está pendurando da corda. Junta-se então a todos para levar o lobo para o jardim zoológico.
HISTÓRIA EM DESENHO: 

Ilustrações criadas por Renato Moriconi para compor a narrtiva do musical infantil “Pedro e o Lobo”, de Sergei Prokofiev:

VÍDEO-HISTÓRIA 1 E 2 

Pedro e o lobo (dublado) Disney - parte 1

Pedro e o lobo é um dos 10 curtas-metragens que fazem parte do 8º Clássico Disney de 1946. 
Esse clássico ainda não foi lançado no Brasil em DVD. Mas Pedro e o lobo chegou a ser lançado (separadamente) em VHS no Brasil. Aí está ele com a nossa dublagem dividido em três partes.

Pedro e o lobo (dublado) Disney - parte 2

Pedro e lobo (dublado) Disney - parte 3
OBJETIVOS:
  1. Reconhecer ideias principais e secundárias que se encontram presentes no conto Pedro e o Lobo.

PEDRO E O LOBO POR RITA LEE:

O álbum DE 2004 traz uma versão única da maravilhosa história infantil "Pedro e o Lobo", escrita por Sergei Prokofiev. Neste disco, o famoso conto de Prokofiev é narrado por Rita Lee. Com o seu talento, a cantora trazer para o CD um clima de aventura e diversão com a ajuda da Orquestra Nova Sinfonieta, regida pelo Maestro Roberto Tibiriçá. A capa, para facilitar a identificação, é esta:
CONHECIMENTOS PRÉVIOS:
"Conto Russo" - lidam com feiticeiras, fadas, animais, camponeses (...)

Ao falarmos sobre conto, logo nos reportamos com a ideia de um texto narrativo no qual predomina todos os elementos ligados a esta tipologia textual, isto é, Tempo, Espaço, Narrador, Personagens e Enredo. 

Das narrativas orais dos antigos povos até a publicação em livros na realidade atual, da narrativa popular literária, o conto se aperfeiçoou muito, resultando em diversas classificações. 

Desta forma, é comum encontrarmos antologias que reúnem os contos por: 

-  nacionalidade: Conto russo, brasileiro; 

- por temas: Contos maravilhosos, fantásticos, de terror, de mistério, de ficção científica, dentre outros; 
-  e também por outras classificações: Conto moderno, contemporâneo, etc. 
No campo das artes, mais especificamente na Literatura, os artistas estão sempre empenhados em renovar suas formas de expressão, e em função disso, quebram certas convenções do gênero que utilizam. 
De modo convencional, o conto se estrutura dos seguintes elementos: Apresentação, Complicação, Clímax e Desfecho. 
Modernamente, os contos tornaram-se mais concentrados, apoiando-se em técnicas inovadoras, como é o caso do flashback e o tempo psicológico, onde este determina o tempo ligado às emoções, às recordações vividas pelos personagens, e aquele é um recurso de voltar ao passado, uma espécie de enredo não linear.
Entre os principais contistas da atualidade cita-se: Dalton Trevisan, Moacyr Scliar, Ignácio de Loyola Brandão, Ricardo Ramos e Sérgio Santana.


Vejamos agora um conto de Dalton Trevisan, intitulado “Apelo”: 
Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho. 
Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, até o canário ficou mudo. Não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem o perdão de sua presença, última luz na varanda, a todas as aflições do dia. 
Sentia falta da pequena briga pelo sal no tomate — meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa. Calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.

Dando ênfase ao conto fantástico, o mesmo teve sua origem no século XVII. Entretanto, nas décadas de 1970-80, teve um surpreendente florescimento nos países latino-americanos, como o Brasil, que vivia um período de grande repressão política, censura e repressão em decorrência da Ditadura Militar. 
De acordo com a ideologia dos escritores da época, a atmosfera ilógica e absurda de suas obras, era um meio de denunciar a realidade opressiva e incoerente em que viviam. 
Entre os destaques estão: Julio Cortázar, Gabriel García Márquez, Murilo Rubião, José J. Veiga e outros.
Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

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DUAS CABRAS NUMA PONTE
(conto russo)
Uma ponte estreita ligava duas montanhas. Em cada uma das montanhas vivia uma cabra. Dias havia em que a cabra da montanha ocidental atravessava a ponte para ir pastar na montanha oriental. Dias havia em que a cabra da montanha oriental atravessava a ponte para ir pastar na montanha ocidental. Mas, um dia, as cabras começaram a atravessar a ponte ao mesmo tempo.
Encontraram-se no meio da ponte. Nenhuma queria ceder passagem à outra.
— Sai da frente! — gritou a Cabra Ocidental. — Estou a atravessar a ponte.
— Sai tu da frente! — berrou a Cabra Oriental. — Quem está a atravessar sou eu!
Como nenhuma delas queria recuar e nenhuma delas podia avançar, ali ficaram, enfurecidas, durante algum tempo. Finalmente, entrelaçaram os chifres e começaram a empurrar. Eram tão semelhantes em força que apenas conseguiram empurrar-se uma à outra da ponte abaixo. Molhadas e furiosas, saíram do rio e subiram a encosta, a caminho de casa, cada uma murmurando para si: “Vejam só o que a teimosia dela provocou.”
Margaret Read MacDonald
Peace Tales
Arkansas, August House Publishers, Inc., 200

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