Licensa

25/02/2012

Planejamento 2012 - Terceiro dia

Terceira parte do documentário que retrata sobre crianças com distúrbios e dificuldades de aprendizagem.
A APRENDIZAGEM DA ORTOGRAFIA
Para nortear nossas discussões utilizamos um arquivo em PowerPoint. Como o material é extenso, visto que a temática é bastante complexa, colocarei aqui apenas os vídeos utilizados a algumas informações muito importantes.
OBJETIVOS:
* Como é que a criança vai organizando o sistema ortográfico? Temos clareza a esse respeito? Que ideia nós temos quanto a essa questão? Trata-se de uma construção (como a aquisição da escrita) ou mais uma questão de memorização?
* Como é que a criança vai organizando o sistema ortográfico? Ela organiza esse sistema ou não? Todas organizam da mesma forma? No mesmo ritmo? Ou em ritmos diferentes? Será que há aquelas que não organizam? Essa organização tem relação com a metodologia adotada pelo professor ou não?
* Que papel tem sua memória oral, ou seja, as referencias acústicas e articulatórias que servem de base para a oralidade, no domínio da escrita? Pensamos sobre isso no dia a dia? Levamos essa questão em consideração em nosso cotidiano? Em que medida? Damos ênfase a esse aspecto no processo de apropriação da escrita?
Ø Haveria uma tendência evolutiva das crianças de, aos poucos, elaborar e testar hipóteses confrontando-as com outras escritas e, desta forma, ir modificando-as para transformar “sua escrita” em escrita? Mas como se caracterizaria essa progressão, caso ela ocorra? Temos observado e valorizado isso? Encaramos a aquisição da norma ortográfica da mesma forma que encaramos a aquisição da escrita? Sim? Não? Por quê?
* As crianças percorreriam trajetos diferentes? Apresentariam as mesmas dificuldades ou hipóteses? Temos analisado essas questões? Temos como responder a essas perguntas?
* Qual o ritmo de apropriação do sistema ortográfico? Ë rápido? Lento? Fácil? Difícil? Diferente para cada criança? Similar? Saberíamos responder a essas questões? Por quê? Se não conhecemos esse ritmo, como ajudar e sobretudo respeitar essas crianças?
* Que tipo de erros são mais comuns? Será que conseguiríamos responder prontamente a essa questão? Temos analisado com rigor os tipos de erros apresentado pelos alunos?
* Porque eles estariam ocorrendo? Sabemos explicar porque eles estariam ocorrendo? Essa compreensão é importante? Por quê?
* Há certos aspectos da língua escrita de mais difícil apropriação do que outros? Se concordarmos com essa afirmação, saberíamos dizer com precisão quais e por quê? Se tivéssemos clareza a esse respeito faríamos alguma mudança em nossa metodologia de trabalho? Quais? Por quê?
* É possível desenvolver procedimentos pedagógicos que auxiliem a criança em sua trajetória de construção de conhecimentos? Se acreditamos que sim, o que devemos então fazer?
* Até quando podemos considerar a ocorrência de erros como um fato natural, ou melhor, como parte do processo de aprendizagem e, a partir de quando e em que tipo de configuração podem ser significativos como indícios de que a apropriação da escrita não estaria se processando adequadamente? Temos clareza a respeito dessas questões?
* Que tipo de elementos poderiam fazer-nos pensar, de fato, em um possível distúrbio? Saberíamos elencar esses elementos? Essa informação não é fundamental em nosso trabalho?
* Refletir com os professores: “como os livros didáticos abordam a questão da relação entre a fala e a escrita”? É clara? Adequada? Fundamentada?
* Qual das duas precisa de contextualização: a fala ou a escrita? Por quê?
* Quais as diferenças mais significativas entre a fala e a escrita?
* Todos os elementos da oralidade estão presentes na escrita e vice versa?
* Podemos considerar a escrita como uma representação da fala? Por quê?
* A clareza sobre esses conceitos das diferenças entre fala e escrita reflete no trabalho de alfabetização / apropriação / da escrita por parte da criança ou não, é indiferente? Se refletir, em que medida isso acontece?
* Questionar o grupo quanto a seguinte questão: “todos sabem definir o que significa multimodalidade discursiva?” Ter clareza sobre isso reflete em nosso trabalho com a língua? De que maneira?
Ø Definir através da exibição do vídeo, o que vem a ser multimodalidade discursiva;
Ø Discutir com os professores: “estamos trabalhando adequadamente a oralidade na sala de aula”?
Ø Refletir: temos claro, todas as características da linguagem oral e da linguagem escrita? Caso não tenhamos, podemos dizer que isso reflete positiva ou negativamente em nosso trabalho?
Vídeo: Fala e escrita. Luiz Antonio Marcuschi Departamento de Letras – CEEL – UFPE. (parte 1)
• Muitas vezes os livros didáticos, fazem uma tremenda confusão acham que a fala é contextualizada e a escrita descontextualizada, (...) 
• a escrita tem uma grande importância, uma grande supremacia, um grande valor. O que nos queremos fazer aqui é mostrar que isso é um equívoco, tanto a oralidade como a escrita são fundamentais (...) 
• Cada uma tem o seu lugar, são práticas discursivas que não concorrem, não competem, mas são complementares, e são utilizadas harmonicamente no dia a dia. (...)

Vídeo: Fala e escrita. Luiz Antonio Marcuschi Departamento de Letras – CEEL – UFPE e Ângela Dionísio - Departamento de Letras – CEEL – UFPE. (parte 2)

• multimodalidade discursiva, ou seja, estou concebendo que a fala e a escrita são multimodais, isto é, se caracterizam por formas diferentes de construir a informação. (...) 
• a escrita também é multimodal. (...) 
• há uma necessidade de se repensar, como ler na sociedade contemporânea (...) 
• a nossa escrita atualmente está ficando cada vez menos alfabética e cada vez mais envolvendo outras formas simbólicas. (...) 
• muita coisa que está em uma página não é alfabética (...)
Vídeo: Fala e escrita. Luiz Antonio Marcuschi Departamento de Letras – CEEL – UFPE e Ângela Dionísio - Departamento de Letras – CEEL – UFPE. (parte 3)
• Os gestos todos são itens lexicais (...); 
• características da fala, por exemplo, numa conversa é justamente a troca de turno, (...) na escrita não tem esse problema, porque a escrita eu estou fazendo sozinha, então eu decido (...), numa conversa face a face, com uma, duas, três, quatro pessoas, essa construção é coletiva, há uma cooperação. (...) 
• a questão da oralidade e da escrita está também acoplada aos gêneros textuais que nós construímos (...) 
• A escola não deve abandonar o trabalho com a oralidade e pensar que tudo está em casa. Ela tem que cuidar tanto da escrita como da oralidade. (...)

UM “PARÊNTESE” PARA EXPLICAÇÃO DOS CONCEITOS: sintático, fonológico, morfológico e consciência fonológica.

No HEC ocorrido no dia 03/11/11 uma professora que lecionava na EJA (na época) e que fez habilitação em deficiência auditiva na UNESP comentou que devido a sua formação ela enfoca essa questão (...) no processo de alfabetização (mesmo de adultos) por entender a importância disso dentro do processo ensino / aprendizagem. Ou seja, ela reiterou à importância de se pensar o trabalho com a língua materna do ponto de vista semântico, sintático, fonológico e morfológico. É claro que essas definições colocadas acima não foram devidamente explicitadas no momento da participação da referida professora no HEC. Aproveitamos então essa oportunidade em que estão todos os docentes reunidos para retomar essas questões.
Semântica
video

video


video

(...) Professor tem que ter um projeto, ou melhor, tem que engajar-se em um. Quero dizer que cada professor pode pensar o que quiser, mas, trabalhando numa escola, deve assumir o projeto da escola. Isso deveria significar que, no mínimo, cada escola deveria ter um projeto mais ou menos unitário. A democracia e a liberdade intelectual – se é que esse é um caso para tanto – poderiam ser exercidas na forma de vários projetos em cada cidade, levados adiante por escolas diferentes. Mas não se pode aceitar que cada professor trabalhe segundo suas preferências – ou segundo a falta delas – misturando tudo na mesma escola. (...)
(...) Professor deve ter espírito de pesquisador (as verdades são provisórias e as teorias são numerosas e atraentes etc.), mas tem que atuar como se tivesse certezas, e um número razoável delas (perseguir o “português correto”, o texto bom, a boa - e variada - literatura). Parafraseando Gramsci: ele deve ter dúvida na teoria, mas certeza na prática. (...)
(...) Quanto mais o professor souber e vier a saber, melhor, mas há coisas essenciais, estratégicas, básicas, indispensáveis: especialmente ler e escrever bem. (...)
UMA SEQUÊNCIA DE APROPRIAÇÃO: ESCALA DE APROPRIAÇÃO EVOLUTIVA
AQUISIÇÕES FÁCEIS:
APROPRIAÇÃO LENTA E DIFÍCIL:
APROPRIAÇÃO MAIS LENTA E TARDIA:
No geral as crianças seguem uma trajetória semelhante (...), porém, nem sempre se processa da mesma forma para todos. Para algumas crianças a apropriação parece revelar-se mais lenta e dificultosa (....) 
Avaliações periódicas 
Estes dois parâmetros, queda na frequência e diminuição das áreas de dificuldades podem ser indicativos de que o processo de apropriação está em curso, que não há problemas de aprendizagem (...) 
Lembrar que nem sempre a presença de dificuldades significa a presença de um distúrbio. 
Análise dos resultados: Principais constatações. 
Apresentamos ao grupo a tabulação dos dados colhidos em cinco produções escritas dos alunos em todas as séries. Terminada a apresentação deste arquivo e as discussões suscitadas pela temática, os professores se reuniram por série para a reelaboração dos diagramas de conteúdo de Língua Portuguesa.
Não poderia deixar de registrar o capricho de "todos" os funcionários na preparação dos lanches para os três dias de planejamento. O bolo em destaque foi feito pela professora Denise Sulpício (temos muitos artistas aqui, com diversos dons, aos poucos pretendo apresentar cada um deles. Se eles permitirem, é claro!)

2 comentários:

  1. Gostei muito do Planejamento de sua equipe, é uma pena que este ano o planejamento que participei, ou melhor que assisti imóvel, podendo apenas mexer os olhos para incredulidade da situação, não tenha tido o valor merecido.

    ResponderExcluir
  2. Para ser educador é preciso acreditar...Quem sabe um dia as coisas mudam? O que move a educação (ou não move, infelizmente) é a paixão por educar... Espero que um dia você possa dar um testemunho bem diferente desse...
    Rose.

    ResponderExcluir