Licensa

29/01/2012

Prece do estudante

Um grão de poesia basta
para perfumar todo um século. 
José Martí
Certa vez um economista participava de um debate, em que se discutia o desemprego e, após um engenheiro falar sobre a contribuição da construção civil na demanda por mão-de-obra, o mediador, entre irônico e sério, fez a seguinte afirmação-pergunta: “os professores não constroem pontes; logo, o que eles podem fazer para ajudar a diminuir o desemprego?” Sem tempo para pensar, o hábil polemista respondeu, também entre irônico e sério: “realmente um professor não constrói pontes, não levanta edifícios, não pilota aviões, não cura doentes... Essas atividades tão visíveis e responsáveis por tantos empregos”. 
O professor se contenta com algo mais simples: ele prefere construir o engenheiro que levanta as paredes, instruir o comandante que faz o avião voar, formar o médico que cura, e ensinar os jornalistas a fazerem perguntas embaraçosas. 
O professor não constrói coisas... Ele ‘constrói’ as pessoas que fazem as coisas, ou pelo menos ajuda as pessoas a construírem a si próprias.”
Dizia Immanuel Kant que o homem é a única criatura que precisa ser educada e a educação é a arte de formar os homens; isto é, desenvolver neles simultaneamente as faculdades físicas, intelectuais e morais. 
Professores ou pais, todos queremos educar jovens dóceis e receptivos. Queremos ver brotar diante de nossos olhos as sementes que semeamos. No entanto, são os jovens que nos desapontam, que testam nossa qualidade de educadores. 
São filhos complicados que testam à grandeza do amor dos pais. 
São os alunos" insuportáveis" que testam à capacidade de humanismo dos mestres. 
Pais brilhantes e professores fascinantes não desistem dos jovens, mesmo que eles causem frustração e não lhes deem o retorno imediatamente esperado.  
Paciência é o segredo. 
A educação do afeto é a meta. 
Os alunos que mais decepcionam hoje poderão ser aqueles que mais alegrias nos trarão no futuro.
Basta investir tempo e dedicação a eles.
“A educação é uma arte particular, que exige vocações muito particulares; exige qualidades morais que não são dadas a todos os homens, tais como sabedoria, firmeza, paciência, vontade e força para dominar as próprias paixões”; 
Exige profundo conhecimento do coração e da psicologia do ser humano, além do conhecimento dos meios mais apropriados para desenvolver no aluno as faculdades físicas, intelectuais e morais necessárias ao seu crescimento.
“A educação é uma arte que precisa ser estudada, do que resulta que o professor é, ele próprio, um eterno aprendiz”.
Vamos nos unir então, pais e professores, para que possamos construir nas mentes de nossos filhos uma estrutura firmada em valores nobres que garantam a construção de um mundo melhor através de uma convivência em bases verdadeiramente cristãs.
Sérgio Avelhaneda
Pretendo que a poesia tenha
a virtude de, em meio ao sofrimento
e o desamparo,
acender uma luz qualquer,
uma luz que não nos é dada,
não desce dos céus,
mas que nasce das mãos
e do espírito dos homens.

Ferreira Gular

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