Licensa

31/03/2012

Literatura Infantil

Título do Livro
Lançado em: junho/2010

SINOPSE
A atriz norte-americana Julianne Moore estreia na literatura com um livro autobiográfico: Morango Sardento traz a experiência de infância desta ruivinha admirada mundialmente. A edição brasileira conta com a participação de outras duas atrizes importantes: Fernanda Torres assina a simpática tradução e Débora Bloch – que também foi um “morango sardento” – escreveu o texto de quarta capa. Envergonhada pelo apelido de “morango sardento”, a protagonista do livro experimenta até tomar banho com suco de limão para tentar eliminar suas sardas. A autora conta como fez de tudo para se livrar não só das pintinhas, como da autorrejeição. A ilustradora vietnamita LeUyen Pham acrescenta humor às cenas. 
Morango Sardento mostra que, para “viver feliz para sempre”, é preciso se aceitar, com suas sardas e seu cabelo vermelho. Afinal, “quem liga para um milhão de sardas quando se tem um milhão de amigos?”. Débora Bloch concorda: “Quando a gente é criança, sempre pensa que é melhor ser diferente do que a gente é. Mas quando cresce, descobre que tanto faz”. 
Julianne Moore

Julianne Moore é uma premiada atriz norte-americana. Nasceu em Fayetteville, na Carolina do Norte, em 1960, com o nome de Julie Anne Smith. Formada em artes cênicas pela Boston University, iniciou sua carreira em Nova York, onde vive atualmente com o marido e dois filhos. Entre seus principais filmes estão Boogie Nights (1997), Magnólia (1999), As horas (2002) e Ensaio sobre a cegueira (2008). Moore foi quatro vezes indicada ao Oscar, como melhor atriz e melhor atriz coadjuvante. Morango Sardento, inspirado em sua infância, é seu primeiro livro infantil.

No depoimento a seguir, Julianne Moore fala sobre Morango Sardento:
Título do Livro

A pequena Morango Sardento adora ir ao Passatempo, lugar onde as crianças se divertem antes do horário da aula. Exceto em dias de chuva, quando a única brincadeira possível é queimada. A atriz Julianne Moore nos conta, neste novo livro, como a menina fez para lidar com o valentão Pedro Bomba, temido por sua habilidade no jogo e por não pensar duas vezes antes de arremessar a bola com toda a força nos menores. No dia em que precisa confrontá-lo sozinha, os medos e preconceitos transformam-se em uma bonita amizade entre os dois. 

EDUCAÇÃO DE ADULTOS, HOJE. Algumas Reflexões

Apesar de atendermos essa modalidade de ensino em nossa escola, temos feito poucas reflexões a respeito tanto nesse espaço (do Blog) como nos HEC. Jamais passou pela minha cabeça (e acredito que de toda equipe da escola também) que esse grupo mereça menos “preocupação”, “respeito”, “dedicação”, “estudo”, “pesquisa”, etc. Ocorre que as demandas são muitas e o tempo é curto demais (...). Por outro lado, não podemos perder de vista – nunca – que essas pessoas já “perderam” tempo demais em suas vidas e que não podem perder mais (...).
Relógio - Oswald de Andrade
As coisas vão
As coisas vêm
As coisas vão
As coisas
Vão e vêm
Não em vão
As horas
Vão e vêm
Não em vão
A Educação de Adultos é melhor percebida quando a situamos hoje como Educação Popular. (...) O conceito de Educação de Adultos vai se movendo na direção do de educação popular na medida em que a realidade começa a fazer algumas exigências à sensibilidade e à competência científica dos educadores e das educadoras. Uma destas exigências tem que ver com a compreensão crítica dos educadores do que vem ocorrendo na cotidianidade do meio popular. Não é possível a educadoras e educadores pensar apenas os procedimentos didáticos e os conteúdos a serem ensinados aos grupos populares. Os próprios conteúdos a serem ensinados não podem ser totalmente estranhos àquela cotidianidade. (...) A Educação de Adultos, virando Educação Popular, se tornou mais abrangente. (...)
A prática educativa, reconhecendo-se como prática política, se recusa a deixar-se aprisionar na estreiteza burocrática de procedimentos escolarizantes. Lidando com o processo de conhecer, a prática educativa é tão interessada em possibilitar o ensino de conteúdos às pessoas quanto em sua conscientização. (...)
Dessa forma são tão importantes para a formação dos grupos populares certos conteúdos que o educador lhes deve ensinar, quanto a análise que eles façam de sua realidade concreta. E, ao fazê-lo, devem ir, com a indispensável ajuda do educador, superando o seu saber anterior, de pura experiência feito, por um saber mais crítico, menos ingênuo. O senso comum só se supera a partir dele e não com o desprezo arrogante dos elitistas por ele. (...)
Respeitando os sonhos, as frustrações, as dúvidas, os medos, os desejos dos educandos, crianças, jovens ou adultos, os educadores e educadoras populares têm neles um ponto de partida para a sua ação. Insista-se, um ponto de partida e não de chegada. (...)
Este movimento de superação do senso comum implica uma diferente compreensão da História. Implica entendê-la e vivê-la, sobretudo vivê-la, como tempo de possibilidade, o que significa a recusa a qualquer explicação determinista, fatalista da História. Nem o fatalismo que entende o futuro como a repetição quase inalterada do presente nem o fatalismo que percebe o futuro como algo pré-dado. Mas o tempo histórico sendo feito por nós e refazendo-nos enquanto fazedores dele. Daí que a educação popular, praticando-se num tempo espaço de possibilidade, por sujeitos conscientes ou virando conscientes disto, não possa prescindir do sonho. (...)
É possível vida sem sonho, mas não existência humana e História sem sonho. (...) Esta vem sendo uma preocupação que me tem tomado todo, sempre – a de me entregar a uma prática educativa e a uma reflexão pedagógica fundadas ambas no sonho por um mundo menos malvado, menos feio, menos autoritário, mais democrático, mais humano.
São Paulo, fevereiro de 1992.
Freire, Paulo, 1921 – 1997
Política e educação : ensaios / Paulo Freire. – 5. ed - São Paulo, Cortez, 2001.
(Coleção Questões de Nossa Época ; v.23)

Pelo sonho é que vamos - Sebastião da Gama
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.

Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.

29/03/2012

MATEMÁTICA E ARTE: UMA ASSOCIAÇÃO POSSÍVEL



Aproveitando a postagem de ontem sobre artes e a discussão do HEC de hoje sobre o ensino da matemática, resolvi juntar os dois assuntos e realizar uma reflexão conjunta. Além disso, podemos refletir também, sobre como utilizar as aulas de informática para o trabalho com matemática e arte. Espero que as propostas que serão apresentadas a seguir, possa ajudar os educadores não só da nossa escola, mas a todos aqueles que têm acompanhado nosso trabalho através desse blog. 


Objetivos Educacionais
- Apreender a linguagem matemática por meio da leitura e interpretação da realidade, sendo capaz de exprimi-la com clareza oral, textual e gráfica;
- Apropriar-se dos processos de construção matemática das artes visuais, sendo capaz de reconhecê-la por meio de sua leitura e interpretação, bem como reconhecê-la nos fenômenos naturais, físicos e sociais;
- Desenvolver a capacidade de formular hipóteses, conjecturar, analisar, experimentar processos físicos, naturais, sociais, culturais e econômicos, a fim de construir argumentações;
- Compreender o valor da matemática nas construções sociais e culturais humanas, bem como entender seu processo de desenvolvimento.

Reflexões:
a) como podemos associar Matemática e Arte em atividades propostas ao aluno do Ensino Fundamental?
b) quais as opiniões dos alunos sobre tais atividades?
c) qual o papel do professor nesse ensino?
Como desenvolver a Matemática do Ensino Fundamental por meio da Arte?

Atividades relacionadas à História da Matemática
A História da Matemática é considerada um excelente recurso para dinamizar o processo de ensino e aprendizagem dessa ciência. Por meio dela, o professor tem a possibilidade de promover o desenvolvimento de atitudes e valores positivos frente ao conhecimento matemático, além de possibilitar ao aluno o reconhecimento da Matemática como uma criação humana, que surgiu a partir da busca de soluções para resolver problemas do cotidiano.
Atividades com o Tangram
 
O Tangram é um quebra-cabeça com sete peças que, justapostas, formam um quadrado. Conta a lenda que um chinês chamado Tan deixou cair uma placa quadrada de jade e que esta se partiu em sete: um quadrado, um paralelogramo, dois triângulos pequenos, um triângulo médio e dois triângulos grandes. Ao tentar remontar o quadrado, ele descobriu que podia fazer inúmeras figuras de pessoas, animais e objetos.
As peças do Tangram têm propriedades especiais, que propiciam tanto um trabalho ligado à Arte quanto a tópicos de Matemática. As áreas das diferentes peças são múltiplas umas das outras. Por exemplo: dois triângulos pequenos cobrem tanto o quadrado, quanto o paralelogramo ou o triângulo médio; dois triângulos médios cobrem o triângulo grande; o paralelogramo, ou o quadrado, ou o triângulo médio e dois triângulos pequenos cobrem o triângulo grande. Estas relações entre as peças permitem que se trabalhem relações lógicas, aritméticas e geométricas, além das figuras geométricas planas e seus elementos. (...)
O trabalho com o Tangram, que inclui construções de diferentes polígonos, composição e decomposição de figuras através de justaposição de suas peças e de dobraduras, propicia o desenvolvimento de habilidades relativas à construção do espaço, ao pensamento lógico e dedutivo, ao conhecimento das figuras geométricas e suas propriedades e a geometria das transformações (simetrias, rotações e translações).

Desafio - Construa o Tangram
Esta é uma atividade virtual, apresentada como um jogo quebra-cabeças. Ela tem um propósito lúdico para o aprendizado de área, perímetro e reconhecimento de polígonos e suas propriedades. 
Realizada no laboratório de informática, apresenta um jogo “quebra cabeça”, onde as peças terão que ser encaixadas empiricamente, com o objetivo de recobrimento do plano, no caso, um quadrado.

Nesta atividade o aluno deverá ser capaz de:
- Proporcionar uma retomada do aprendizado sobre polígonos, através de um jogo “quebra cabeça”;
- Resolver problemas de revestimento do plano, a partir da composição, decomposição e recomposição de figuras;
- Reconhecer propriedades relativas aos polígonos;
- Aplicar os conceitos de área e perímetro, na resolução de uma determinada situação-problema.

Atividade com Mosaicos
A atividade inicia com uma apresentação sobre o uso dos mosaicos, desvelando seu valor cultural ao longo das sociedades em diferentes épocas. Com isso, pretende motivar os alunos para a importância, a riqueza, a amplitude da matemática e a sua aplicação no contexto sociocultural, bem como aguçar a curiosidade do aluno para o estudo analítico dos mosaicos, despertando nele o interesse pela matemática por meio das artes visuais.
O que se deseja mostrar é uma pequena parcela da produção artística – os mosaicos – com a intenção de revelar aos educandos a sua aplicação na resolução de problemas reais da vida de artesãos, profissionais artísticos, arquitetos e de cidadãos comuns. Isso quer dizer que o pensamento geométrico está presente em diversos campos do conhecimento e compreendê-lo a partir de contextos concretos pode torná-lo mais prazeroso e agradável ao convívio educacional.
Esta atividade é para ser desenvolvida em laboratório de informática, com o uso do computador; 

Nesta atividade o aluno será capaz de:
- Conhecer a utilização dos mosaicos desde os tempos primórdios da civilização até a modernidade;
- Reconhecer nos mosaicos a expressão artística e cultural de diferentes contextos sociais;
- Perceber nos mosaicos o emprego de elementos geométricos em sua composição.
A Arte dos Mosaicos - 

A palavra mosaico é de origem grega e significa paciência, digna das musas. Paciência porque requer muita atenção para executá-lo e digna das musas por se tratar de um trabalho de rara beleza, feito de materiais que duram séculos e, por isso, tem um sentido de eternidade, isto é, divindade.

Apresenta um breve texto sobre a origem dos mosaicos, seguido de um livro virtual intitulado “A Arte dos Mosaicos”.
O objetivo dessa tela é o manuseio do livro que contém vinte e seis páginas, expressando diferentes tipos de mosaicos, em diversas culturas. Para cada mosaico ilustrado há texto que conta um pouco de sua história.
Esta atividade deve ser desenvolvida em laboratório de informática, com o uso do computador.



Nesta atividade pretendemos promover a construção dos conceitos de área e perímetro por meio da contextualização do recobrimento de uma superfície, utilizando a composição empírica de mosaicos. Para isso, fazemos uso de uma história em quadrinhos que desafia a curiosidade do educando para o estudo de mosaicos, área e perímetro, de maneira a compreender a construção desses conceitos ao longo da história. 
Esta atividade deve ser desenvolvida em laboratório de informática, com o uso do computador.

Nesta atividade o aluno será capaz de:
- Recobrir uma superfície fazendo uso de uma composição de figuras de diferentes maneiras;
- Identificar a composição de mosaicos no processo de recobrimento da superfície;
- Reconhecer padrões de regularidade na composição de mosaicos;
- Construir o conceito de área e perímetro de superfície por meio da manipulação de medidas, bem como da composição, decomposição e/ou recomposição de figuras.

Competências e habilidades que se pretende desenvolver:
- Entender o processo de construção do conceito de área e perímetro, reconhecendo sua necessidade histórica, relacionando-os aos contextos da modernidade;
- Fazer relações entre o conhecimento acumulado em sua vivência e o que está sendo construído, proporcionando a construção significativa do conhecimento matemático;
- Identificar, interpretar e solucionar uma situação-problema relacionada aos fenômenos sociais, culturais e econômicos.

O estudo dos polígonos, seus elementos, e características pode se propor tanto ao desenvolvimento cognitivo do educando e a sua aplicação em tarefas do dia-a-dia, como simplesmente a um teste de memória a nomes complicados e conceitos sem significado algum.
Esta atividade pretende resgatar a finalidade primeira desse estudo sugerindo a construção, pelos alunos, de vários polígonos, a partir de material reciclável onde cada um terá a oportunidade de experimentar, constatar e tirar conclusões que deem sentido ao seu aprendizado.
1a. parte: Trabalho em grupo – revisão sobre medidas do sistema métrico decimal, agora com os objetos redondos. (15 min)
2a. parte: Trabalho em grupo para construção de polígonos com material reciclado.
Demonstração no computador sobre as propriedades e características dos polígonos, objetos de abordagem das aulas anteriores e exercícios de aplicação.

Nesta atividade o aluno deverá ser capaz de: 
- Vivenciar e visualizar as possibilidades de composição e decomposição de polígonos; 
- Reconhecer a circunferência como um polígono de infinitos lados; 
- Estabelecer identidades ou relações entre os elementos dos polígonos como, por exemplo, entre o comprimento da circunferência e o seu diâmetro; 
- Reconhecer elementos, propriedades e características das figuras geométricas como diâmetro, raio, vértice, lados e ângulos;




Esta atividade discute o recobrimento de um plano, utilizando apenas um dos polígonos regulares estudados. Para isso, é apresentada uma situação-problema ao educando, para que ele manipule empiricamente os diferentes polígonos, de maneira a construir a relação necessária ao recobrir um plano - entre ângulo interno de um polígono e o ponto de encaixe entre eles - utilizando apenas um tipo de polígono.
Dessa maneira, o educando concluirá que apenas três polígonos regulares - triângulo, quadrado e hexágono – se prestam para a pavimentação de uma superfície.
Esta atividade deve ser desenvolvida em laboratório de informática, com o uso do computador.

Nesta atividade o aluno deverá ser capaz de:
- Construir mosaicos e ladrilhos utilizando apenas um tipo de polígono;
- Aplicar os conceitos de mosaico, composição e decomposição de figuras;
- Construir a relação entre ângulo interno de um polígono e o ponto de encaixe entre eles na pavimentação de uma superfície, utilizando apenas um tipo de polígono;
- Verificar que apenas três polígonos regulares – triângulo, quadrado, hexágono - podem pavimentar uma superfície.

Competências e habilidades que se pretende desenvolver:
- Identificar e reconhecer no processo de construção de mosaicos que existe uma relação entre ângulos; 
- Ser capaz de construir diferentes mosaicos utilizando apenas um tipo de polígono, numa combinação de cores de forma a reconhecer a composição de outras polígonos; 
- Perceber a necessidade de composição e decomposição de figuras na pavimentação de uma superfície, reconhecendo suas aplicações em objetos do dia-a-dia. 

Proposta da atividade: 
Você tem um novo problema. Precisamos revestir os quartos da casa da Drª Mônica com alguns tipos de cerâmicas. Ela tem uma exigência: são três quartos e, em cada um deles, ela quer um piso diferente, formando mosaicos distintos. Para isso, ela trouxe diversas amostras de cerâmicas para escolhermos quais podem pavimentar os quartos.
Mas lembrem-se: em cada quarto ela quer utilizar apenas um tipo de cerâmica. Por isso, você vai precisar quebrar cerâmicas, em alguns quartos. Então, vamos experimentá-las e formar bonitos mosaicos!!?? 

MATEMÁTICA E ARTE: UMA ASSOCIAÇÃO POSSÍVEL - Helena Maria Antoniazzi. Para saber mais clique aqui.

28/03/2012

A IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA EDUCAÇÃO

Arte-Educação Para quê? (Razões para ensinar arte)
A educação é uma das ações que definem nossa humanidade: o ser humano transcende seu status animal pois vai além dos instintos: compreende, reelabora, reflete, cria e recria, critica, aprende, ensina. A busca do homem através da história é sempre uma busca de compreender e transformar a realidade. (...)
A admiração diante de um por do sol, a necessidade de deixar uma marca que dure além do efêmero tempo de nossa existência, o incômodo diante da desorganização e a valorização de uma certa ordem individual, o espanto diante do inusitado, a apreciação da beleza, a reflexão sobre o que é diferente e nos provoca... todos os seres humanos vivenciam essas situações ao longo de suas vidas, pois são constituídos de dimensões físicas, cognitivas, emocionais, sociais, éticas e estéticas.
Essa característica pluridimensional do ser humano por si só já seria válida para justificar a importância da arte na educação, já que sua ausência não favoreceria um desenvolvimento integral da pessoa, um dos principais objetivos da educação. Mas além desse fator há outros que valem a pena serem lembrados.
A arte é cultura. É fruto de sujeitos que expressam sua visão de mundo, visão esta que está atrelada a concepções, princípios, espaços, tempos, vivências. O contato com a arte de diversos períodos históricos e de outros lugares e regiões amplia a visão de mundo, enriquece o repertório estético, favorece a criação de vínculos com realidades diversas e assim propicia uma cultura de tolerância, de valorização da diversidade, de respeito mútuo, podendo contribuir para uma cultura de paz. O conhecimento da arte produzida em sua própria cultura permite ao sujeito conhecer-se a si mesmo, percebendo-se como ser histórico que mantém conexões com o passado, que é capaz de intervir modificando o futuro, que toma consciência de suas concepções e ideias, podendo escolher criticamente seus princípios, superar preconceitos e agir socialmente para transformar a sociedade da qual faz parte.
Além das já referidas justificativas ontológicas e culturais para a importância da arte na educação, cabe falar da dimensão simbólica da arte, de seu poder expressivo de representar ideias através de linguagens particulares, como a literatura, a dança, a música, o teatro, a arquitetura, a fotografia, o desenho, a pintura, entre outras formas expressivas que a arte assume em nosso dia-a-dia.
Artes2
Essas formas são linguagens criadas pela humanidade para expressar a realidade percebida, sentida ou imaginada, e como linguagens que são, têm suas próprias estruturas simbólicas que envolvem elementos tais como espaço, forma, luz e sombra em artes visuais, timbre, ritmo, altura e intensidade em música, entre outros elementos inerentes a outras linguagens da arte. Ora, o conhecimento dessas estruturas simbólicas não é evidente aos alunos, nem se constrói espontaneamente através da livre expressão, mas precisam ser ensinados. O ensino das linguagens da arte cabe também à escola, embora não apenas a ela.
Um outro argumento em defesa da arte na educação passa pela sua importância no desenvolvimento cognitivo dos aprendizes, pois o conhecimento em arte amplia as possibilidades de compreensão do mundo e colabora para um melhor entendimento dos conteúdos relacionados a outras áreas do conhecimento, tais como matemática, línguas, história e geografia. (...)
Temos conseguido valorizar nos alunos sua expressividade e potencial criativo? Temos sabido perceber, compreender e avaliar suas ideias sobre as linguagens artísticas? Temos desenvolvido nosso próprio percurso em artes de tal modo que conheçamos os conteúdos, os objetivos e os métodos para ensinar cada uma das linguagens artísticas? Temos tido suficiente bagagem teórico-conceitual para identificar o momento que cada educando vivencia em sua construção de conhecimento sobre a arte e fazer intervenções que lhe permitam avançar? Temos sabido incentivar a formação cultural de nossos educandos e ajudá-los a perceberem-se como sujeitos de cultura? (...)
Nós, como educadores, precisamos aprender mais para ensinar melhor. Cada um de nós deverá ser um construtor de conhecimentos e um semeador de ideias e práticas que, esperamos, darão frutos no futuro. 
Temos a arte para não morrer da verdade - Nietzsche
Temos a arte para não morrer da verdade.
Temos a arte para não morrer ou enlouquecer perante a verdade.
Somente a arte pode transfigurar 
a desordem do mundo em beleza 
e fazer aceitável tudo aquilo que há 
de problemático e terrível na vida

27/03/2012

Curso: Interface Saúde e Educação e suas implicações em ambiente escolar

Começou hoje o curso: "Interface Saúde e Educação e suas implicações em ambiente escolar" promovido pelo CAP - Coordenadoria de Apoio Psicopedagógico da Secretaria Municipal da Educação de Marília em parceria com a FAMEMA - Faculdade de Medicina de Marília. O tema de hoje foi: Classificação e diagnóstico. A palestra foi proferida pela Doutora Rosa Dantas - Médica Psiquiatra Infantil do Ambulatório de Saúde Mental da referida Faculdade. 
Pudemos discutir entre outros assuntos:
1. Os vários tipos de classificação de doenças;
2. Terminologias muito utilizadas na área médica;
3. Definição de "Transtorno";
4. Critérios que os médicos utilizam para poder classificar as "doenças";
5. Definição de Síndrome, Saúde, Deficiência;
6. O que significa "Handicap"; 
7. O conceito de incapacidade;
8. Definições: mente, intelecto, cognição, desenvolvimento cognitivo;
9. Tendência mundial de se usar o termo deficiência intelectual e não mais deficiência mental e as razões para isso;
10. Diferença entre os fenômenos: deficiência mental e doença mental;
11. Definição de retardo mental;
12. Conceito de Comorbidade;
13. Etapas da avaliação médica;
Dada a importância dos temas que o curso abordará, solicitei autorização para postar alguns materiais que serão trabalhados e imagens do grupo (espero que seja autorizado).
Os encontros acontecerão uma vez por mês, nas terças-feiras no período da tarde. Participa conosco também a Psicóloga Tânia Paula do CAP - Coordenadoria de Apoio Psicopedagógico da Secretaria Municipal da Educação de Marília que fará um trabalho voltado aos educadores. 
"A educação é um processo lento como o florescer de uma flor; a fragrância se faz cada vez mais profunda e perceptível quando brota em silêncio, pétala por pétala, até que surja a flor completa".
Sathya Sai Baba

“Da mesma forma como duas asas são essenciais para um pássaro alçar voo ao céu, duas rodas para uma carroça mover-se; também dois tipos de educação (material e espiritual) são necessários para que o homem atinja seu objetivo na vida. A educação espiritual destina-se à vida, enquanto a educação material a um meio de vida. Apenas quando o homem é equipado com estes dois aspectos da educação, pode merecer respeito e adoração por parte da sociedade.” 

Sathya Sai Baba

26/03/2012

Ninguém nasce feito

(...) é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos. Prof. Antonio R. Navarro
Dias atrás coloquei uma postagem intitulada: "Os sete erros do professor". Após comentar cada "erro" de acordo com a publicação da revista Nova Escola, coloquei uma enquete a fim de verificar o que os leitores pensavam a respeito...
A participação foi pequena conforme pode-se observar abaixo: (típico da nossa cultura, pouco participativa). 
Chama a atenção o fato de ninguém ter votado no item: "não concorda" e considerando que o voto no item "acrescentaria outras questões" foi meu, isso quer dizer que, dos que votaram, pelo menos a metade concorda (ou mais). A princípio pode ser que alguns pensaram que a postagem tivesse um tom de "crítica" ao trabalho do professor, já tão pouco reconhecido e valorizado. Mas posso garantir que o objetivo não foi esse, em hipótese alguma. Imaginar que não erramos nunca seria "utópico", mas sugerir a impressão de que "só erramos" é no mínimo maldoso. Todos os profissionais erram e acertam, porque conosco seria diferente? Paulo Freire faz uma bela reflexão a respeito da nossa profissão. Identifiquei-me muito com a história dele. Vejamos:
 
Ninguém nasce feito. Vamos nos fazendo aos poucos, na prática social de que tomamos parte.
Não nasci professor ou marcado para sê-lo, embora minha infância e adolescência tenham estado sempre cheias de "sonhos" em que rara vez me vi encarnando figura que não fosse a de professor.
"Brinquei" tanto de professor na adolescência que, ao dar as primeiras aulas no curso então chamado de "admissão" no Colégio Osvaldo Cruz do Recife, nos anos 40, não me era fácil distinguir o professor do imaginário do professor do mundo real. E era feliz em ambos os mundos. Feliz quando puramente sonhava dando aula e feliz quando, de fato, ensinava.
Eu tinha, na verdade, desde menino, um certo gosto docente, que jamais se desfez em mim. Um gosto de ensinar e de aprender que me empurrava à prática de ensinar que, por sua vez, veio dando forma e sentido àquele gosto. Umas dúvidas, umas inquietações, uma certeza de que as coisas estão sempre se fazendo e se refazendo e, em lugar de inseguro, me sentia firme na compreensão que, em mim, crescia de que a gente não é, de que a gente está sendo.
Às vezes, ou quase sempre, lamentavelmente, quando pensamos ou nos perguntamos sobre a nossa trajetória profissional, o centro exclusivo das referências está nos cursos realizados, na formação acadêmica e na experiência vivida na área da profissão. Fica de fora como algo sem importância a nossa presença no mundo. É como se a atividade profissional dos homens e das mulheres não tivesse nada que ver com suas experiências de menino, de jovem, com seus desejos, com seus sonhos, com seu bemquerer ao mundo ou com seu desamor à vida. Com sua alegria ou com seu mal-estar na passagem dos dias e dos anos.
Na verdade, não me é possível separar o que há em mim de profissional do que venho sendo como homem. Do que estive sendo como menino do Recife, nascido na década de 20, em família de classe média, acossada pela crise de 29. Menino cedo desafiado pelas injustiças sociais como cedo tomando-se de raiva contra preconceitos raciais e de classe a que juntaria mais tarde outra raiva, a raiva dos preconceitos em torno do sexo e da mulher.
(...)
Não nasci, porém, marcado para ser um professor assim. Vim me tornando desta forma no corpo das tramas, na reflexão sobre a ação, na observação atenta a outras práticas ou à prática de outros sujeitos, na leitura persistente, crítica, de textos teóricos, não importa se com eles estava de acordo ou não. É impossível ensaiarmos estar sendo deste modo sem uma abertura crítica aos diferentes e às diferenças, com quem e com que é sempre provável aprender.
Uma das condições necessárias para que nos tornemos um intelectual que não teme a mudança é a percepção e a aceitação de que não há vida na imobilidade. De que não há progresso na estagnação. De que, se sou, na verdade, social e politicamente responsável, não posso me acomodar às estruturas injustas da sociedade. Não posso, traindo a vida, bendizê-las.
Ninguém nasce feito. Vamos nos fazendo aos poucos na prática social de que tomamos parte.
Paulo Freire. Política e Educação. São Paulo, Cortez, 1993. p. 79-80; 87-8.
A aprendizagem amarga - Thiago de Mello
 
Chega um dia em que o dia se termina
antes que a noite caia inteiramente.
Chega um dia em que a mão, já no caminho,
de repente se esquece do seu gesto.
Chega um dia em que a lenha já não chega
para acender o fogo da lareira.
Chega um dia em que o amor, que era infinito,
de repente se acaba, de repente.

Força é saber amar, perto e distante,
com o encanto rosa livre na haste,
para que o amor ferido não se acabe
na eternidade amarga de um instante.

25/03/2012

Você sabe o que é um "Pentominó"?

Não sabe? Pois é! Nem eu sabia, até ter a oportunidade de ler um dos semanários dos professores da nossa escola dias atrás. Fiquei muito interessada no material e solicitei autorização para divulgação do trabalho, bem como algumas informações sobre como a atividade se desenvolveu em sala de aula. Fiquei aguardando. Na avaliação desta semana, verifiquei que havia um comentário de que as crianças "ainda" não haviam conseguido "resolver" o desafio proposto, e que continuariam tentando (....) certamente daqui alguns dias teremos algumas observações a serem colocadas neste blog.
promo 

Introdução

Poliminos são figuras geométricas planas formadas por quadrados iguais, denominados minos, conectados entre si de modo que pelo menos um lado de cada mino coincida com um lado de outro mino qualquer. Dependendo do número de minos, o polimino recebe uma denominação diferente. Os nomes para os poliminos que possuem de um a oito minos são respectivamente monomino, dominó, triminó, tetrominó, pentomino, hexomino, heptomino e octomino. 
Existem doze pentominós diferentes e estes são nomeados usando letras do alfabeto latino de acordo com a semelhança entre o pentomino e a letra, conforme pode ser visto na Figura abaixo.

Pentominós dão origem a interessantes problemas (...). Problemas de alocação visam dispor x pentominós em uma determinada superfície, cuja área deve ser de no mínimo 5x minos. Esta superfície é denominada tabuleiro. Na Figura abaixo, pode-se encontrar uma solução para o Problema da Cobertura Exata (alocar doze pentominós distintos em um tabuleiro retangular). Este é o desafio que os alunos estão tentando resolver. Eles receberam as peças recortadas em EVA colorido e precisam "descobrir" como montar um retângulo utilizando todas as peças (sem sobrar nenhuma) conforme esquema abaixo (que eles não tiveram acesso, é claro!!!)  
A proposta de atividade mencionada acima, vem de encontro com algumas questões que foram discutidas no HEC desta semana (sobre o ensino / aprendizagem da matemática): "Procedimentos clássicos podem ser utilizados desde que tenham coerência com os objetivos do planejamento e estejam acompanhados de tempo para a reflexão e a discussão em grupo", (...) 
"O docente tem a função de criar situações didáticas em que nem tudo fica explícito (são os obstáculos). À criança cabe pensar em possíveis caminhos para resolvê-las, formulando variadas hipóteses sem ter a necessidade de dar nenhuma resposta imediata" (...)
"Depois disso, é tarefa do professor retomar o planejado, para analisar as hipóteses da turma e sistematizar o aprendizado". (...)
Agora é só aguardar as próximas postagens a respeito. OK?

Homenagem a Chico Anízio

 
Nesta sexta-feira dia 23/03/12 viajei para casa da minha querida mãe. Fui matar as saudades (...) e tive a alegria de encontrar alguns dos meus irmãos (exceto dois....infelizmente) e alguns sobrinhos. Fui com um casal de amigos daqui (que considero como se fossem da minha família), foi uma benção!!! (Por isso não postei nada ontem). Cheguei tarde. Só hoje fiquei sabendo através de um programa que costumo assistir na TV, sempre que posso, da morte do grande escritor, comediante, ator, (...) Chico Anízio. Não é porque não convivemos que essa perda seja "pequena" ou menos dolorosa (...). Para mim, a morte ainda é sempre muito difícil de "entender". No referido programa, foi realizado um "Tributo a Chico Anízio" através da reapresentação de um programa exibido em dezembro de 2006 que colocarei abaixo, vale a pena assistir...

Em 2006, humorista participou do programa de Rolando Boldrin, onde contou causos e piadas e cantou uma música de Belchior.

"O velório no nordeste é bem comemorado, as suas excelências, as pessoas cantam, porque a morte é quase comemorada (...) Há umas coisas no nordeste, feito um coronel que perguntaram: "quantos filhos o senhor tem"? Ele disse: "Eu tenho 19". Não era 24? Mas isso morre muito... Sabe porque, a morte não é sofrida, sentida como é nos outros lugares (...)"

Galos, Noites e Quintais - Belchior
Quando eu não tinha o olhar lacrimoso,
que hoje eu trago e tenho;
Quando adoçava meu pranto e meu sono,
no bagaço de cana do engenho;
Quando eu ganhava esse mundo de meu Deus,
fazendo eu mesmo o meu caminho,
por entre as fileiras do milho verde
que ondeia, com saudade do verde marinho:

Eu era alegre como um rio,
um bicho, um bando de pardais;
Como um galo, quando havia...
quando havia galos, noites e quintais.
Mas veio o tempo negro e, à força, fez comigo
o mal que a força sempre faz.
Não sou feliz, mas não sou mudo:
hoje eu canto muito mais

A morte chega cedo - Fernando Pessoa
 
A morte chega cedo, 
Pois breve é toda vida 
O instante é o arremedo 
De uma coisa perdida. 

O amor foi começado, 
O ideal não acabou, 
E quem tenha alcançado 
Não sabe o que alcançou. 

E tudo isto a morte 
Risca por não estar certo 
No caderno da sorte 
Que Deus deixou aberto.

23/03/2012

Conservação da Natureza: apoie essa causa!!!

 
Os vídeos que estão colocados abaixo já tiveram quase 10 mil acessos no YouTube e eles crescem a cada dia. A diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes, explica que as três peças foram produzidas especialmente para serem divulgadas na web. "Estamos aproveitando o efeito viral das redes sociais para disseminar a causa pela qual trabalhamos - que é a conservação da natureza - para um número maior de pessoas", diz Malu. A Reserva Natural Salto Morato é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de propriedade da Fundação Grupo Boticário. A reserva tem 2.253 ha, está localizada dentro da Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, no litoral Norte do Paraná, e protege um dos mais significativos remanescentes de Mata Atlântica do Brasil. O principal atrativo turístico é a cachoeira que deu origem ao nome da RPPN: o Salto Morato, queda d'água de cerca de cem metros de altura, cujas águas formam mais à frente um aquário natural, no qual o visitante tem oportunidade de nadar junto com inúmeras espécies de peixes de água doce.
"A Fundação Grupo Boticário trabalha na Reserva para que o turista tenha a melhor experiência possível, mas sempre conservando a biodiversidade. Incentivamos o turismo consciente, que preserva o ambiente em que está", afirma a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.


Vento, água, pedra - Octávio Paz
 
A água perfura a pedra,
o vento dispersa a água,
a pedra detém ao vento.
Água, vento, pedra.

O vento esculpe a pedra,
a pedra é taça da água,
a água escapa e é vento.
Pedra, vento, água.

O vento em seus giros canta,
a água ao andar murmura,
a pedra imóvel se cala.
Vento, água, pedra.

Um é outro e é nenhum:
entre seus nomes vazios
passam e se desvanecem.
Água, pedra, vento.

22/03/2012

Matemática do 1º ao 5º ano

Nossa reflexão no HEC de hoje foi sobre o ensino / aprendizagem da matemática. 
matemática do 1º ao 5º ano 

OBJETIVOS: 

1. Refletir sobre: “O que ensinar? Como ensinar? O que devemos considerar para realizar essa atividade a contento? 
2. Refletir sobre a seguinte questão: “Se nascemos e vivemos “resolvendo problemas”, por que aparentemente, isto para de acontecer, com as crianças, justamente no período escolar? 
3. Discutir a respeito da seguinte afirmação: “Por que as crianças deixam de pensar ou expressar seu pensamento e suas hipóteses a partir da entrada na escola”? 
4. Rever o conceito de “erro matemático” a luz das novas pesquisas da área; 
5. Rever os principais “mitos pedagógicos” presentes no cotidiano escolar, com relação ao ensino / aprendizagem da matemática e refletir sobre cada um deles; 
6. Refletir que os conhecimentos de como os alunos aprendem matemática tem mais de 30 anos e ainda não constam dos currículos dos cursos de licenciatura; 
7. Discutir com os docentes que aos poucos, esses conhecimentos começam a aparecer em programas de formação continuada, mostrando maneiras eficientes de ensino da disciplina; 
8. Conceituar o que vem a ser contrato didático, apresentar o autor desse conceito, Guy Brousseau e como ele descreveu as relações entre o professor, o saber e o aluno; 
9. Discutir qual o papel do professor/aluno/saber na teoria das Situações Didáticas; 
10. Esclarecer o que o autor quis dizer com a afirmação: “docente fazer um duplo papel cíclico”; (...)
As pesquisas no campo da Didática da Matemática, iniciadas nas décadas de 1970 e 1980, sobretudo na França, estão mudando o ensino da disciplina. Graças às descobertas teóricas de especialistas como Gérard Vergnaud e Guy Brousseau, hoje é possível ensinar de forma que as crianças vejam sentido na aprendizagem matemática e possam reutilizar os conhecimentos adquiridos a cada novo problema proposto. Nessa perspectiva, são priorizadas estratégias nas quais os alunos confrontam seu raciocínio com o dos colegas nas discussões em grupo, justificam suas escolhas e registram suas próprias hipóteses, buscando resolver situações-problema com mais autonomia.

Foto: arquivo pessoal 

Guy Brousseau: o pai da didática da Matemática
Os estudos do educador francês definiram as condições de ensino e aprendizagem.
Gérard Vergnaud. Foto: Kriz Knack 

Gérard Vergnaud: "Todos perdem quando a pesquisa não é colocada em prática"

O pesquisador francês, uma referência na didática de Matemática, diz que só conhecendo a forma como os alunos aprendem é possível ensinar.
Foto: Marcos Rosa 

Para Jeremy Kilpatrick, a única saída é a capacitação
Professor norte-americano acredita que é necessário encontrar novas maneiras de preparar os docentes para que ajudem os alunos a raciocinar.
 
Abaixo a Matemática do papagaio - Fala Mestre com Thomas O'brien
O educador Thomas O`Brien trocou a decoreba pelo construtivismo. E sugere que seus colegas sigam o mesmo caminho.

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore (2011)

Aproveitando que a última postagem foi sobre leitura, quero compartilhar com vocês o vídeo e as informações abaixo. Espero que gostem!
 

Mr. Morris Lessmore e seus livros voadores (Foto: Divulgação)

Eis a versão integral (cerca de 15 minutos) do curta de animação que ganhou o Oscar esse ano, The fantastic flying books of Mr. Morris Lessmore (Os fantásticos livros voadores do Sr. Morris Lessmore, nome próprio que contém um trocadilho intraduzível, algo como “Maisé Menosmais”).

Essa declaração de amor ao livro de papel começa com um furacão que arranca as casas de seus alicerces e as palavras das páginas impressas, metáfora óbvia da onda digital. Mudo, o filmete é escrito e codirigido pelo ex-animador da Pixar William Joyce e mistura técnicas (stop-motion, animação computadorizada e desenho) para produzir uma bonita homenagem aos livros físicos.

Embora ameace derrapar aqui e ali (personagens em preto e branco ganham cor ao ter contato com livros, por exemplo), o curta consegue no fim das contas driblar a maior parte dos lugares-comuns associados ao tema. Destaque para o momento em que, na mesa de operação, o velho tomo carcomido em francês tem uma parada cardíaca e só ressuscita quando o Sr. Lessmore começa a… lê-lo!
Um tom profundamente nostálgico perpassa o filme, da música à direção de arte. Isso é condizente com uma cerimônia do Oscar em que o grande premiado foi O artista, mas tem algo de enganador. Além de render um curta de animação, a história de The fantastic flying books… foi lançada ano passado como um livro digital interativo para iPad que chegou ao primeiro lugar entre os mais vendidos na loja da Apple.
(Publicado por Sérgio Rodrigues, do blog Todoprosa, em 27 de fevereiro de 2012)

21/03/2012

A leitura das imagens e ilustrações de livros

Foto: Omar Paixão, produção Adriana Nakata, cabelo e maquiagem Carmem Corrêa e móveis Evolukit 

Neste vídeo, você é convidado a um reflexão sobre a importância das imagens e ilustrações nas páginas de um livro. A oficina integra as atividades do projeto Letras de Luz, iniciativa da Fundação Victor Civita e da Energias do Brasil.


Todos os especialistas concordam que, num país como o Brasil, a escola tem um papel fundamental para garantir o contato com livros desde a primeira infância: manusear as obras, encantar-se com as ilustrações e começar a descobrir o mundo das letras. (...) Ler para os pequenos e comentar a obra com eles é fundamental para começar a desenvolver os chamados comportamentos leitores.

Por que ler

Mesmo antes de aprender a ler, as crianças devem ser colocadas em contato com a literatura. Ao ver um adulto lendo, ao ouvir uma história contada por ele, ao observar as rimas (num poema ou numa música), os pequenos começam a se interessar pelo mundo das palavras. É o primeiro passo para se tornarem leitores literários - percurso que vai se estender até o fim do Ensino Fundamental.

Como ler 

Existem dois modelos básicos: o contato pessoal da criança com o livro, e a roda de leitura, em que o professor lê para toda a turma. Nesse caso, é preciso sempre planejar a atividade, da escolha do texto às formas de interação. "A apresentação, a seleção e a preparação prévias, os motivos explicitados, a consideração do leitor, o incentivo aos comentários posteriores e o clima criado devem ser intencionais, e não obras do acaso", (...) Quem Conhece Pode Escolher Melhor. Da mesma forma, o momento da leitura exige postura adequada, entonação de voz e uso correto das ilustrações para ajudar a conduzir a narrativa. No fim, é muito importante coletar as impressões da garotada, o que pode ser feito com perguntas simples: de qual parte da história cada um mais gostou (e por quê), o que chamou mais a atenção em cada personagem, qual ponto provocou mais alegria (ou medo, preocupação etc.). Esse momento de pensar sobre o que foi lido e expressar opiniões é um comportamento típico de quem gosta de ler - e vale para toda a vida. E não se esqueça de que essas opiniões podem (e costumam) ser diferentes. Essa troca também é boa para estimular os pequenos a aprender a ouvir o que os outros têm a dizer. 

Sugestão de leitura:

Lendo os semanários desta semana, observei que uma professora estava lendo um livro para a turma (um capítulo por dia). Além do relato de que as crianças estavam gostando muito, percebi que a temática é muito importante e pertinente. Fica aí a sugestão para quem se interessar...

COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA

Mostrando os sentimentos de um menino negro em relação a seus colegas e a sua família, o livro traz à tona a questão do preconceito. A boneca de pano, no papel de narradora, imprime à questão um tom ao mesmo tempo bem-humorado e filosófico, de quem sente na pele o problema, mas o analisa sob outro ponto de vista. Na trilha do preconceito racial, diversas atitudes preconceituosas, algumas quase imperceptíveis porque rotineiras, vão revelando outras vítimas: os muito magros, os gordos, os incapacitados fisicamente. Nesse sentido, o livro é um alerta à consciência do leitor. E uma lição sobre o valor da auto-estima e das atitudes positivas.

A Editora Moderna tem uma publicação denominada "Projeto de Leitura" de autoria das professoras Maria José Nóbrega e Rosane Pamplona com sugestões de como trabalhar com esse livro. Para ver o material na íntegra: clique aqui

O capítulo que as crianças mais gostaram: