Licensa

23/02/2012

Planejamento 2012 - Primeiro dia. Sensibilização

Os videos abaixo foram organizados em um arquivo de PowerPoint e apresentados sem interrupção do início ao fim, com o objetivo de sensibilizar: professores, auxiliares de serviços gerais, atendentes de escola, auxiliares de escrita, instrutor de informática, estagiários, professores de educação física, professores coordenadores e auxiliares de direção a respeito dos principais desafios que teremos que enfrentar em nosso trabalho cotidiano na escola. 
Glee Imagine
INCLUSÃO
Dedos dos Pés 
PARALISIA CEREBRAL 
Como você pode ver, uso o computador de uma maneira diferente, com os dedos dos pés. A razão disso é que, devido a um acidente de parto em que me faltou oxigênio, fiquei com uma paralisia cerebral. Apesar disso, minhas funções mentais não foram prejudicadas e sou mental e psicologicamente normal – a Internet é o único espaço em que esse fato é evidente: em geral, as pessoas têm uma imensa dificuldade em acreditar que não tenho retardo mental, problemas de percepção ou pelo menos uma ingenuidade elefantina.
De fato, como não posso falar – como também não me é possível andar, comer, me vestir etc., sem ajuda – a comunicação comigo é bastante complicada e, por isso, era bem problemático expressar o que me passava pela cabeça – na melhor das hipóteses, alguém tinha de dizer o alfabeto inteiro para que formasse as palavras letra por letra, o que inviabilizava qualquer tipo de conversação –, o que pode facilmente ser interpretado como sinal de retardo mental, já que cerca de metade das pessoas com paralisia cerebral tem esse problema, sem falar do preconceito, que é mais forte em países como o Brasil. Superar essa dificuldade de comunicação foi um longo processo, o qual foi da compra de uma máquina de escrever elétrica – que hoje me parece algo da Idade da Pedra – até o ingresso na Internet, cuja etapa mais importante foi a confecção de uma prancha com letras e números, coisa simples, mas que me permitiu conversar em tempo real – uso todos esses meios do mesmo modo, com os dedos dos pés.
Só tive oportunidade de estudar até a sexta série, mas meu nível cultural não deixa nada a dever ao de um universitário. De fato, para fugir do tédio virei um leitor voraz e acabei me tornando autodidata em Economia. Também gosto de história, filosofia, ciência – particularmente física, astronomia e matemática –, tecnologia e ficção cientifica.
Até 1995, me sentia sem forças para tentar trabalhar, o que só mudou com uma psicoterapia que comecei meio a contragosto num momento difícil. Após diversas tentativas de obter um computador, uma congregação religiosa doou o dinheiro que me possibilitou atingir tal objetivo. Inicialmente trabalhei dois anos fazendo cartões de visita, impressos de vários tipos, folhas de pagamento, em sociedade com uma irmã, e depois, sozinho, Webdesign e algumas traduções.. A banalidade desses serviços – exceto os dois últimos – me desestimulava bastante, ainda mais porque o retorno financeiro não era grande coisa e, devido a uma série de problemas, minha atividade profissional acabou. Porém, trabalhar não é nada trivial para uma pessoa com deficiência, especialmente num país como este.
Este foi o segundo site feito por uma pessoa com deficiência na Internet brasileira, o que me fez ser tema de inúmeras matérias na mídia impressa. Muita gente – como a maioria dos autores dessas reportagens – me considera um vencedor, um herói, mas não gosto dessa imagem porque acho que minha reação às limitações físicas é uma mera questão de sobrevivência – certamente há algo de extraordinário nisso, mas não muito. Todo mundo tenta instintivamente compensar suas limitações, embora as pessoas se surpreendam com os resultados dessa atitude nos deficientes físicos. Prefiro que me encarem como um lutador, um ser humano que se viu na contingência de ter que enfrentar problemas maiores do que os normais para ter sonhos e alegria de viver.
* Assistir ao vídeo (um documentário curto que a TV Futura exibiu sobre este caso e de duas outras pessoas.)
O que é autismo?
O que é TDAH? 
O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um transtorno do tipo multifatorial, ou seja, causado por vários fatores.
* Assistir ao vídeo (Entrevista no Programa Jô Soares com Psiquiatra Ana Beatriz Silva.)
RESUMO DO LIVRO MENTES INQUIETAS - TDAH: DESATENÇÃO, HIPERATIVIDADE E IMPULSIVIDADE
É; muito comum que o transtorno do déficit de atenção (TDA), conhecido popularmente como hiperatividade, esteja cercado de preconceito: quase todos o associam apenas a pessoas rebeldes, mal educadas, distraídas ou agitadas. Na verdade, alguém com as características de um TDA pode ter um imenso potencial criativo que não é direcionado de maneira adequada. Mentes Inquietas se propõe a desmistificar esses comportamentos e indicar um caminho para que suas qualidades sejam exploradas de forma eficiente e transformadora.
Desatenção, hiperatividade e impulsividade
Pessoas com comportamento distraído, enrolado, esquecido, desorganizado impulsivo, agitado, inquieto, desastrado podem ser portadoras do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), popularmente conhecido como hiperatividade infantil.
Via de regra, os portadores de TDAH são injustamente rotulados de preguiçosos, mal-educados “bicho-carpinteiro”, avoados, irresponsáveis ou rebeldes, mas na realidade possuem um funcionamento cerebral diferente, que os fazem agir dessa forma. O TDAH ou simplesmente TDA é caracterizado pela seguinte tríade de sintomas: desatenção, impulsividade e hiperatividade mental e/ou física. Manifesta-se ainda na infância e está; presente em 3 a 7% nas crianças em idade escolar. Tais crianças frequentemente apresentam dificuldades de concentração e de relacionamentos, ocasionando incompreensão de amigos, pais e professores.
Um dos maiores problemas que permeiam o TDA é a falta conhecimento sobre o assunto, tanto na população leiga quanto nas áreas médica, psicológica e educacional. Muitas pessoas com TDA passam a sua vida inteira sem ter a mínima noção de que o problema tem solução e de que precisam de um diagnóstico e tratamento adequados. Menos conhecido do público em geral é o fato de que a hiperatividade física nem sempre está; presente nos portadores de TDA. Somente 50% desses indivíduos apresentam agitação física. Por isso, a condição básica para se firmar o diagnóstico de TDA é a hiperatividade mental (uma mente inquieta, ruidosa, que vive “a mil por hora”). Isso dificulta sua concentração, em função da tempestade de pensamentos e ideias que pairam em suas mentes.
Os meninos estão mais propensos a apresentarem o TDA com hiperatividade física. Já; as meninas são mais quietas, desligadas, sonhadoras e, por isso mesmo, não chamam a atenção quanto ao seu comportamento. Os meninos são mais acometidos que as meninas, numa proporção de 3:1.
Ninguém adquire TDA na vida adulta. O transtorno do déficit de atenção é uma condição que acompanha a pessoa desde sempre, sendo constitucional e inerente à sua biologia. A pessoa nasce TDA.
Ao contrário do que se possa pensar, os TDAs não possuem parca inteligência ou algum problema de ordem cognitiva. Eles apresentam grande potencial criativo e intuitivo, muitas vezes com QI acima da média. O grande “x” da questão é canalizar suas habilidades inatas em algo realmente producente.
Fonte: Editora Objetiva
Documentário: Não sei fazer isso, mas sei fazer aquilo.
Documentário sobre os 'Distúrbios e Dificuldades de Aprendizagem'. É um vídeo recente da HBO que compartilho orgulhosamente com vocês. É muito emocionante. Vale a pena os 30 min que você puder abrir seu coração e realmente conhecer como as crianças sentem com seus distúrbios e transtornos e como nós educadores, podemos contribuir para a genuína inclusão. (Esse vídeo está dividido em três partes. Optamos por apresentar uma em cada dia do planejamento.) 
SINOPSE: Nesse documentário em curta metragem, crianças falam sobre suas experiências de lidar com dificuldades no aprendizado tal como a dislexia, discalculia, disgrafia, deficit de atenção e desordem no processamento auditivo. Um relato inspirador sobre como essas crianças descobriram habilidades reais e aprenderam a utilizá-las para superar as dificuldades cognitivas que são portadoras. Narrado por Michael Hall Daddario, ator-mirim revelação na minissérie-evento John Adams da HBO.
Vídeo: Entrevista com Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva sobre Bullying (violência escolar), tema do livro de sua autoria - Bullying: mentes perigosas nas escolas. Programa: Sem Censura. Apresentação: Leda Nagle. Exibido em: 01.06.10
Em Bullying - Mentes perigosas nas escolas, a Dra. Ana Beatriz faz uma análise profunda sobre um dos tipos de violência cada vez mais noticiado, que precisa com urgência ser combatido. "Além de os bullies - os agressores - escolherem um aluno-alvo que se encontra em franca desigualdade de poder, geralmente este também já apresenta uma baixa autoestima. A prática de bullying agrava o problema preexistente, assim como pode abrir quadros graves de transtornos psíquicos e/ou comportamentais que, muitas vezes, trazem prejuízos irreversíveis. No exercício diário da minha profissão, e após uma criteriosa investigação do histórico de vida dos pacientes, observo que não somente crianças e adolescentes sofrem com essa prática indecorosa, como também muitos adultos ainda experimentam aflições intensas advindas de uma vida estudantil traumática", alerta a psiquiatria. De forma acessível e muito esclarecedora, o livro faz uma investigação do problema, trazendo informações necessárias aos pais, professores, alunos e profissionais de diversas áreas para identificar esse tipo de violência e suas consequências, como também o que se pode fazer para combatê-la.
Fonte: Editora Objetiva
Vídeo: Gabriel Chalita fala sobre Bullying.
O Bullying é um tema que tem sido discutido cada vez mais em escolas do Brasil e do mundo. O termo compreende vários tipos de agressões entre crianças, jovens e até mesmo entre adultos. Essas agressões não são apenas físicas, mas também psicológicas, como colocar apelidos, humilhar, discriminar, isolar, intimidar, fazer sofrer, ofender, aterrorizar, assediar, roubar, dominar.
De acordo com o membro da Academia Paulista de Letras, professor universitário e apresentador do programa Quarta Viva, na TV Canção Nova, Gabriel Chalita, o bullying é prejudicial porque marca a vida da pessoa para sempre.
Chalita ainda orienta que, para evitar este mal, é fundamental a participação dos pais, tendo em vista que, na maioria dos casos, o bullying é praticado por crianças e jovens em idade escolar. Diálogo, orientação e bons exemplos são as dicas do professor para resolver este problema.
MEIO AMBIENTE
Rex investiga as causas do aquecimento global em mais uma edição do programa Pequenos cientistas, uma produção da TV Rá Tim Bum em parceria com a revista Ciência Hoje das Crianças. 
Vídeo: Água a fonte da vida.
Vídeo: Lixo Extraordinário (2010) - TRAILER OFICIAL. 
Filmado ao longo de quase dois anos, Lixo Extraordinário acompanha a visita do artista plástico Vik Muniz a um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis. O objetivo inicial de Muniz era "pintar" esses catadores com o lixo. No entanto, o trabalho com estes personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugestionados a imaginar suas vidas fora daquele ambiente.
DIREITOS HUMANOS
Vídeo: Direitos humanos. 
Para discutir os 60 anos da declaração dos direitos humanos, o jornal da gazeta recebe Lucia Nader, da ONG conectas. Outras informações: clique aqui
LEITURA E ESCRITA
Moacyr Scliar
video

Para finalizar o trabalho de sensibilização convidamos a professora Lígia da Secretaria Municipal da Educação para realizar um depoimento e explicar aos professores como funcionará a sala de AEE. 
Visite o site: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/conheca-salas-recurso-funcionam-verdade-para-inclusao-deficiencia-546795.shtml. Nele você encontrará várias informações a respeito. O título da reportagem é: "Conheça as salas de recurso que funcionam de verdade para a inclusão"
Alunos com deficiência precisam desenvolver habilidades para participar das aulas. Saiba como esse trabalho deve ser feito no contraturno.

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