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09/02/2012

Quem não gosta de uma boa crônica?

Crônica: a arte da vida na sala de aula
 
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A palavra crônica começa de forma parecida com outras palavras que também se iniciam com cê, erre, ó e ene: cronologia e cronômetro, por exemplo. Estas palavras compartilham com a palavra crônica a ideia de tempo. Se o cronômetro mede o tempo e a cronologia o marca, a crônica o registra: a crônica documenta sua época, o tempo contemporâneo de sua escrita e de sua leitura. Como as crônicas reunidas neste livro, que falam tanto de filosofia quanto de galinhas, de romances e de linguiças.
E como se faz a crônica? Faz-se crônica como se faz poesia: seguindo a receita de Olavo Bilac (que, aliás, também foi cronista), que dizia que o poeta trabalha e teima e lima e sofre e sua. Também o cronista sua, sofre, lima, teima... ou seja, trabalha!
Muito trabalho, não é mesmo?
Muuuuuito!!
E quando se lê uma boa crônica — como as reunidas neste livro —, nem parece que o escritor teve essa trabalheira toda. Este apagamento do trabalho é, aliás, uma das marcas de textos como crônicas, que se leem sem se sentir, parecendo que em vez do livro é o autor quem está ali do lado, conversando com o leitor.
É ao dia-a-dia, que compartilha com seus leitores, que o cronista recorre para preencher as dezenas de linhas da crônica que algumas vezes por semana ele envia ao jornal ou revista para os quais trabalha.
O cotidiano que a inspira é composto de fatos que podem acontecer (e estão acontecendo) a toda hora, com todo mundo: uma conversa ao telefone, um pensamento fugidio sobre um bicho, uma ida ao supermercado, um pedaço de conversa ouvido na condução, a imagem de alguém com quem se cruzou na rua. Estes fatos — como todo fato, aliás — não têm importância em si mesmos.
Ganham importância na crônica. Quem lhes dá importância são os olhos que os vêem, a mão que os escreve e os outros olhos (os meus e os seus, por exemplo) que se dão conta: é assim mesmo, caramba! comigo também, eu outro dia...
(...)
Se livro fosse remédio — que tem bula e rótulo —, aqui se leria que estas Mais Comédias para Ler na Escola não têm contra-indicação. Na escola ou em casa, lendo por iniciativa própria ou porque a escola o adotou, este livro só tem indicações a favor. Todo mundo sai ganhando: lendo porque-o-professor mandou- e-vai-cair-na-prova ou porque se sabe que ler qualquer livro de Luis Fernando Verissimo é uma grande experiência de leitura, estas Mais Comédias para Ler na Escola são garantia de boas risadas e de boa leitura. Que não fica menos divertida ao se acompanhar de alguma reflexão, como a que aqui também
se inspira.
O que não é pouco, não é mesmo?
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O professor pode apresentar à classe uma lista com as características da crônica: 
* é publicada geralmente em jornais ou revistas; 
•* relata de forma artística e pessoal fatos colhidos no noticiário jornalístico e no cotidiano; 
•* consiste em um texto curto e leve, que tem por objetivo divertir e/ou fazer refletir criticamente sobre a vida e os comportamentos humanos; 
•* pode apresentar elementos básicos da narrativa - fatos, tempo, personagens e lugar - com tempo e espaço não limitados; 
•* o narrador pode ser observador ou se constituir em personagem; 
•* emprega a variedade informal da língua; 
•* pode apresentar discurso direto, indireto e indireto livre. 
Lendo alguns trechos de crônicas extraídas de jornais, livros e revistas, o professor pode mostrar que os cronistas transformam o cotidiano em literatura.
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ASSISTA O VÍDEO COM A CRÔNICA "BRINCADEIRA"

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