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24/01/2012

Avaliação em língua portuguesa

Estamos nos preparando para o Planejamento 2012 que deverá ocorrer nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro. As demandas são muitas e o tempo é curto. Então precisamos aproveitá-lo ao máximo, procurando ser rigorosos na escolha dos materiais que serão trabalhados com os educadores. 
Sempre iniciamos o ano com uma avaliação diagnóstica, principalmente nas áreas de Língua Portuguesa e matemática (isso não quer dizer que as demais áreas não sejam importantes e não necessitem de uma "sondagem"  do universo cultural dos alunos, mas como dissemos o tempo é escasso).
Nas minhas pesquisa encontrei dois vídeos que considerei bastante interessantes (um é continuação do outro) e o tema é justamente a questão da avaliação em Língua Portuguesa. Vejamos: 
Este vídeo constitui-se em material complementar para o estudo de temas relativos à produção de textos no ensino fundamental. Diversos aspectos concernentes a essa temática foram abordados no livro e no guia didático publicados junto a este material. No percurso das imagens você será convidado a refletir sobre sua prática pedagógica, a analisar situações didáticas de sala de aula vividas por outros colegas-professores e a planejar novas ações, registrando as experiências realizadas.
Neste projeto, procuramos tratar de diferentes aspectos de um mesmo tema: a avaliação em língua portuguesa. Além de questões introdutórias mais gerais, tais como o papel da avaliação na escola, a relação entre avaliação e organização curricular, e a importância da avaliação para os processos de letramento e alfabetização, abordamos outros subtemas, que são: histórico e caracterização dos paradigmas de avaliação; avaliação da compreensão leitora, na perspectiva do texto enquanto unidade de sentido; avaliação da produção do texto escolar, tendo em vista suas condições de produção; avaliação da oralidade, no contexto do debate contemporâneo em torno de qual fala ensinar aos alunos; avaliação da análise linguística, enquanto um dos eixos estruturantes do ensino da língua portuguesa na atualidade, ao lado da leitura e da produção de textos; instrumentos de avaliação, em suas relações com diferentes concepções de linguagem e ensino de português; avaliação na alfabetização, em que procuramos mostrar a diferença de perspectiva conceitual e metodológica entre os procedimentos "tradicionais" e aqueles considerados "construtivistas".
Superando os obstáculos de avaliar a oralidade - Quando se fala em ensino do oral, certamente não se trata de ensinar as crianças a falar, pois isso elas aprendem fora da escola. Por outro lado, não é verdadeira a ideia de que a fala é apenas uma questão de aprendizado espontâneo no dia-a-dia. O desempenho adequado em certas práticas orais formais pode ser desenvolvido na escola, como é o caso da apresentação de seminários ou da realização de debates, júris simulados, entrevistas etc.
Trabalhar com o oral em sala é, antes de tudo, identificar a imensa riqueza e variedade de usos da linguagem oral no cotidiano1. Portanto, é necessário abandonar a ideia de que o oral é uma realidade única, normalmente identificada com a conversa espontânea (o que, em sala de aula, resulta em exercícios do tipo “Converse com o colega...” ou “Dê sua opinião...”), bem como deixar de imaginar que o trabalho com o oral se resolve com atividades que envolvem o que se costuma chamar de escrita oralizada (toda palavra lida ou recitada).
Refletiremos sobre a prática de análise linguística (AL) no ensino de língua materna e sua avaliação, uma relação que ainda precisa ser melhor compreendida pelos docentes. Sabemos que muitas experiências escolares por nós vivenciadas enquanto éramos alunos(as) terminam sendo adotadas como modelo para nossa prática docente, ainda que de forma inconsciente ou irrefletida.

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