Licensa

25/03/2012

Homenagem a Chico Anízio

 
Nesta sexta-feira dia 23/03/12 viajei para casa da minha querida mãe. Fui matar as saudades (...) e tive a alegria de encontrar alguns dos meus irmãos (exceto dois....infelizmente) e alguns sobrinhos. Fui com um casal de amigos daqui (que considero como se fossem da minha família), foi uma benção!!! (Por isso não postei nada ontem). Cheguei tarde. Só hoje fiquei sabendo através de um programa que costumo assistir na TV, sempre que posso, da morte do grande escritor, comediante, ator, (...) Chico Anízio. Não é porque não convivemos que essa perda seja "pequena" ou menos dolorosa (...). Para mim, a morte ainda é sempre muito difícil de "entender". No referido programa, foi realizado um "Tributo a Chico Anízio" através da reapresentação de um programa exibido em dezembro de 2006 que colocarei abaixo, vale a pena assistir...

Em 2006, humorista participou do programa de Rolando Boldrin, onde contou causos e piadas e cantou uma música de Belchior.

"O velório no nordeste é bem comemorado, as suas excelências, as pessoas cantam, porque a morte é quase comemorada (...) Há umas coisas no nordeste, feito um coronel que perguntaram: "quantos filhos o senhor tem"? Ele disse: "Eu tenho 19". Não era 24? Mas isso morre muito... Sabe porque, a morte não é sofrida, sentida como é nos outros lugares (...)"

Galos, Noites e Quintais - Belchior
Quando eu não tinha o olhar lacrimoso,
que hoje eu trago e tenho;
Quando adoçava meu pranto e meu sono,
no bagaço de cana do engenho;
Quando eu ganhava esse mundo de meu Deus,
fazendo eu mesmo o meu caminho,
por entre as fileiras do milho verde
que ondeia, com saudade do verde marinho:

Eu era alegre como um rio,
um bicho, um bando de pardais;
Como um galo, quando havia...
quando havia galos, noites e quintais.
Mas veio o tempo negro e, à força, fez comigo
o mal que a força sempre faz.
Não sou feliz, mas não sou mudo:
hoje eu canto muito mais

A morte chega cedo - Fernando Pessoa
 
A morte chega cedo, 
Pois breve é toda vida 
O instante é o arremedo 
De uma coisa perdida. 

O amor foi começado, 
O ideal não acabou, 
E quem tenha alcançado 
Não sabe o que alcançou. 

E tudo isto a morte 
Risca por não estar certo 
No caderno da sorte 
Que Deus deixou aberto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário