Licensa

23/01/2012

Cartografia e o livro Zoom


Os mapas começaram a ser traçados pelos gregos no século VI a.C., como auxiliar das expedições militares e das navegações. O mais antigo mapa já encontrado foi confeccionado na Suméria, em uma pequena tábua de argila.
Na época medieval, a Cartografia foi considerada mais uma obra de arte do que uma técnica. No século XVIII, o geógrafo alemão Gottfried Gregorii, afirmava: “ninguém pode ser um bom cartógrafo, se não for um bom pintor”.
Hoje, a Cartografia é reconhecida como um conjunto de técnicas científicas e artísticas que representam graficamente uma área, em mapas ou cartas geográficas.
Segundo o professor Fernando Araújo Nunes, o mapa e a carta geográfica têm o mesmo significado. No Brasil, costuma-se diferenciá-los: emprega-se a palavra mapa para as representações mais simples, generalizadas ou de escala muito pequena, e a palavra carta para as representações mais detalhadas, mais precisas ou de grande escala.
Entender mapas não é tarefa das mais fáceis para as crianças. O mapa é uma representação do espaço e isto exige um esforço de abstração muito grande por parte das crianças. Espaços desenhados em escala não significam muita coisa, mas elas entendem bem os espaços em que vivem, e com os quais têm relações afetivas, como sua casa, sua sala de aula ou sua cidade. O objetivo de montar uma maquete da sala de aula ou de uma pequena cidade é estender alguns conceitos para áreas maiores e entender que o espaço é contínuo (a cidade está no país).

Dica: O livro “Zoom” (1995), de Istvan Banyai da Editora Brinque-Book, pode enriquecer bastante esta atividade.
Este vídeo mostra o livro do final para o início (explorando-o de uma forma)
Este vídeo mostra o livro do começo para o final (explorando-o de outra forma)
ATIVIDADE
Fazer uma planta baixa. Este tipo de exercício faz com que o aluno aprenda a abstrair, entendendo assim com mais facilidade as representações cartográficas (mapas). Os mapas são representações do espaço visto de cima. É uma representação feita a partir de um determinado ponto de vista.
1 - Cubra a maquete feita dentro de uma caixa de sapato com papel celofane.
2 - Os alunos contornam, com caneta para retroprojetor, as formas dos objetos. Este é um caminho possível para descobrir como se faz para representar um espaço tridimensional no papel.
Na representação de uma área podemos encontrar diversas informações por meio de símbolos, cores, entre outros. A legenda de um mapa é uma espécie de dicionário dos símbolos ou convenções adotadas para a confecção de mapas.
Estes símbolos podem mostrar, desde os aspectos geográficos, por exemplo, a concentração populacional de uma cidade, os pontos turísticos, diferenças de desenvolvimento social, concentração de renda, entre outros.
A legenda pode ser criada pelos alunos, em conjunto ou individualmente, para depois serem escolhidos os símbolos mais adequados. Deve-se tomar cuidado para não esquecer as convenções já existentes.
É comum os alunos confundirem símbolo com legenda. Cores são usadas freqüentemente em diferentes mapas. Trazer um mapa de Climas do Brasil, para sala de aula, e outro de Vegetação do Brasil e pedir para os alunos comparar as legendas de ambos, pode ser bem esclarecedor, pois a turma pode perceber que as mesmas cores utilizadas nos dois mapas possuem significados distintos, em cada um.
Curiosidades

Corrida de orientação

É uma espécie de “cross humano”, onde o atleta percorre os mais variados terrenos, tais como campos, matas, rios e trilhas. Na corrida de orientação, o atleta, por meio de um mapa e auxiliado por uma bússola, percorre uma série de pontos de controle, sendo considerado vencedor aquele que completar o percurso em menor tempo.

Como o mapa é infinitamente menor que um continente, por exemplo, necessitamos de uma escala. A escala nos informa quantas vezes o objeto real foi reduzido em relação ao mapa. Um mapa de um bairro na escala 1:50.000 significa que as distâncias (ou proporções) reais do bairro sofreram uma redução de 50 mil vezes em relação ao mapa, ou seja, nessa escala um centímetro no mapa corresponde a 50 mil centímetros.
ATIVIDADE
Trabalhar com encartes de lançamentos imobiliários, que são distribuídos em sinais de trânsito, é muito interessante para começar a discussão sobre a utilidade dos mapas.
É interessante também para iniciar o trabalho com escala.
O uso de fotografias de diferentes tamanhos (da 3X4 até o maior tamanho que se conseguir) também é um ótimo recurso para estabelecer o conceito de escala, pois apresenta o mesmo objeto em tamanhos diferentes, mantendo as proporções.
O cálculo da distância real (em linha reta) entre duas cidades (Rio-São Paulo, por exemplo), em mapas com diferentes escalas, é uma atividade que também leva os alunos a perceberem que apesar dos diferentes tamanhos dos mapas o resultado final é um só.
Bibliografia
- CZAJKOWSKI, Jorge(org.) Do cosmógrafo ao satélite. Rio de Janeiro: Centro de Arquitetura e Urbanismo - RJ, 2000.
- EDSON. Cartografia. Disponível em: <www.iis.com.br/~rbsoares/main.htm> Acesso em 28/10/2002.
- NUNES, Fernando Araújo. Cartografia, a arte de compor mapas. Disponível em: <www.geografiafernando.hpg.ig.com.br> Acesso em 23/10/2002.
- PIRES, Roberto Jr.. Alfabetização cartográfica: Algumas considerações sobre o uso do mapa nas Séries Iniciais do primeiro grau. Revista do Departamento de Geografia, nº 1:UERJ, s/d.

Nenhum comentário:

Postar um comentário