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02/03/2012

Como o computador pode ajudar?

Foto: PDS Palooza.
Um grupo de especialistas americanos acaba de examinar 99 estudos, feitos na última década pelos mais renomados centros de pesquisa de lá, que giram em torno de uma mesma questão: todos eles se propuseram a investigar em que medida o computador tem contribuído para elevar o nível de ensino e abrir horizontes na sala de aula. A resposta traz à luz um fato que deve ser considerado seriamente por quem trata da educação – também no Brasil. Descobriu-se, afinal, que já é frequente que os estudantes aprendam mais em aulas e atividades educativas on-line do no velho modelo de giz e quadro-negro. 
Essa constatação faz pensar, em primeiro lugar, que a escola de hoje – em muito ainda semelhante às do século XIX – precisa avançar, urgentemente, de modo a tornar-se mais atraente e próxima da zona de interesses dos alunos. Também levanta uma reflexão sobre a necessidade de se aplicar mais tecnologia na sala de aula. Não entenda-se por isso instalar meia dúzia de PCs na escola e incluir na grade de matérias convencionais aulas de informática. Já está provado que esse tipo de iniciativa ajuda pouco – ou nada. O que faz diferença, aí sim, é abrir aos alunos a possibilidade de que aprendam em rede e exercitem o que nos melhores centros de produção científica do mundo é chamado de trabalho colaborativomodalidade em que o conhecimento vai sendo esculpido e aprimorado em grupo. É a melhor contribuição que a internet pode dar ao ensino. No Brasil, no entanto, os computadores disponíveis nas escolas costumam se prestar justamente às velhas aulas de informática, quando não ficam lacrados numa sala, sem serventia nenhuma. Com algum treinamento, os professores poderiam tirar infinitamente mais proveito deles. Seria, como mostram as presentes pesquisas, de grande valor para a educação.
Um guia sobre o uso de tecnologias em sala de aula
Nove dicas para usar bem a tecnologia
O INÍCIO Se você quer utilizar a tecnologia em sala, comece investigando o potencial das ferramentas digitais. Uma boa estratégia é apoiar-se nas experiências bem-sucedidas de colegas.
O CURRÍCULO No planejamento anual, avalie quais conteúdos são mais bem abordados com a tecnologia e quais novas aprendizagens, necessárias ao mundo de hoje, podem ser inseridas.
O FUNDAMENTAL Familiarize-se com o básico do computador e da internet. Conhecer processadores de texto, correio eletrônico e mecanismo de busca faz parte do cardápio mínimo.
O ESPECÍFICO Antes de iniciar a atividade em sala, certifique-se de que você compreende as funções elementares dos aparelhos e aplicativos que pretende usar na aula.
A AMPLIAÇÃO Para avançar no uso pedagógico das TICs, cursos como os oferecidos pelo Proinfo (programa de inclusão digital do MEC) são boas opções. 
O AUTODIDATISMO A internet também ajuda na aquisição de conhecimentos técnicos. Procure os tutoriais, textos que explicam passo a passo o funcionamento de programas e recursos. 
A RESPONSABILIDADE Ajude a turma a refletir sobre o conteúdo de blogs e fotologs. Debata qual o nível de exposição adequado, lembrando que cada um é responsável por aquilo que publica.
A SEGURANÇA Discutir precauções no uso da internet é essencial, sobretudo na comunicação online. Leve para a classe textos que orientem a turma para uma navegação segura.
A PARCERIA Em caso de dúvidas sobre a tecnologia, vale recorrer aos próprios alunos. A parceria não é sinal de fraqueza: dominando o saber em sua área, você seguirá respeitado pela turma. 
Fontes: Adriano Canabarro Teixeira, especialista de Educação e tecnologia da UFRGS, Maria de Los Dolores Jimenez Peña, professora de Novas Tecnologias Aplicadas à Educação Da Universidade Mackenzie, e Roberta Bento, diretora da Planeta Educação.
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