Licensa

01/03/2012

Literatura infantil

Pedro e Tina - Uma Amizade Muito Especial
Pedro fazia tudo torto; se quisesse desenhar uma linha, ela saía torta; os cordões de seus sapatos nunca estavam bem amarrados. Já Tina fazia tudo certinho. Um dia, eles se encontraram e Pedro ficou encantado com o jeito de Tina fazer tudo certinho, mas Tina bem que gostaria que tudo que fizesse não fosse tão perfeito. Assim, falando da amizade entre Pedro e Tina, Stephen Michael King está nos falando da necessidade de sermos equilibrados: masculino e feminino, certo e errado, positivo e negativo.
Motivação para a leitura 
· Propor que cada criança desenhe seu melhor amigo, fazendo um lindo trabalho para apresentá-lo. 
Propostas de atividades 
Linguagem oral: 
· Explorar a capa do livro. O que aparece nesta capa? Que nome vocês dariam para este livro? 
· Além de Tina, Pedro tem um outro amigo, que sempre está pertinho dele. Quem será esse amigo? 
Após a leitura: 
· Descrever Pedro e Tina. 
· Pedir que os alunos elaborem uma lista de amigos e desenhem o que gostam de fazer com cada um desses amigos. Em roda, cada criança deverá falar dos amigos listados.
Stephen Michael King
Autor
(...) Seu primeiro livro, "O Homem Que Amava Caixas", é um adorável e prazeroso conto sobre um homem que tem dificuldades para dizer ao filho que o ama. O tema fez tantos simpatizantes em todo o mundo que ganhou o prêmio Family Award for Children’s Books em 1996. Desde então, Stephen já escreveu e ilustrou outros dois livros, "Patrícia" e "Pedro e Tina"; (...)
Stephen cresceu em um subúrbio de Sydney e desde pequeno já gostava de desenhar. Enquanto muitas crianças deixaram para trás a vontade de desenhar, para Stephen era, além da essência da vida, uma das poucas maneiras que tinha de expressar-se, uma vez que, por volta dos nove anos, ele começou a ficar surdo. 
"Era hereditário, um osso no meu ouvido começou a se deteriorar", conta Stephen. "Naquela época eu passei de um feliz estudante, sempre com nota A, para um outro nível, em que fui reprovado em todas as matérias, com exceção de Educação Artística. A deficiência dificultou meu relacionamento com os amigos; foi muito difícil para mim e acabei me tornando introvertido, desenhando e escrevendo muito. Me tornar surdo foi uma mudança grande na minha vida. Até hoje fico apavorado se preciso falar em aulas ou coisas do tipo, mas se tenho um lápis na mão, consigo expressar coisas, sentimentos! Para mim é uma forma de comunicação." (...)
"Homem Que Amava Caixas" finalmente saiu em 1995, (...). A história é sobre meu pai e eu, quando era adolescente e fiquei surdo. Eu tive vários problemas sociais, e minha relação com meu pai tinha acabado. Nossa comunicação era difícil em vários níveis. Naquele momento eu não percebi, só mais tarde, que ele estava se comunicando de outras maneiras, fazendo pequenas coisas para mim. Realmente, foi com trinta anos, olhando para trás, que eu percebi isso. Escrevi a história e fiz do pai um pai, e do menino uma jovem criança, mas também tem algumas considerações minhas sobre a paternidade em geral, apesar de ter sido escrito antes de eu ter meus filhos. Eu tinha trabalhado com crianças e sabia que definitivamente não queria ser um pai que trabalha dez horas por dia, sete dias por semana. O livro tornou-se um grande sucesso, foi vendido em oito países e me ajuda a trabalhar em casa. 
"Entretanto, o sucesso era um pouco desanimador e me fez refletir sobre como eu poderia levá-lo adiante. "Patrícia", que veio logo depois, foi um livro difícil de escrever. Parte dele veio da minha própria experiência de ser parcialmente surdo, ter ideias e não poder conversar sobre elas, não porque não tinha habilidade de falar, mas se eu falasse não teria como ouvir o que as pessoas respondiam. Entretanto, acho que as características de "Patrícia" não envolvem o leitor o suficiente e que o livro foi afetado por minha ansiedade e por eu não ter tanta confiança na minha escrita como em meus desenhos." 
"Achava que a personagem precisava ser um pouco mais uma pessoa mas, quando fui a uma escola de deficientes e mostrei "Patrícia" para as crianças, elas adoraram. Em suma, o livro tem muitas qualidades mas precisa ser desenvolvido. Para o próximo livro, achei que teria de imaginá-lo antes de mostrar a uma editora; então pesquisei, analisei por que fiz isto, por que fiz aquilo, confiei mais nos meus instintos e me preparei para ir batalhar por eles." 
"'Pedro e Tina' é o primeiro livro que acho completo em todas as formas. Estou contente com o texto, o desenho, com a produção e a aparência do livro. É uma sensação de obra completa. Eu gostaria de poder ilustrar "O Homem que Amava Caixas" de novo, mas creio que não posso voltar atrás e refazê-lo. Com "Pedro e Tina" eu sinto que encontrei o ponto em que estava feliz com o que eu estava fazendo. Acho que de alguma forma ele foi inspirado na minha esposa e em mim. Eu não achei isso no momento em que o escrevi, mas depois da história completa, as pessoas diziam: São você e Trisch, são você e Trisch! Então eu percebi: Somos eu e Trisch! Eu achei que tinha escrito uma história de duas crianças que aprenderam coisas diferentes mas aceitam suas diferenças e criam coisas juntas, com seus opostos se aproximando. Mas, bem lá no fundo, acho que somos Trisch e eu. Nós combinamos em muitas coisas, mas também somos diferentes em várias outras. Eu era o 'fora das convenções' e ela era a capitã da escola. 
“'Pedro e Tina' foi muito bem recebido. É um livro para crianças mas também para adultos. As crianças parecem gostar pela diversão do 'até embaixo d'água' e outras coisas como essa. Para os adultos, é um toque de equilíbrio que eles gostam de perceber." 
"Acho que estou começando a me divertir com meu trabalho. Se você olhar meus três livros juntos, notará que, em "O Homem Que Amava Caixas", os personagens não têm boca; em "Patrícia", sua boca só aparece no segundo terço da história e, em "Pedro e Tina" os personagens sorriem a história toda. Não foi intencional. Parece estranho mas, de alguma forma, através dos meus livros, eu me desenvolvi. Eu era introvertido, uma pessoa tímida, a capacidade de criar algo e fazer livros me despertou."
Comparativo entre o livro Pequeno Azul e o Pequeno Amarelo, Pedro e Tina e a obra abraço de Romero Brito.
O que há de comum entre esses textos? 
Objetivo: Levá-los a perceber que mesmo com linguagens visuais diferentes todos prezam o mesmo sentimento que é a união e a amizade apesar das diferenças.
Sugestão da professora Paula - para ver mais atividades: clique aqui

2 comentários:

  1. Esse livro é uma graça e com um conteudo barbaro...somente a leitura e discussão já sao validas..mas ha varias sugestoes de atividades interessantes como esta que relatou...tem algumas nesse link....
    http://coordpedagogica.sites.uol.com.br/pedroetina.html. fica a dica.

    ResponderExcluir
  2. Que legal que você gostou e contribuiu com uma dica para nos enriquecer ainda mais!!!! Essa é a importância desse espaço...todos nós ganhamos com as trocas e contribuições. Valeu!!!!
    Beijos
    Rose

    ResponderExcluir