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31/12/2012

Colossal - Um blog sobre arte e engenho visual.

PASSAGEM DO ANO

O último dia do ano
Não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
E novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
Farás viagens e tantas celebrações
De aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia
E coral,

Que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
Os irreparáveis uivos
Do lobo, na solidão.

O último dia do tempo
Não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
Onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
Uma mulher e seu pé,
Um corpo e sua memória,
Um olho e seu brilho,
Uma voz e seu eco.
E quem sabe até se Deus...

Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.

Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa, já se expirou, outras espreitam a morte,
Mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
E de copo na mão
Esperas amanhecer.

O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
O recurso da bola colorida,
O recurso de Kant e da poesia,
Todos eles... e nenhum resolve.

Surge a manhã de um novo ano. As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
Lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.

30/12/2012

Desejos

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"Mais uma vez o tempo me assusta
passa afobado pelo meu dia
atropela minha hora
despreza minha agenda
corre prepotente
a disputar lugar com a ventania.
O tempo envelhece e não se emenda.
Deveria haver algum decreto
que obrigasse o tempo a desacelerar
e a respeitar meu projeto
Só assim eu daria conta
dos livros que vão se empilhando,
das melodias que estão me aguardando,
das saudades que venho sentindo,
das verdades que eu ando mentindo,
das promessas que venho esquecendo,
dos impulsos que sigo contendo,
dos prazeres que chegam partindo,
dos receios que partem, voltando...
Agora, que redijo a página final
percebo o tanto de caminho percorrido
nesse ano que vai se retirando.
Apesar do tempo e sua pressa desleal
agradeço a Deus por ter vivido,
amanhecer
e continuar teimando."
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22/12/2012

Projeto Trilhas: "A flauta do tatu"

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Sinopse
Nos contos populares brasileiros, a onça sempre representou o poder despótico. Contra ela, surge, em cada história, um animal que, por meio da inteligência, consegue driblar a adversária e, na maioria das vezes, levar a melhor na disputa. Os três títulos da coleção Virando onça: "A casa da onça e do bode", "O bicho folharal" e "A flauta do tatu" lançados simultaneamente pela Rocco, jovens leitores, trazem textos tradicionais protagonizados por este personagem tão familiar à imaginação do povo, e recontados com novos sons e novas cores criados por Angela Lago, grande artista da palavra e da imagem. Ambas sempre surpreendem. Assim como a criatividade de suas histórias e a atualidade dos temas trabalhados nas suas obras. Para Angela, ilustrar um livro, é tentar desenhar o que não está dito no texto e "acentuar um ou outro momento, criando um ritmo visual para a narrativa". Ao longo de sua carreira, Angela Lago ganhou vários prêmios importantes, mas "o elogio e as palavras simpáticas de uma criança valem mais do que todos eles juntos." De estilo literário sucinto e divertido, com ilustrações vibrantes e muito bem-humoradas, os livros garantem a atenção tanto de leitores iniciantes quanto daqueles já com bastante experiência. Em "A flauta do tatu" tudo gira em torno do prato predileto da onça. Advinhem qual era? Sopa de tatu, claro. Pelo menos era isso que ela alardeava aos quatro ventos e, inclusive, na cara do pobre coitado. O tatu ficou tão contrariado que inventou uma canção ridicularizando a onça. Quando ela soube, não vacilou e partiu para tomar satisfação. Fonte
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"Vivemos um final de século psicologizado, onde a infância é vista  como uma etapa, a criança, um “vir a ser”. Esquecemos que nós adultos também somos um “vir a ser”, que continuamos nos transformando a cada momento e que esta é justamente a riqueza do momento. Esquecemos que o permanente talvez seja apenas as lembranças, ou nem elas, já que a memória vive na casa da imaginação". (Lago, 1992, p. 16)
LAGO, Ângela (1992). “Um livro de areia”. In: Cadernos de Letras/Série: Literatura infanto-juvenil. Goiânia: UFG. n. 8.
______ (2005a).  A casa da onça e do bode. Rio de Janeiro: Rocco.
______ (2005b). A flauta do tatu. Rio de Janeiro: Rocco.
______ (2005c). O bicho folharal. Rio de Janeiro: Rocco.
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Sobre a autora:

Dramatização:
De acordo com Oliveira (2009) é possível a adaptação das histórias infantis para representação de seu texto para o teatro; assim, as crianças assumem o papel dos personagens e os representam. Dependendo dos recursos da escola, as crianças poderão usar fantasia, máscaras e diversos objetos para representação do teatro. Ainda destaca que a história não deve ser elaborada pelo professor e dada pronta para ser “decorada”; antes, será muito mais enriquecedor se as crianças participarem de todo o processo.
Porém, o importante, ressalta a autora, é que “a criança (o aluno) assimile a mensagem transmitida pela história e verbalize seu conteúdo, usando a linguagem oral e gestual” (Oliveira, 2009, p.25).
OLIVEIRA, Maria Alexandre de. Dinâmicas em Literatura Infantil. São Paulo: Paulinas, 2009.
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“Dá para imaginar que, por maiores e mais avançados que sejam os recursos contemporâneos de transmissão da informação, uma educação de qualidade pode se dar ao luxo de dispensar a leitura de literatura, ou de ter dúvidas sobre a sua importância, ou de ficar discutindo em círculo sobre as diversas firulas que podem (ou não) caracterizar métodos de se chegar lá? Ou entendemos que não há educação sem leitura e nos alarmamos com a situação brasileira, ou estamos perdidos” (“Balaio”, de Ana Maria Machado, Editora Nova Fronteira, p.168)
Professoras: Camila, Flávia Medina e Renata
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21/12/2012

Quase um ano de Blog ...

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Tradução: Sucesso "Não é sempre que você vê"
A maioria das pessoas buscam sucesso profissional e pessoal, mas nem todas conseguem ou desistem no meio do caminho, pois não tem autoestima suficiente em acreditar que é capaz ou não encontrou a motivação necessária para não desistir e ir a luta. Por isso estou trazendo para vocês frases de grandes lideres e mestres que mudaram a história da humanidade não só com essas frases inspiradoras e sim com seus gestos e atitudes que fizeram a diferença
Começar bem: "Viva a cada dia como se a vida estivesse começando." (Johann Goethe, motivação para um dia melhor)

Perseverança: "Perseverança é o trabalho duro que você faz depois de ter se cansado de fazer o trabalho duro que você já fez." (Newt Gingrich)

Atitude correta: "Eu descobri que sempre tenho escolhas. E muitas vezes, trata-se apenas de uma escolha de atitude." (Judith M. Knowlton)

A vida, na prática: "A vida acadêmica é essencial para nos mostrar a base teórica da profissão que queremos seguir, mas somente na prática do dia-a-dia é que colocaremos a prova tudo aquilo que os mestres nos ensinaram e muitas vezes veremos que não era bem daquela maneira." (Luís Alves)

Tentar e tentar novamente: "Tentar e falhar é, pelo menos, aprender. Não chegar a tentar é sofrer a inestimável perda do que poderia ter sido." (Albino Teixeira)

Oportunidade e sorte: "Sorte é o que acontece quando a preparação encontra a oportunidade." (Elmer Letterman)

Motivação e sacrifício: "É impossível avaliar a força que possuímos sem medir o tamanho do obstáculo que podemos vencer, nem o valor de uma ação sem sabermos o sacrifício que ela comporta." (H. W. Beecher)

Quem sabe faz a hora: "Já dizia a canção, quem sabe faz a hora, não espera acontecer, assim é a felicidade, enquanto muitos esperam, outros a buscam, tenha em mente que você é senhor de seu destino." (Luis Alves - consultor e coaching)

Motivação no trabalho: "As pessoas que alcançam seu potencial pensam em aperfeiçoamento." (John Maxwell)

A arte da guerra: "Deve-se utilizar a força do oponente a nosso favor." (Sun Tzu)

Motivação para o sucesso profissional: "Motivar é criar interesse pelo tema e vontade, esse ânimo e auto-ajuda vão nos ajudar a progredir em conhecimentos e nas tarefas profissionais." (Daniel Godri)

Motivação no trabalho: "O desempenho de uma empresa é baseado em soluções e problemas, se for um problema, tem solução! Se não tem solução, então não deve ser um problema. Não existe um caminho novo. O que existe de novo é o jeito de caminhar e é bom saber que a gente tropeça sempre nas pedras pequenas, porque as grandes a gente enxerga de longe, e saber administrar essas situações é o que caracteriza um comportamento otimista e de prosperidade." (Autor Desconhecido)

"O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência". (Henry Ford)

É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota. (Theodore Roosevelt)

Projeto Trilhas: "O grande rabanete"

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RESENHA
Vovô plantou um rabanete na horta. Mas o rabanete cresceu tanto, que ele não conseguia arrancá-lo da terra. Chamou então a vovó, mas ainda assim não tiveram sucesso. E veio a neta, o Totó, o gato... e nada! O rabanete era grande mesmo! Até que chamaram o rato e... plop! — o rabanete saiu da terra. O ratinho ficou muito convencido, achando que a façanha era dele.
COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA
A história, de enredo simples, tem como atrativo principal a forma: é narrada como um conto cumulativo — forma que encanta e diverte a garotada, além de representar um excelente treino de memória. As frases — simples — , são bastante adequadas aos que se iniciam na leitura, o que não quer dizer que sejam pobres; servem-se de recursos originais, como a repetição: “o rabanete cresceu-cresceu e ficou grande-grande”. Além do aspecto linguístico, é possível explorar, por meio da narrativa, o lado humano: a questão da solidariedade, da cooperação, da divisão de bens e até da auto-estima exacerbada, aspecto representado pelo ratinho, no bem-humorado e imprevisto final.
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PROPOSTAS DE ATIVIDADES

Antes da leitura:
1. Apresente a seus alunos diferentes histórias ou cantigas do tipo cumulativo, também chamadas de encadear. Não podem faltar as tradicionais “A velha a fiar”; “Estória da Coca”, narradas por Elba Ramalho no CD Brincadeiras de roda, estórias e canções de ninar, do selo Eldorado e outras coletadas por Câmara Cascudo. Ver post do dia 15/12/12 intitulado: "Histórias acumulativas: Projeto Trilhas" para maiores informações a respeito.
2. Leia o título da história, O grande rabanete, e verifique se seus alunos sabem o que é um rabanete. Quem já comeu? Quem gosta de rabanete? O que se come, geralmente, de hortaliças na casa de cada um?
3. Leia, em seguida, a dedicatória do livro: Para meus queridos leitores. Mostre a imagem sobreposta à dedicatória.
Se substituírem a imagem pela palavra que a designa e a incluírem na dedicatória, como ficará? “Um rabanete para meus queridos leitores”. Certamente, seus alunos acharão muito engraçado.
4. Agora é a vez da cartinha que Tatiana escreveu para cada um de seus leitores. Mostre a imagem que aparece no final da carta.
Veja se seus alunos percebem que não foi só a autora que resolveu trocar nabo por rabanete. Claudius, o ilustrador, também promove suas trocas: substituiu o avô pela avó. Mostre também a foto de Tatiana Belinky que aparece na seção Recado da Autora. É provável que Claudius tenha desejado homenagear Tatiana, que é como uma avó que conta histórias divertidas, para ele e todos nós.
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Durante a leitura:
1. Diga a seus alunos que "O grande rabanete" é uma história de tipo cumulativo ou de encadear.
2. Antecipe que a maneira como o texto está distribuído na página os obrigará a ler de um modo diferente. Será que eles vão descobrir que modo é esse?
Em geral, só quando a leitura de uma página se completa é que se procede à leitura da outra. Neste livro, não. É preciso encadear uma linha de uma página com a linha da outra.
3. Sugira que durante a leitura se divirtam com as engraçadas ilustrações.
E-books Editora Moderna - Livro animado - O Grande Rabanete

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Depois da leitura:
1. Será que o vovô esperava que o rabanete fosse tão grande?
Aqui há uma boa oportunidade para mostrar que na leitura se pode compreender mesmo o que não está escrito, seja por informações anteriores ao texto (o fato de que rabanetes, normalmente, são pequenos), seja por deduções que se extraem do texto (se ele soubesse que o rabanete era tão grande, nem teria tentado arrancá-lo sozinho).
2. Releia a pergunta que fecha o texto: “E você acha que o rato era mesmo o mais forte?”. Pergunte aos alunos se acham que foi mesmo o rato quem arrancou o rabanete.
Essa situação lembra a fábula "O automóvel e a mosca", que integra o livro Fábulas, de Monteiro Lobato, editado pela Brasiliense: a mosquinha só perturbou a todos que, com seu suado trabalho, tentavam desatolar o automóvel, e depois julgou-se responsável pelo sucesso da empreitada. Não deixe de ler a fábula para a classe.
3. “O rabanete cresceu-cresceu e ficou grandão-grandão.”
Peça para observarem como as repetições tornaram a frase divertida. Proponha que escrevam agora uma frase nesse estilo, dizendo o que fez a minhoca e como ela ficou.
Sugestão: “A minhoca comeu-comeu e ficou gordona-gordona”.
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Transformando a história em cantiga
Organize a turma em grupos. Proponha que transformem a história em uma cantiga de encadear que depois será apresentada para a classe.
Uma sugestão é partir das já conhecidas. Por exemplo:
Estava a velha no seu lugar
Veio a mosca lhe fazer mal
A mosca na velha
A velha a fiar
Estava a mosca no seu lugar
Veio a aranha lhe fazer mal
A aranha na mosca
A mosca na velha
A velha a fiar...
A partir dela podem criar, por exemplo:
Estava o vovô no seu lugar
Veio a vovó para ajudar...
Recurso utilizado: Quadro de pregas
O quadro de pregas é confeccionado em papel grosso ou cartolina. Suas pregas deverão ter aproximadamente 5 a 7 centímetros; as gravuras poderão ser as mesmas feitas para o flanelógrafo, apenas acrescentando na base 5 a 7 centímetros de cartolina, para que se encaixe nas pregas do quadro.

20/12/2012

Projeto Trilhas: "A casa sonolenta"

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Todos dormem profundamente na casa dessa graciosa história. De repente, uma pulga se agita e acorda os demais personagens. A residência silenciosa se transforma num lugar alegre, cheio de vida, onde todos brincam e correm animadamente.
As ilustrações, que alternam tons escuros e claros, ajudam a ditar o ritmo da história.
Esta obra mostra uma sequência de imagens estabelecendo uma coerência textual. É um livro cheio de ilustrações, capaz de prender a atenção do pequeno leitor. As formas e palavras levam ao imaginário, levando o leitor ao universo da visualização e ao universo da verbalização, unindo tudo num jogo de linguagem visual e escrita.
Era uma vez
Uma casa sonolenta
Onde todos viviam dormindo”.
Essa obra tem um aspecto lúdico, tendo a linguagem como princípio. Sua ilustração nos faz adentrar no mundo da imaginação, nos transportando para a história. Na história a contribuição da ilustração se dá pela tonalidade e pelo anúncio do personagem que vai se juntar aos dorminhocos da casa. Quando os personagens vão acordando, o cenário vai clareando. Fonte
A Casa Sonolenta2
Outra contribuição da ilustração se dá no momento em que o texto verbal aponta que determinado personagem se deita, a ilustração se antecipa qual será o próximo personagem que irá desempenhar a mesma ação. A ilustração inicia com o espaço amplo, onde mostra o ambiente fora da casa, depois a sua fachada, para focar no quarto e na cama. No primeiro par de páginas, a história verbal indica o espaço da narrativa como um quarto, porém é a ilustração que o caracteriza.

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Sugestões de atividades:

Vídeo com a história:
DEPOIS DE LER
Encoraje seus alunos a criarem novos personagens para continuar a história... serão histórias sem fim!
Os contos que as caixas contam
Este é mais um recurso ao qual o professor poderá recorrer para contar histórias. As caixas podem ser grandes ou pequenas, quadradas ou redondas; os personagens poderão ser colocados dentro da caixa e, conforme o professor narra a história, ele são retirados da caixa, trazendo encantamento, suspense e diversão para os ouvintes.
Para produzi-las, é preciso buscar papéis coloridos, colar retalhos de tecidos, plásticos, espelhos, sementes, material reciclável; desta forma o professor poderá montar um cenário dentro da caixa, o palco das ações de uma história, poderá também montar uma caixa surpresa, com objetos interessantes, feitos para serem manuseados pelos alunos enquanto a história é contada.

Ver post do dia 20/05/12 intitulado "Sequência didática: A casa sonolenta" em que a professora Flávia Simone Rodolfo da Silveira, apresentou detalhadamente o trabalho realizado a partir desse livro com seus alunos.

19/12/2012

Se uma criança

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Se uma criança vive na crítica,
Aprende a condenar.

Se uma criança vive na dúvida,
Aprende a desconfiar dos outros.

Se uma criança vive na hostilidade,
Aprende a lutar.

Se uma criança vive no ridículo,
Aprende a sentir-se culpada.

Se uma criança vive na tolerância,
Aprende a ser paciente.

Se uma criança vive no encorajamento,
Aprende a confiar.

Se uma criança vive no reconhecimento,
Aprende a estimar.

Se uma criança vive na lealdade,
Aprende a justiça.

Se uma criança vive na segurança,
Aprende a ter fé.

Se uma criança vive na aprovação,
Aprende a auto-estimar-se.

Se uma criança vive na amizade,
Aprende a encontrar o amor no mundo.

Anonimo

Projeto Trilhas: "Quer brincar de pique esconde"?

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"Quer brincar de pique-esconde?" narra as estripulias de um macaco brincalhão que convida todos os bichos para brincar de pique. O coelho rapidamente se esconde no alto do coqueiro, mas deixa as orelhas de fora. A girafa corre para atrás do galho, no entanto seu pescoço a impede de se esconder direito. Ou seja: cada bicho acaba sendo descoberto devido a uma característica que o denuncia. O enredo estabelece um elo com a própria essência do jogo de esconde-esconde. No final, há uma grande ilustração que mostra todos os bichos escondidos para que a criança os encontre na paisagem. Obra para ser lida por um adulto às crianças que ainda não alfabetizadas ou para serem apreciados por aquelas que se iniciam na leitura. Fonte
O desenvolvimento cerebral das crianças é ameaçado por sua incapacidade de trabalhar com as mãos em casa e na escola.
O fato de as escolas abandonarem as aulas de marcenaria, música, mecânica e artes, além da preferência das crianças pelo computador, vem se tornando um "software", em vez de uma sociedade "chave-de-fenda".
"Trabalhar com suas próprias mãos no ambiente de um mundo real em 3D é um fator imperativo para um completo desenvolvimento cognitivo e intelectual. Isso permite que os jovens tenham conhecimento de como o mundo realmente funciona na prática, dos materiais e dos processos. Além disso, conseguirão fazer julgamentos de conceitos abstratos", afirmou o Dr. Aric Sigman, autor do relatório.
O estudo aponta exemplos de crianças com 11 anos de idade, que possuem certas deficiências em determinadas áreas de seu desenvolvimento cognitivo e uma redução das habilidades de jovens engenheiros e aprendizes de conceitualizar problemas mecânicos óbvios.
"As implicações para a economia são significativas e realmente vão melhorar a questão das habilidades da mão-de-obra para usar o computador em pesquisas, design e desenvolvimentos. Mas, os pais têm a responsabilidade de garantir que as crianças terão mais trabalhos manuais".
Para o especialista, é necessário também que as escolas abram mão da atitude esnobe de praticar os testes vocacionais nas escolas. "Trabalhar com as mãos é considerada uma atitude desclassificada e os cientistas, muitas vezes, são vistos como trapaceiros".
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De acordo com Oliveira (2009), o mais importante ao contar a história é o envolvimento da criança. Quando ela se identifica com alguma parte da narrativa, deve ser dado espaço a ela para falar de suas experiências relacionadas à história. Portanto, acredita-se que os recursos sugeridos farão com que os alunos participem mais e com prazer desta atividade, aproximando-os da literatura. Sempre que possível é importante que o professor relacione a história com diversos assuntos, propiciando, além do desenvolvimento intelectual, cognitivo e afetivo, situações que favoreçam o letramento.
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OLIVEIRA, Maria Alexandre de. Dinâmicas em Literatura Infantil. São Paulo: Paulinas, 2009.

18/12/2012

Projeto Trilhas: "Bruxa, Bruxa, Venha à Minha Festa"

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Bruxa, Bruxa, Venha à Minha Festa
Uma garota pede que toda sorte de seres assustadores compareça a sua festa. E lá vão: bruxa, gato, espantalho, coruja, árvore, duende, dragão, pirata, tubarão, cobra, unicórnio, fantasma, babuíno, lobo e, epa!, Chapeuzinho Vermelho? Uma história diferente que mostra como a imaginação das crianças as faz capazes de se deliciar com a ideia do medo.
Autor: Arden Druce
Ilustrador: Pat Ludlow

BRUXA, BRUXA VENHA A MINHA FESTA
Arden Druce
_ Bruxa, Bruxa, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar o Gato.
_ Gato, Gato, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Espantalho.
_ Espantalho, Espantalho, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar a Coruja.
_ Coruja, Coruja, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar a Árvore.
_ Árvore, Árvore, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar o Duende.
_ Duende, Duende, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Dragão.
_ Dragão, Dragão, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Pirata.
_ Pirata, Pirata, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Tubarão.
_ Tubarão, Tubarão, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar a Cobra.
_ Cobra, Cobra, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar o Unicórnio.
_ Unicórnio, Unicórnio, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Fantasma.
_ Fantasma, Fantasma, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Babuíno.
_ Babuíno, Babuíno, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar o Lobo.
_ Lobo, Lobo, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigado, irei sim, se você convidar a Chapeuzinho Vermelho.
_ Chapeuzinho Vermelho, Chapeuzinho Vermelho, por favor, venha a minha festa.
_ Obrigada, irei sim, se você convidar as Crianças.
_ Crianças, Crianças, por favor, venham a minha festa.
_ Obrigado, iremos sim, se você convidar a Bruxa.
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Professoras: Graciela e Mônica - segundo ano tarde
(...) A contação de histórias é um dos meios mais antigos de interação humana usada por meio da linguagem para transmitir conhecimentos, estimular a imaginação, a fantasia, empregada também para trazer valores morais, disciplinar e desenvolver o interesse pela leitura. Para Coelho (1997), a história aquieta, serena, prende a atenção, informa, socializa, educa.
[...] a história é importante alimento da imaginação. Permite a auto-identificação, favorecendo a aceitação de situações desagradáveis, ajuda a resolver conflitos, acenando com a esperança. Agrada a todos, de modo geral, sem distinção de idade, de classe social, de circunstância de vida. Descobrir isso e praticá-lo é uma forma de incorporar a arte à vida [...] (COELHO, 1997, p. 12)
(...) O educador ao contar histórias, pode também variar na escolha de recursos e, mesmo que não seja um exímio contador de histórias, o uso desses recursos poderá facilitar e transformá-lo em um artista de dotes especiais e um mestre capaz de transmitir com segurança e entusiasmo o texto às crianças.
Acredita-se que o professor ao contar histórias, além de planejar, ler, gostar da história e fazer opção pela melhor história para a faixa etária de seus ouvintes, possa usar diferentes recursos para contar com mais entusiasmo e despertar em seus alunos o gosto pela leitura
Deste modo, apoiados em Oliveira (2009) e Coelho (1991), far-se-á algumas sugestões de recursos como fator enriquecedor do ato de contar histórias.
Simples Narrativa
É uma das mais fascinantes de todas as formas de contar histórias, antiga, tradicional e uma autêntica expressão do contador de histórias. Processa-se apenas por meio da voz do contador e de sua postura, não requerendo acessórios, pois, com as mãos livres, sua força se concentra na expressão corporal. “É a maneira ideal para contar uma história e a que mais contribui para estimular a criatividade”  (COELHO,  1991, p.32). Segundo essa autora, a utilização de ilustrações em determinadas histórias podem desviar a atenção dos ouvintes, que deve fixar-se no narrador, para não perder o encantamento da história.
O próprio livro
O professor poderá fazer uso do livro para mostrar imagens, chamar a atenção de algum detalhe da história, ler uma frase, até mesmo levantar hipóteses sobre o que irá acontecer. De acordo com Coelho (1991), existem textos que indispensavelmente requerem a apresentação do livro, pois a ilustração o complementa, mostrando-se tão rica quanto o texto.
Porém, convém lembrar que se for um livro de pouco texto e de ilustrações abundantes, o professor deve narrar quase textualmente, com certas alterações na linguagem, indo desde variações de entonação até impostações típicas de determinados personagens, com o intuito de melhor caracterizá-los e, assim, envolver as crianças. É importante, também, promover o diálogo, conversando com os alunos no decorrer da história, promovendo a interação, pois segundo a autora, é este o momento ideal para atribuir às palavras um significado concreto, real, extinguir preconceitos, e ideias falsas, aproveitando todas as oportunidades para ajudar as crianças a crescer e pensar.
Com gravuras
Alguns livros de formato pequeno, de ilustrações que antecipam acontecimentos ou não se correspondem com o texto, histórias em revistas ao lado de outras matérias e anúncios diversos inviabilizam a utilização do livro como recurso ilustrativo. Dessa forma aconselha-se que as gravuras sejam reproduzidas e ampliadas em papel resistente, visíveis para o grupo de ouvintes e, no caso de revistas, as cenas poderão ser recortadas e montadas em quadrados ou retângulos de cartolina, duplo, complementando-se se necessário para obter um visual mais bonito, considerando sempre os elementos essenciais da história.
Coelho (1991) lembra que as gravuras favorecem sobretudo, as crianças pequenas, e permitem que observem detalhes e contribuem para a organização do seu pensamento, facilitando, mais tarde a identificação da ideia central, dos fatos principais ou secundários.
As professoras confeccionaram máscaras (ou adereços) para representar os personagens: gato, espantalho, coruja, árvore, Duende, dragão, pirata, tubarão, cobra, Unicórnio, fantasma, Babuíno, lobo, Chapeuzinho Vermelho e Bruxa. 
Máscaras
São fáceis de fazer, baratas e substituem, tranquilamente, figurinos; um excelente recurso, que pode ser confeccionado com papel, sacos de papel ou tecido.
Referências:
OLIVEIRA, Maria Alexandre de. Dinâmicas em Literatura Infantil. São Paulo: Paulinas, 2009.
COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil: teoria – análise – didática. São Paulo: Moderna, 2009.

17/12/2012

Projeto Trilhas: "O Rei Bigodeira e sua Banheira"

As crianças detestam tomar banho, certo? mas quando entram no banho não querem mais sair! Principalmente quando o banho é na banheira! 
Mas essa história não é sobre uma criança. é sobre um rei que não queria sair de sua banheira. E nela acontecem coisas inacreditáveis como: guerras, almoço, baile de máscaras... 
E a corte do rei terá que acompanhá-lo na sua banheira do nascer do sol até a lua começar a brilhar no céu. 
Clássico moderno da literatura infantil, esta obra de Audrey e Don Wood conta a história do fanfarrão rei Bigodeira, que de uma hora para a outra resolve que não vai mais sair de sua fumegante banheira. Este é mais um caso que apenas uma criança, com sua sabedoria inocente, poderia resolver e acabar de uma vez por todas com esta grande travessura.
Traduzida por Gisela Maria Padovan, esta edição recebeu o prêmio Monteiro Lobato de Melhor Livro Traduzido para Crianças.
No site da Audrey, mesmo sem muitos dados específicos, temos pequenas descrições sobre a vida de Audrey, do marido Don e do filho deles, Bruce. Além disso, existem vários extras dos livros, como as inspirações, várias fotos, atividades. É tudo bem dinâmico e cada clique é uma surpresa.
Por exemplo, vários personagens foram inspirados na modelagem de pessoas, como o próprio Don Wood, seu filho quando pequeno, a mãe de Audrey e até um amigo de infância de Don. Isso é bem legal, né? Nas páginas, há a comparação da foto tirada com a ilustração do livro e preciso dizer que as semelhanças são incríveis:
Don Wood como a Bruxa Salomé.
A Casa Sonolenta existe!
Mãe da Audrey como a mãe das crianças em A Bruxa Salomé.
O filho, Bruce, como o pajem de O Rei Bigodeira e Sua Banheira.
Amigo de infância de Don como o Rei Bigodeira.
Sinopse: Uma festa de imagens. É o que esse livro nos oferece com suas ilustrações. Elas ocupam páginas inteiras e as cores amarelo, azul e lilás, em tom pastel, criam um ambiente requintado a que se contrapõem as expressões exageradas e divertidas nos rostos das personagens. Aprecie. Rei, rainha, cavaleiro, personagens dos contos clássicos muito familiares às crianças, reaparecem em divertido episódio. O primeiro a aparecer é o pajem, que sobe longa escada transportando água para o banho do rei. Acontece que o rei dessa história, como acontece com muitas crianças, entrou no banho e dele não quer mais sair. Daí a frase que, como refrão, se repete no texto: ‘Socorro! Socorro! O rei Bigodeira está na banheira e não quer sair! O que vamos fazer?’. O cavaleiro acha que tem a solução. Não funciona. A rainha pensa ter uma ideia melhor. Mas também não funciona. O duque apresenta a sua. Nada. Os membros da Corte, então, acreditam ter a chave para resolver o problema. Mas foi o pequeno pajem quem soube usar a cabeça. Veja o que ele fez. Veja também a riqueza dos detalhes da ilustração em página dupla na cena da batalha na banheira. E no banquete servido sobre as águas, quantas delícias se vêem! Na página seguinte, será que as crianças saberão dizer por que um homem ri com a mão na boca, duas mulheres se espantam, um homem entre elas fi ca pensativo, a rainha empina o nariz e o pobre pajem perde o equilíbrio? A seguir, outra cena divertida, rica em informações visuais, mostra uma singular pescaria. E na estranha cena do baile na água, por que só o pajem não tem a cara de espanto dos membros da Corte? Esse é um livro que encanta crianças e adultos, é o que você vai comprovar. Fonte
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"Quando um ser querido nos dá um livro para ler, é a ele quem primeiro buscamos nas linhas: seus gostos, as razões que o levaram a nos colocar esse livro entre as mãos, os fraternos sinais. Depois é o texto que nos carrega e esquecemos aquele que nos mergulhou nele: toda força de uma obra está, justamente, no varrer mais essa contingência! Entretanto, com o passar dos anos, acontece que a evocação do texto traz a lembrança do outro; certos títulos se transformam então, em rostos". DANIEL PENNAC
Teatro de sombra
Para quem não possui a habilidade de criar animais a partir das próprias mãos, o Bloesem Kids ensina a criar personagens para montar um teatro de sombra!
Vale usar a criatividade para modificar as silhuetas conforme os personagens das histórias! Fonte
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Transparência
Conforme a história é contada, as figuras desenhadas na transparência devem ser projetadas no retroprojetor. Oliveira (2009) afirma que, dependendo da história, os personagens se movimentam dentro da mesma; ela sugere, então, que num segundo momento os alunos também possam recontar a história, podendo também ocorrer o inverso: o professor projeta e os alunos criam sua própria história e, posteriormente, o professor conta a sua versão.
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OLIVEIRA, Maria Alexandre de. Dinâmicas em Literatura Infantil. São Paulo: Paulinas, 2009.